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Curso introdutório para estudantes interessados em conhecer ferramentas, abordagens e estratégias direcionadas a enfrentar os atuais desafios de conservação da biodiversidade.
Inscreva-se já! As inscrições para o Curso de Verão em Biologia da Conservação e Manejo da Vida Silvestre estão abertas. O curso tem como objetivo introduzir o aluno no universo da biologia da conservação, abordando seu processo evolutivo, principais objetivos e metas.
Através de um processo de construção de conhecimento, o curso se propõe a fundir aspectos teóricos e práticos a partir da experiência adquirida em projetos de conservação adequados à realidade brasileira. Nesse curso, o aluno receberá noções de planejamento e desenvolvimento de projetos de conservação, teorias ecológicas, trabalhos multidisciplinares, além de práticas de coleta e análise de dados biológicos.
Público: Estudantes de nível técnico e superior de biologia, ecologia, veterinária, engenharia florestal, engenharia ambiental e áreas afins.
Carga Horária: 56 Horas
Mais Informações: O valor de curso inclui 7 dias de hospedagem, refeições diárias, material didático e certificado de participação. O IPÊ oferece traslado gratuito em horário pré-determinado (Aeroporto de Guarulhos – IPÊ e Rodoviária de Atibaia – IPÊ. O CBBC não cobre despesas de viagem.
CONFIRA OS TEMAS TRATADOS DURANTE O CURSO:
Entendendo a Biologia da Conservação: o que é, e a que se propõe?
- Por que existe a biologia da conservação?
- A crise ambiental mundial e a demanda de estudos nesta área. Introdução à Biologia da Conservação.
- Biodiversidade global, tipos de diversidade e suas perdas
- Disciplinas e temas tratados em Biologia da Conservação: onde cada profissional pode atuar
- Importância da escala de abordagem da Biologia da Conservação
- Apresentação e discussão de uma situação real (análise de um estudo de caso)
Por onde iniciar um estudo em Biologia da Conservação?
- Qual a importância da filosofia científica e do estabelecimento de hipóteses para o desenvolvimento de um projeto de conservação?
- Que dados precisamos coletar e como analisá-los?
- Noções para planejamento de projetos e análise de dados
- Formulação de questões para a pesquisa e sua aplicação em Biologia da Conservação
- Introdução à amostragem de dados e testes estatísticos
Diferentes escalas de estudos ecológicos em Biologia da Conservação: unindo teoria à prática
- Como os conceitos teóricos que aprendemos em sala de aula estão sendo aplicados em projetos de conservação?
- Ecologia de populações: estudos populacionais voltados para a Conservação
- Novos Projetos: histórico e evolução do projeto Nascentes Verdes Rios Vivos
- Projetos maduros: histórico e evolução do projeto Mico-Leão-da-Cara-Preta
- Projetos de longa duração: histórico e evolução do projeto Mico-Leão-Preto
- Ecologia de comunidades: estudos focados em comunidades voltados para conservação
- Estudo de comunidades de aves no Pontal do Paranapanema
- Ecologia de paisagens: a importância das noções espaciais em estudos sobre comunidades para conservação de áreas fragmentadas
- Fundamentos da Ecologia da Paisagem e a quantificação de seus parâmetros
Aspectos humanos em biologia a conservação
- Como trabalhar com conservação e atuar como interlocutor junto aos diferentes atores sociais.
- Valorização da biodiversidade
- Serviços ambientais
Primeiros passos: praticando as noções adquiridas durante o curso
Ao final do curso os alunos terão a oportunidade de desenvolver pequenos projetos em grupo que serão apresentados e discutidos.
- Projetos
- Desenvolvimento e coleta de dados em projetos de campo
- Análise de dados e escrita científica
INSTRUTORES
Alexandre T. Amaral Nascimento
Biólogo e Mestre em Ecologia Aplicada pela Universidade de São Paulo (USP). Coordenador de Projetos e Pesquisador Sênior do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. Alexandre é responsável pelo Programa para Conservação do Mico-Leão-da-Cara-Preta (Leontopithecus caissara).
Alexandre Uezu
Especialista em sensoriamento remoto e sistema de informação geográfica aplicados à avaliação dos efeitos da fragmentação de hábitats em ecossistemas tropicais, sobretudo na Mata Atlântica. É doutor pela Universidade de São Paulo, investigou os efeitos da fragmentação na composição e estrutura da avifauna, relacionando dados da estrutura espacial da paisagem com dados biológicos. Atualmente é professor da Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade (ESCAS).
Andrea Peçanha Travassos
Bióloga e pedagoga com especialização em Ciências Ambientais pela Universidade São Francisco/SP. Fez MBA em Gestão e Empreendedorismo Social na FIA – Fundação Instituto de Administração. Coordena atualmente Unidade de Negócios Sustentáveis do IPÊ criada com o apoio da Fundação Avina que tem como objetivos: desenvolver e gerenciar parcerias estratégicas com a iniciativa privada; ampliar a visibilidade da organização; e fomentar a criação, desenvolvimento e comércio de produtos e serviços, com o objetivo de gerar renda para as comunidades residentes em áreas prioritárias à conservação da biodiversidade onde o IPÊ atua são os seus principais focos de atuação.
Christoph Knogge
Possui graduação e mestrado (diploma) em Ciências Biológicas (1992)., doutorado em ciências biológicas pela Universidade de Bielefeld, Alemanha (1998). Desenvolveu pesquisas na área de primatologia, ecología e conservação, no Peru, na India e no Brasil vinculado ao German Primate Center (DPZ) em Göttingen, Alemanha (1994-2002). Entre 2003 e 2010 vinculado ao Helmholtz Centre for Environmental Research (UFZ), Leipzig Alemanha coordenou o projeto da cooperação Brasileiro Alemã “Conservação da Biodiversidade em Paisagens Fragmentadas no Planalto Atlântico de São Paulo” junto ao Laboratório de Ecologia de Paisagens e Conservação (LEPAC), Universidade de São Paulo – USP. Atualmente é pesquisador no IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, coordenando o programa de conservação do Mico Leão Preto (Leontopithecus chrysopygus). Atua principalmente nos seguintes áreas: Primatología, historia natural, dispersão de sementes, ecologia de paisagem, fragmentação, manejo e conservação.
Eduardo H. Ditt
Engenheiro Agrônomo e PhD em pesquisa ambiental pelo Imperial College London. Pesquisador Sênior do IPÊ onde desenvolve trabalhos com enfoque em serviços ecossistêmicos e projetos de carbono. É autor do livro "Fragmentos florestais no Pontal do Paranapanema". É fellow dos programas: Lead – Leadership Program for Environment and Development; Russel E. Train Education for Nature Program; e Alcoa Foundation's Conservation and Sustainability Fellowship Program.
Fabio Cop Ferreira
Biólogo e Mestre em Ciências Biológicas, área de Zoologia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Tem atuado em temas relacionados à ecologia de comunidades, análise de dados em ecologia e conservação de ambientes de água doce em remanescentes de Mata Atlântica. Desenvolve seu doutorado na bacia do Alto Rio Paranapanema, utilizando a comunidade de peixes para a construção de indicadores biológicos para fins de monitoramento e conservação de riachos de cabeceira na Serra de Paranapiacaba. Atualmente tem ministrado cursos de curta duração sobre análise de dados, estatística básica e multivariada, incentivando a utilização de softwares de livre acesso.
Gislaine de Carvalho
Formada em Ciências Biológicas, há sete anos, pela Universidade São Francisco, de Bragança Paulista, no Estado de São Paulo. Iniciou seu trabalho com conservação no IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas em 2001, como estagiária do Programa de Educação Ambiental, onde atuou como educadora ambiental e ajudou a coordenar projetos voltados à conservação e sustentabilidade socioambiental. Em seu Trabalho de Conclusão de Curso desenvolveu pesquisa sobre a prática da educação ambiental nas escolas rurais de Nazaré Paulista-SP. Participou de vários cursos de capacitação e congressos na área de educação ambiental, nos quais submeteu alguns artigos e publicações. Em 2009 realizou pós-graduação em manejo de espécies ameaçadas no Durrel Wildlife Conservation Trust, em Jersey, Canal das Ilhas Britânicas, pela Universidade de Kent. |