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Curso de Ecologia de Paisagem aplicada a diagnósticos ambientais

  
Inscrições: 05/10/11 a 01/05/12
Onde: Sede do IPÊ, Rod. D. Pedro I, KM 47, Nazaré Paulista - SP (BR).
Data: 09/05/12 a 12/05/12
Horário: 9:00 a 17:00
  
 
O objetivo deste curso é apresentar os fundamentos da Ecologia de Paisagem, mostrando os principais conceitos produzidos por essa disciplina nas últimas duas décadas. Será dada ênfase, sobretudo, como esses conhecimentos podem ser aplicados em análises de paisagens, considerando efeitos em múltiplas escalas, abordando-se aspectos biológicos e de biodiversidade, aspectos socioeconômicos, entendendo a paisagem em suas dinâmicas espaços-temporais. Tanto o embasamento teórico, como a apresentação de estudos de casos abordarão como aplicar os conceitos de ecologia de paisagem para entender os efeitos de alterações da paisagem, visando minimizar ou mitigar os efeitos das modificações projetadas. Dessa forma, buscaremos apresentar soluções metodológicas que permitam otimizar o processo de seleção de alternativas para implantação de novos empreendimentos, tendo-se sempre como objetivo o de balancear a viabilidade dos projetos, conciliando questões conservacionistas. Em aulas expositivas e práticas serão mostradas as principais metodologias e análises empregadas por essa ciência. Os tópicos abordados serão:
Parte Teórica
*Heterogeneidade da paisagem – causas e consequências - causas naturais e antrópicas no aumento da heterogeneidade da paisagem.
*Mosaico da paisagem – influência do arranjo dos elementos numa paisagem (configuração) e de suas composições sobre os organismos.
*Escala espacial e temporal – o efeito da escala espacial nas análises de paisagem e a variável temporal no entendimento dos padrões de distribuição e abundância das espécies na paisagem.
*Perda e fragmentação dos habitats naturais – importância relativa desses processos no grau de ameaça às espécies.
*Teoria dos limiares – limites da paisagem que não devemos ultrapassar para evitarmos extinções em massa.
*Feições da Paisagem – conceitos de mancha, matriz, corredor e trampolim ecológico.
*Interface entre elementos da Paisagem – efeitos de contraste entre os elementos da paisagem e a consequente profundidade do efeito de borda.
*Conectividade estrutural versus funcional – conceitos e modelos envolvendo as diferenças entre o mapeamento de uma paisagem e a percepção desta pelas espécies. O papel de diferentes elementos:
- Permeabilidade da matriz e percolação da paisagem - identificando feições importantes para manter a conectividade
- Corredores Ecológicos em escalas variáveis - entendendo o mosaico como facilitador de conectividade em escala regional
*Estratégias para Conservação - como as teorias ecológicas nos ajudam a entender as respostas das espécies no mosaico da paisagem?
- Biogeografia de Ilhas
- Teoria de Metapopulações
- Ecologia de Paisagem
*Dinâmica de populações em áreas fragmentadas
- Função de Incidência
*Manejo da paisagem – o uso dos parâmetros da paisagem para proposição de manejos da paisagem
*Seleção de Áreas Prioritárias para Conservação e Restauração
- O uso de espécies indicadoras
- Escolha das espécies
- O foco em várias espécies guarda-chuva
- O uso da estrutura da paisagem
*Desenhando estratégias para Corredores de Biodiversidade
- O uso de aspectos da paisagem (Área, Conectividade, Forma das manchas).
- Considerando fisionomias e similaridades entre ambientes
- Modelando Grupos Ecológicos com base em requerimento de área, capacidade de cruzar áreas abertas, permeabilidade potencial da matriz
- Identificando elementos relevantes (corredores e trampolins ecológicos) para a formação de corredores de biodiversidade
- Simulando efeitos potenciais de profundidade e de contrastes de borda.
*O efeito de estradas e grandes empreendimentos (mineração e barragens de hidrelétricas) sobre a biodiversidade na escala da paisagem.
Parte Prática
*Dinâmica de populações em áreas fragmentadas
*Estatísticas espaciais da paisagem: entendendo e calculando métricas de composição e de configuração da paisagem
*Conhecendo o FRAGSTATS
*Acessando a Documentação (métricas e teoria)
*Formatos de dados
*Exercício – Efeito do “background” no cálculo das métricas
*FRAGSTATS
- Métricas & Profundidade de Borda
- Métricas de Proximidade
- Métricas de Similaridade
- Métricas de Contrastes
- Métricas de Forma
- Métricas de Diversidade
- Métricas de Conectividade
*Exemplo de caso: simulação dos impactos da implantação de uma barragem em um ambiente florestal.
Instrutores
Alexandre Camargo Martensen
Possui graduação em Ciências Biológicas e mestrado em Ecologia pela Universidade de São Paulo, especialista em Ecologia de Paisagens em ambientes tropicais. Tem trabalhado em diversos projetos de planejamento da ocupação do solo, seleção de locais prioritários para a conservação e restauração, fazendo a ponte entre a academia e a tomada de decisão. Atualmente é sócio-diretor da Taki Ambiental e participa de projetos em diversos estados da nação.
Alexandre Uezu
Especialista em sensoriamento remoto e sistema de informação geográfica aplicados à avaliação dos efeitos da fragmentação de hábitats em ecossistemas tropicais, sobretudo na Mata Atlântica. É doutor pela Universidade de São Paulo, investigou os efeitos da fragmentação na composição e estrutura da avifauna, relacionando dados da estrutura espacial da paisagem com dados biológicos. Atualmente é professor da Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade (ESCAS).
Christoph Knogge
Possui graduação e mestrado (diploma) em Ciências Biológicas (1992)., doutorado em ciências biológicas pela Universidade de Bielefeld, Alemanha (1998). Desenvolveu pesquisas na área de primatologia, ecologia e conservação, no Peru, na Índia e no Brasil vinculado ao German Primate Center (DPZ) em Göttingen, Alemanha (1994-2002). Entre 2003 e 2010  vinculado ao Helmholtz Centre for Environmental Research (UFZ), Leipzig Alemanha coordenou o projeto da cooperação Brasileiro Alemã “Conservação da Biodiversidade em Paisagens Fragmentadas no Planalto Atlântico de São Paulo” junto ao Laboratório de Ecologia de Paisagens e Conservação (LEPAC), Universidade de São Paulo – USP. Atualmente é pesquisador no IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, coordenando o programa de conservação do Mico Leão Preto (Leontopithecus chrysopygus). Atua principalmente nos seguintes áreas: Primatologia, historia natural, dispersão de sementes, ecologia de paisagem, fragmentação,  manejo e conservação.

O objetivo deste curso é apresentar os fundamentos da Ecologia de Paisagem, mostrando os principais conceitos produzidos por essa disciplina nas últimas duas décadas. Será dada ênfase, sobretudo, como esses conhecimentos podem ser aplicados em análises de paisagens, considerando efeitos em múltiplas escalas, abordando-se aspectos biológicos e de biodiversidade, aspectos socioeconômicos, entendendo a paisagem em suas dinâmicas espaços-temporais. Tanto o embasamento teórico, como a apresentação de estudos de casos abordarão como aplicar os conceitos de ecologia de paisagem para entender os efeitos de alterações da paisagem, visando minimizar ou mitigar os efeitos das modificações projetadas. Dessa forma, buscaremos apresentar soluções metodológicas que permitam otimizar o processo de seleção de alternativas para implantação de novos empreendimentos, tendo-se sempre como objetivo o de balancear a viabilidade dos projetos, conciliando questões conservacionistas. Em aulas expositivas e práticas serão mostradas as principais metodologias e análises empregadas por essa ciência. Os tópicos abordados serão:

Parte Teórica
*Heterogeneidade da paisagem – causas e consequências - causas naturais e antrópicas no aumento da heterogeneidade da paisagem.
*Mosaico da paisagem – influência do arranjo dos elementos numa paisagem (configuração) e de suas composições sobre os organismos.
*Escala espacial e temporal – o efeito da escala espacial nas análises de paisagem e a variável temporal no entendimento dos padrões de distribuição e abundância das espécies na paisagem.
*Perda e fragmentação dos habitats naturais – importância relativa desses processos no grau de ameaça às espécies.
*Teoria dos limiares – limites da paisagem que não devemos ultrapassar para evitarmos extinções em massa.
*Feições da Paisagem – conceitos de mancha, matriz, corredor e trampolim ecológico.
*Interface entre elementos da Paisagem – efeitos de contraste entre os elementos da paisagem e a consequente profundidade do efeito de borda.
*Conectividade estrutural versus funcional – conceitos e modelos envolvendo as diferenças entre o mapeamento de uma paisagem e a percepção desta pelas espécies. O papel de diferentes elementos:
- Permeabilidade da matriz e percolação da paisagem - identificando feições importantes para manter a conectividade 
- Corredores Ecológicos em escalas variáveis - entendendo o mosaico como facilitador de conectividade em escala regional
*Estratégias para Conservação - como as teorias ecológicas nos ajudam a entender as respostas das espécies no mosaico da paisagem?
- Biogeografia de Ilhas
- Teoria de Metapopulações
- Ecologia de Paisagem
*Dinâmica de populações em áreas fragmentadas
- Função de Incidência
*Manejo da paisagem – o uso dos parâmetros da paisagem para proposição de manejos da paisagem
*Seleção de Áreas Prioritárias para Conservação e Restauração
- O uso de espécies indicadoras
- Escolha das espécies
- O foco em várias espécies guarda-chuva 
- O uso da estrutura da paisagem
*Desenhando estratégias para Corredores de Biodiversidade
- O uso de aspectos da paisagem (Área, Conectividade, Forma das manchas).
- Considerando fisionomias e similaridades entre ambientes
- Modelando Grupos Ecológicos com base em requerimento de área, capacidade de cruzar áreas abertas, permeabilidade potencial da matriz
- Identificando elementos relevantes (corredores e trampolins ecológicos) para a formação de corredores de biodiversidade
- Simulando efeitos potenciais de profundidade e de contrastes de borda.
*O efeito de estradas e grandes empreendimentos (mineração e barragens de hidrelétricas) sobre a biodiversidade na escala da paisagem.  

Parte Prática
*Dinâmica de populações em áreas fragmentadas
*Estatísticas espaciais da paisagem: entendendo e calculando métricas de composição e de configuração da paisagem
*Conhecendo o FRAGSTATS
*Acessando a Documentação (métricas e teoria)
*Formatos de dados
*Exercício – Efeito do “background” no cálculo das métricas
*FRAGSTATS- Métricas & Profundidade de Borda
- Métricas de Proximidade
- Métricas de Similaridade
- Métricas de Contrastes
- Métricas de Forma
- Métricas de Diversidade
- Métricas de Conectividade
*Exemplo de caso: simulação dos impactos da implantação de uma barragem em um ambiente florestal. 

Carga Horária do Curso: 32 Horas

Instrutores
Alexandre Camargo Martensen
Possui graduação em Ciências Biológicas e mestrado em Ecologia pela Universidade de São Paulo, especialista em Ecologia de Paisagens em ambientes tropicais. Tem trabalhado em diversos projetos de planejamento da ocupação do solo, seleção de locais prioritários para a conservação e restauração, fazendo a ponte entre a academia e a tomada de decisão. Atualmente é sócio-diretor da Taki Ambiental e participa de projetos em diversos estados da nação.

Alexandre Uezu
Especialista em sensoriamento remoto e sistema de informação geográfica aplicados à avaliação dos efeitos da fragmentação de hábitats em ecossistemas tropicais, sobretudo na Mata Atlântica. É doutor pela Universidade de São Paulo, investigou os efeitos da fragmentação na composição e estrutura da avifauna, relacionando dados da estrutura espacial da paisagem com dados biológicos. Atualmente é professor da Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade (ESCAS). 

Christoph Knogge
Possui graduação e mestrado (diploma) em Ciências Biológicas (1992)., doutorado em ciências biológicas pela Universidade de Bielefeld, Alemanha (1998). Desenvolveu pesquisas na área de primatologia, ecologia e conservação, no Peru, na Índia e no Brasil vinculado ao German Primate Center (DPZ) em Göttingen, Alemanha (1994-2002). Entre 2003 e 2010  vinculado ao Helmholtz Centre for Environmental Research (UFZ), Leipzig Alemanha coordenou o projeto da cooperação Brasileiro Alemã “Conservação da Biodiversidade em Paisagens Fragmentadas no Planalto Atlântico de São Paulo” junto ao Laboratório de Ecologia de Paisagens e Conservação (LEPAC), Universidade de São Paulo – USP. Atualmente é pesquisador no IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, coordenando o programa de conservação do Mico Leão Preto (Leontopithecus chrysopygus). Atua principalmente nos seguintes áreas: Primatologia, historia natural, dispersão de sementes, ecologia de paisagem, fragmentação,  manejo e conservação.

 

Mais informações:

*O valor de curso inclui 4 dias de hospedagem, refeições diárias, traslado em horário pré-determinado (Aeroporto de Guarulhos – IPÊ e Rodoviária de Atibaia – IPÊ), material didático e certificado de participação. O CBBC não cobre despesas de viagem.

 

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