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A aplicação de estudos de flora e fauna no contexto do EIA/RIMA
Quando avaliamos os impactos potenciais decorrentes de ações, planos, programas ou projetos precisamos entender como incorporar a variável biológica nos processos de tomada de decisão. Desacelerar a redução do número de espécies depende da nossa capacidade de avaliar, manejar e conservar os ambientes naturais remanescentes. Mas como monitorar a situação atual e prevenir novas perdas? Qual a importância e confiabilidade dos estudos sobre flora e fauna no contexto do EIA/RIMA? Inventariar espécies é o primeiro passo para a sua conservação, mas esta etapa não representa um diagnóstico completo da qualidade e integridade biológica de um local. É essencial saber aplicar estratégias complementares para diagnosticar o estado da biodiversidade local, bem como ser capaz de identificar os méritos e problemas de cada metodologia. Neste curso serão apresentadas algumas alternativas que podem ser empregadas dentro deste contexto.
Público: profissionais ligados à área ambiental sejam pesquisadores, estudantes, trabalhadores do setor público ou privado.
Carga Horária: 36 horas
Realização: CBBC - Centro Brasileiro de Biologia da Conservação / IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas
Orientadores:
Victor Ranieri
Professor da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP) onde desenvolve pesquisas, orienta e leciona na área de instrumentos de política de meio ambiente (avaliação de impacto ambiental, licenciamento ambiental, zoneamento ambiental e espaços territoriais especialmente protegidos). Trabalhou na área de licenciamento ambiental na prefeitura de São Sebastião (SP) entre 1995 e 1996 e no Programa Nacional do Meio Ambiente (PNMA II) do Ministério do Meio Ambiente no sub-componente de licenciamento ambiental em 2004. Atuou como perito judicial em processos envolvendo questões de desmatamento, regularização ambiental de propriedades rurais, impactos ambientais de empreendimentos, entre outros. É Engenheiro Agrônomo pela ESALQ/USP, mestre em Ciências da Engenharia Ambiental (EESC/USP - 2000) e doutor em Hidráulica e Saneamento (EESC/USP - 2004).
Christiane Correa
Graduada em Ciências Biológicas e mestre em Ecologia e Conservação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. É doutora em Ecologia pela Universidade Estadual de Campinas e atua em trabalhos na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia vegetal. Atualmente faz pós-doutorado em Ecologia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Seus principais projetos envolvem descrição dos principais padrões encontrados em comunidade e populações vegetais, bem como os fatores que determinam esses padrões. Atualmente tem ministrado cursos de curta duração sobre uso de Bioindicadores de Flora, no IPÊ, e populações e comunidades vegetais.
Marcelo Pereira de Souza
Professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, onde leciona as disciplinas de Política Ambiental e Avaliação de Impacto Ambiental e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Engenharia Ambiental da Escola de Engenharia de São Carlos da USP. Pós-Doutor pela Clark University (EUA) e pela Oxford Brookes University (Inglaterra). Mestre e Doutor pela Faculdade de Saúde Pública pela Universidade de São Paulo. É graduado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie e em Direito pela Faculdade de Direito de São Carlos.
Ricardo Oliveira Latini
Possui graduação em Zootecnia e aperfeiçoamento em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e mestrado em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É professor da Faculdade UNIPAC de Educação e Ciências de Betim (MG), onde leciona disciplinas na área da ecologia e biologia da conservação. Desde 2006 atua como consultor na área de ictiologia em estudos de impactos ambientais de empreendimentos hidrelétricos e, atualmente, é responsável pela execução dos estudos ictiológicos dos planos de controle ambiental de algumas Pequenas Centrais Hidrelétricas em Minas Gerais.
Programação:
- A perda de biodiversidade e os esforços aplicados para diagnosticar e monitorar o seu estado – Legislação Ambiental - Conceito de impacto ambiental e breve histórico da inserção da variável ambiental nos processos de tomada de decisão - Resoluções do CONAMA (001/86 e 237/97) e conteúdo do EIA/RIMA - Métodos de análise de impactos e avaliação ambiental estratégica - A articulação da AIA com outros instrumentos de políticas como o zoneamento e licenciamento ambiental - Avaliação Ambiental Estratégica (AAE): procedimento de aplicação da AIA em fases superiores de planejamento (políticas, planos e programas) - A importância dos estudos sobre a flora e fauna no contexto do EIA/RIMA. Onde e como podemos atuar nos diagnósticos? - Levantamentos florísticos: caracterização dos dados obtidos nos levantamentos, aplicação do conceito de bioindicação para plantas e quais informações podem ser obtidas. A relação entre a descrição de fitofisionomias e o processo de sucessão ecológica. - Levantamentos faunísticos: montagem de listas de espécies. Espécies guarda-chuva, bioindicadoras e hotspots. Importâncias e aplicabilidades destes conceitos no contexto de EIA/RIMA e análise sobre a eficiência e confiabilidade dos seus usos. - Métodos que contribuem com o aproveitamento do tempo disponível para a realização de EIAs. - Métodos de coleta: onde e como podemos obter dados biológicos? Procedimentos de coleta e amostragem de flora e fauna.
O valor de curso inclui 4 dias de hospedagem, refeições diárias, traslado em horário pré-determinado (Aeroporto de Guarulhos – IPÊ e Rodoviária de Atibaia – IPÊ), material didático e certificado de participação. O CBBC não cobre despesas de viagem. |