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Curso de análise espacial para resolução de questões prioritárias para conservação

  
Inscrições: 04/05/11 a 02/10/11
Onde: Sede do IPÊ, Rod. D. Pedro I, KM 47, Nazaré Paulista - SP (BR).
Data: 12/10/11 a 16/10/11
Horário: 9:00 a 17:00
  
 

O curso focará no treinamento dos alunos na identificação de áreas prioritárias para conservação e restauração usando o SIG. Devido à escassez de financiamentos disponíveis para promover tais ações, o uso eficiente dos recursos é essencial para atingirmos os objetivos. Os alunos analisarão a paisagem e identificarão o estado legal de conservação e os valores potenciais de diferentes áreas, assim como irão gerar todos os dados necessários para essas análises. Após o curso os alunos estarão preparados para implementar esses projetos em suas áreas de interesse. Questões específicas que os alunos resolverão e que estão entre as mais recorrentes atualmente em conservação incluem:

- Como espacializar as leis ambientais de APPs (entornos de rios, lagos e várzeas; topos de morro; em áreas declivosas - >45°) e as áreas de Reservas legais e monitorar o cumprimento da legislação em uma bacia hidrográfica?
- Como monitorar a dinâmica da paisagem?
- Como projetar cenários futuros para identificar áreas ameaçadas?
- Como valorar os diferentes elementos que compõem uma paisagem?
- Onde estão as maiores prioridades ou as áreas mais efetivas para fins de conservação ou retauração?
Formato
As aulas serão compostas por aulas práticas e teóricas. Em geral serão 20 a 30 min de teorias seguidas por 1h00 a 1h30 de laboratório.
As metodologias que serão aprendidas para responder as questões acima incluem: classificação de imagens de alta resolução, georreferenciamento semiautomatizado de imagens de satélite usando AutoSync, criação de dados para linha de base para avaliação ambiental, criação de um modelo de probabilidade para cenários futuros, Marxan - programa de planejamento sistemático regional, cálculo de métricas da paisagem, geração de superfícies a partir de pontos amostrais e criação de rotinas de análises usando o ModelBuilder.
Classificação de imagens de alta e média resolução por segmentação – Uma demanda crescente nos últimos anos é a classificação de imagens de média e alta resolução, visto que os procedimentos usados para as imagens de baixa resolução, como a Landsat, se tornaram inapropriadas para essas novas imagens. Serão praticados alguns algoritmos para a classificação de imagens como, por exemplo, RapidEye (5 m), Spot (2,5 m) e Quickbird (2,5 m).
AutoSync – Um processo que demanda muito tempo no uso de imagens de satélites é o georreferenciamento. Recentemente, foram criados algoritmos que permitem encontrar um grande número de pontos de controle automaticamente, utilizando apenas os padrões de valores de pixel encontrados nas diferentes bandas da imagem.
Dados para linha de base para avaliação ambiental e modelos de probabilidade para cenários futuros – Modelos de cenários futuros de desmatamento e mudanças no uso do solo são essenciais para avaliar os efeitos das ações de conservação. Mudanças passadas na paisagem podem ser usadas para estimar probabilidades de mudanças futuras. Por exemplo, construções de rodovias em regiões anteriormente remotas e isoladas, provavelmente aumentarão as chances de desmatamento.
Cálculo de métricas da paisagem – a fim de verificar como os padrões da paisagem influenciam nos processos ecológicos que é o principal objetivo da Ecologia da Paisagem é necessário quantificar esses padrões. Dessa forma, serão utilizadas diversas ferramentas para demonstrar o cálculo das métricas mais utilizadas por essa ciência nas últimas décadas.
MARXAN – um programa para planejamento sistemático dos esforços para a conservação. O MARXAN usa um algoritmo específico que calcula o balanço entre o custo da conservação e os benefícios e produz um mapa de prioridades. Tem sido usado em todo o globo para determinar áreas de conservação na grande barreira de coral, Galápagos, e o North American Wildlands Project.
Criação de rotinas de análises – Muitas análises em SIG precisam ser feitas rotineiramente e seguindo uma sequência lógica, mudando apenas alguns parâmetros de ferramentas de geoprocessamento, dados de entrada e locais de armazenamento de dados de saída. Usando o ModelBuilder do ArcGis, modelos de fluxos de análises podem ser construídos para realizar rotinas simples ou complexas, de forma automática. Os modelos podem inclusive ser reutilizados e compartilhados, possibilitando que a mesma análise seja executada em outras áreas e/ou com outros dados, economizando muito tempo de laboratório.
Interpolação - Métodos de interpolação podem ser utilizados para gerar superfícies contínuas, em formato raster, representando fenômenos como elevação, precipitação, pH do solo, poluição atmosférica, entre outros. A premissa que permite interpolar amostras para gerar uma superfície é que os objetos espacialmente distribuídos são espacialmente correlacionados. Em outras palavras, objetos mais próximos tendem a ter características mais parecidas do que as mais distantes. Esta analogia é a base fundamental da interpolação. Dessa forma, serão abordados alguns dos diversos mecanismos de interpolação mais utilizados em estudos aplicados ao meio ambiente recentemente.
Pré-requisitos
O aluno deve ter experiência básica com o uso do ArcGIS e sensoriamento remoto. Para que o aluno aproveite os assuntos que serão tratados espera-se que esteja familiarizado com:
- Tipos de dados: vetorial e matricial
- Operação básica das ferramentas: adição de imagens, vetores e projetos
- Importação e conversão de dados
- Edição e criação de feições (pontos, linhas e polígonos)
- Cartografia básica – sistema de coordenadas, projeções e datum
- Criação de Geodatabase

- Como espacializar as leis ambientais de APPs (entornos de rios, lagos e várzeas; topos de morro; em áreas declivosas - >45°) e as áreas de Reservas legais e monitorar o cumprimento da legislação em uma bacia hidrográfica?
- Como monitorar a dinâmica da paisagem?
- Como projetar cenários futuros para identificar áreas ameaçadas?
- Como valorar os diferentes elementos que compõem uma paisagem?
- Onde estão as maiores prioridades ou as áreas mais efetivas para fins de conservação ou retauração?

Formato
As aulas serão compostas por aulas práticas e teóricas. Em geral serão 20 a 30 min de teorias seguidas por 1h00 a 1h30 de laboratório.


As metodologias que serão aprendidas para responder as questões acima incluem: classificação de imagens de alta resolução, georreferenciamento semiautomatizado de imagens de satélite usando AutoSync, criação de dados para linha de base para avaliação ambiental, criação de um modelo de probabilidade para cenários futuros, Marxan - programa de planejamento sistemático regional, cálculo de métricas da paisagem, geração de superfícies a partir de pontos amostrais e criação de rotinas de análises usando o ModelBuilder.

Classificação de imagens de alta e média resolução por segmentação – Uma demanda crescente nos últimos anos é a classificação de imagens de média e alta resolução, visto que os procedimentos usados para as imagens de baixa resolução, como a Landsat, se tornaram inapropriadas para essas novas imagens. Serão praticados alguns algoritmos para a classificação de imagens como, por exemplo, RapidEye (5 m), Spot (2,5 m) e Quickbird (2,5 m).

AutoSync – Um processo que demanda muito tempo no uso de imagens de satélites é o georreferenciamento. Recentemente, foram criados algoritmos que permitem encontrar um grande número de pontos de controle automaticamente, utilizando apenas os padrões de valores de pixel encontrados nas diferentes bandas da imagem.

Dados para linha de base para avaliação ambiental e modelos de probabilidade para cenários futuros – Modelos de cenários futuros de desmatamento e mudanças no uso do solo são essenciais para avaliar os efeitos das ações de conservação. Mudanças passadas na paisagem podem ser usadas para estimar probabilidades de mudanças futuras. Por exemplo, construções de rodovias em regiões anteriormente remotas e isoladas, provavelmente aumentarão as chances de desmatamento.

Cálculo de métricas da paisagem – a fim de verificar como os padrões da paisagem influenciam nos processos ecológicos que é o principal objetivo da Ecologia da Paisagem é necessário quantificar esses padrões. Dessa forma, serão utilizadas diversas ferramentas para demonstrar o cálculo das métricas mais utilizadas por essa ciência nas últimas décadas.

MARXAN – um programa para planejamento sistemático dos esforços para a conservação. O MARXAN usa um algoritmo específico que calcula o balanço entre o custo da conservação e os benefícios e produz um mapa de prioridades. Tem sido usado em todo o globo para determinar áreas de conservação na grande barreira de coral, Galápagos, e o North American Wildlands Project.

Criação de rotinas de análises – Muitas análises em SIG precisam ser feitas rotineiramente e seguindo uma sequência lógica, mudando apenas alguns parâmetros de ferramentas de geoprocessamento, dados de entrada e locais de armazenamento de dados de saída. Usando o ModelBuilder do ArcGis, modelos de fluxos de análises podem ser construídos para realizar rotinas simples ou complexas, de forma automática. Os modelos podem inclusive ser reutilizados e compartilhados, possibilitando que a mesma análise seja executada em outras áreas e/ou com outros dados, economizando muito tempo de laboratório.

Interpolação - Métodos de interpolação podem ser utilizados para gerar superfícies contínuas, em formato raster, representando fenômenos como elevação, precipitação, pH do solo, poluição atmosférica, entre outros. A premissa que permite interpolar amostras para gerar uma superfície é que os objetos espacialmente distribuídos são espacialmente correlacionados. Em outras palavras, objetos mais próximos tendem a ter características mais parecidas do que as mais distantes. Esta analogia é a base fundamental da interpolação. Dessa forma, serão abordados alguns dos diversos mecanismos de interpolação mais utilizados em estudos aplicados ao meio ambiente recentemente.

Pré-requisitos
O aluno deve ter experiência básica com o uso do ArcGIS e sensoriamento remoto. Para que o aluno aproveite os assuntos que serão tratados espera-se que esteja familiarizado com:
- Tipos de dados: vetorial e matricial
- Operação básica das ferramentas: adição de imagens, vetores e projetos
- Importação e conversão de dados
- Edição e criação de feições (pontos, linhas e polígonos)
- Cartografia básica – sistema de coordenadas, projeções e datum
- Criação de Geodatabase

Carga Horária do Curso:
40 Horas

Realização :

CBBC - Centro Brasileiro de Biologia da Conservação / IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas

Orientadores : 

Alexandre Uezu
Especialista em sensoriamento remoto e sistema de informação geográfica aplicados à avaliação dos efeitos da fragmentação de hábitat em ecossistemas tropicais, sobretudo na Mata Atlântica. É doutor pela Universidade de São Paulo, investigou os efeitos da fragmentação na composição e estrutura da avifauna, relacionando dados da estrutura espacial da paisagem com dados biológicos. Atualmente é professor da Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade (ESCAS).

Clinton Jenkins (Research Scholar, North Carolina State University, Department of Biology)
Durante o doutorado e pós-doutorado, Clinton trabalhou com SIG e Sensoriamento Remoto (análises de imagens de satélite) em vários projetos de conservação como: 1) mapeamento de habitat de uma espécie ameaçada de extinção na região dos Everglades (sul da Flórida, EUA); 2) desenvolvimento de métodos para predizer a distribuição de espécies ameaçadas na Mata Atlântica e identificar áreas prioritárias para a conservação; 3) estudo de padrões de biodiversidade e identificação de prioridades de conservação na América Central. Clinton trabalhou com ONGs, universidades e órgãos de governo brasileiros e recentemente, publicou como co-autor o livro "Applyng Nature´s Designs" que aborda projetos voltados ao estabelecimento de corredores para a conservação em várias partes do mundo.

Ruas Rafael Martins

Biólogo, foi membro do Laboratório de Sistemas de Informações Geográficas do IPE a partir de 2004, auxiliando o levantamento e espacialização de serviços ambientais no entorno do reservatório do Atibainha. Foi monitor dos cursos de SIG e Sensoriamento Remoto promovidos anualmente pelo CBBC entre 2005 e 2008. Em 2008 compôs a equipe de SIG do Plano de Gestão de uma RPPN no Estado do Pará e a equipe de projeto de conservação da paisagem por meio de ações de reflorestamento. Em 2009 participou da criação de 2 parques estaduais do continuo da Cantareira (SP) como responsável pelas informações cartográficas e análises espaciais de suporte as equipes técnicas. Hoje é instrutor certificado ESRI de ArcGis e atua como consultor especialista em geoprocessamento aplicado as mais diversas áreas de negócios.

 

Mais informações:

*O valor de curso inclui 5 dias de hospedagem, refeições diárias, traslado em horário pré-determinado (Aeroporto de Guarulhos – IPÊ e Rodoviária de Atibaia – IPÊ), material didático e certificado de participação. O CBBC não cobre despesas de viagem.

 

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@brazilfound O IPÊ agradece imensamente a participação de todos! Excelente iniciativa, que só fortalece nosso trabalho!
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