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Este curso tem por objetivo oferecer alguns fundamentos da agroecologia e da antropologia como suporte para a execução de projetos em agricultura sustentável. A agroecologia, como proposta de aproximação entre as práticas agrícolas e os princípios ecológicos, busca as possíveis articulações entre saberes e técnicas científicas e saberes e técnicas das comunidades rurais. Nesse sentido, a viabilidade dos projetos em agroecologia está condicionada à compreensão da realidade sócio-cultural dessas comunidades por parte dos cientistas e técnicos. A antropologia pode contribuir para esta compreensão ao oferecer instrumentos e métodos que explicam as diferentes culturas de uma perspectiva sistêmica e dinâmica. Assim, um diálogo entre agroecologia e antropologia pode fortalecer as propostas de agricultura sustentável em seu sentido mais amplo, ao envolver e relacionar diretrizes agronômicas, ecológicas, sócio-econômicas e culturais.
Público alvo Pesquisadores, engenheiros e técnicos envolvidos profissionalmente com a agricultura sustentável; estudantes das áreas de ciências sociais, agronômicas e florestais; profissionais atuantes em organizações não governamentais e demais interessados no tema.
Carga Horária do Curso: 20 horas
Realização: CBBC - Centro Brasileiro de Biologia da Conservação / IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas
Orientadores:
Laura De Biase Engenheira Florestal formada pela USP-ESALQ e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Ecologia Aplicada (PPGI-EA) da ESALQ/CENA. Tem experiência de extensão acadêmica em assentamentos rurais nas regiões de Itapeva, Andradina e Pontal do Paranapanema. Atuou na construção participativa de viveiros florestais na região do Vale do Ribeira e de Piracicaba, em projetos realizados pela ESALQ. Realizou assessoria para elaboração do Plano de Manejo Florestal Sustentável nas Terras Indígenas de Oiapoque/AP, através de parceria IMAZON, TNC e ESALQ. Realizou assessoria e pesquisa acadêmica em projeto de desenvolvimento agroflorestal junto a comunidades rurais da região do Vale do Ribeira (Cajati, Cananéia, Sete Barras e Barra do Turvo), através da PROTER. Atualmente é pesquisadora colaboradora do NEPA/Unicamp e pesquisadora do IPÊ. Participa da construção da Rede de Agroecologia da Unicamp e desenvolve pesquisa sobre agroecologia, campesinato, soberania alimentar e relações de gênero. Roberto Donato da Silva Júnior Cientista Social e Mestre em Sociologia (UNESP-FCLAr), Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Sociedade do NEPAM/IFCH/UNICAMP. Tem experiência em projetos sócio-ambientais junto às populações indígenas na Região de Ji-Paraná/RO, através do IAMÁ. Possui dez anos de experiência como professor do ensino fundamental, médio e curso pré-vestibular na disciplina de história e quatro anos de experiência como professor universitário nas disciplinas de sociologia, antropologia e filosofia. Organizou e proferiu o curso de Introdução às Humanidades, ministrado através do grupo Engenho da Mente em escolas e instituições de ensino superior nos municípios de Piracicaba, Americana e Ribeirão Preto, incluindo a elaboração de material didático. Desenvolveu pesquisa sobre etnoconservação e a relação entre ONG’s e populações ribeirinhas na Amazônia. Atualmente realiza Estágio de Docência na FCA/UNICAMP, presta assessoria no processo de construção de ATER indígena (CATI/Projeto Microbacias II) e desenvolve pesquisa sobre as possibilidades de intersecção entre ecologia, sociologia e antropologia nas propostas de sustentabilidade.
Programação:
Módulos
1. Introdução.
- A problemática entre modernização, agricultura e diversidade cultural.
2. Caminhos para a sustentabilidade: a agroecologia.
- Estilos de agricultura sustentável e as peculiaridades da agroecologia;
- Diferentes concepções de agroecologia: o pensamento de Stephen Gliessman, Miguel Altieri e Eduardo Sevilla Guzmàn;
- A busca por uma agroecologia plena: entre os princípios ecológicos e a diversidade sócio-cultural.
3. Caminhos para a diversidade: a antropologia.
- A antropologia como compreensão da condição humana;
- As principais tendências teóricas: evolucionismo, funcionalismo, estruturalismo e o debate contemporâneo sobre naturezas e culturas;
- A contribuição da antropologia para a compreensão das comunidades rurais brasileiras.
4. Diversidade e sustentabilidade para a construção de uma agroecologia plena: os caminhos possíveis.
- Realização de um exercício reflexivo para construção de possíveis estratégias de ação baseadas nas teorias dos módulos anteriores.
Mais informações:
*O valor de curso inclui 3 dias de hospedagem, refeições diárias, traslado em horário pré-determinado (Aeroporto de Guarulhos – IPÊ e Rodoviária de Atibaia – IPÊ), material didático e certificado de participação. O CBBC não cobre despesas de viagem. |