
Instituto foi o vencedor na categoria ONG de meio ambiente de acordo com júri especializado
O IPÊ foi eleito o vencedor na categoria ONG de meio ambiente da Academia do Prêmio Greenbest 2012.
Esta é a segunda edição da premiação que reconhece organizações, profissionais e iniciativas de sustentabilidade no Brasil. Os concorrentes foram divididos em 19 categorias e os vencedores, escolhidos por meio do júri popular (por votações pela internet) e do júri da Academia (formado por especialistas, formadores de opinião e jornalistas da área de sustentabilidade). A premiação de 2012 teve mais de 400 mil participações durante todas as fases de votação aberta na internet, além de contar com nomes influentes no corpo técnico, a Academia Greenbest – entre os quais Marina Silva, ex-Ministra do Meio Ambiente, e André Trigueiro, jornalista da Rede Globo.
Lançado pela primeira vez em 2011, o Greenbest é uma forma de incentivo e de valorização de empresas, projetos, produtos, profissionais, campanhas e iniciativas com foco no meio ambiente. Um farol para os brasileiros, que podem conhecer uma série de bons exemplos espalhados pelo País. Os votos da Academia foram auditados, pelo segundo ano consecutivo, pela Ernst & Young Terco.
Conheça todos os vencedores: http://greenbest.greenvana.com/2012/chegou-o-momento-de-conhecer-os-19-mais-sustentaveis-do-brasil/
Agricultores tiveram contato com os princípios fundamentais dos Sistemas Agroflorestais (SAF’s), inspirados no que a floresta nos ensina, como ciclagem de nutrientes, conservação da água e solo, biodiversidade e sucessão natural
A Oficina de Formação em Agrofloresta, de 27 de abril a 1º de maio, reuniu agricultores de comunidades da margem esquerda do Rio Negro, comunidades assessoradas pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM/Núcleo de Socioeconomia – NUSEC e membros da Associação de Produtores Orgânicos do Amazonas - APOAM, além de alunos e professor da Escola Agrícola Rainha dos Apóstolos, e técnicos do NUSEC e EMBRAPA.
Durante o evento, foram apresentados os princípios fundamentais que norteiam a implantação e o desenvolvimento de Sistemas Agroflorestais - SAF’s, inspirados no que a floresta nos ensina, como ciclagem de nutrientes, conservação da água e solo, biodiversidade e sucessão natural.
As aulas foram práticas, com o intuito de trocar experiências. Uma das atividades, por exemplo, foi a visita à propriedade do agricultor José Aldari Coelho Filho, que já participou de oficinas do IPÊ e hoje testa essa nova forma de uso da terra. Na visita à área, os participantes puderam verificar como está a área plantada há sete meses e ajudaram a implantar uma nova área. José Aldari relatou aos participantes sua impressão sobre a aplicação da agroecologia, falando dos benefícios para a sanidade e vigor da roça, além da diminuição da necessidade de capina, passando de sete, para apenas uma por mês.
Em outro momento de troca de experiências, os comunitários visitaram o roçado da agricultora Verônica F. de Magalhães, da comunidade São João do Tupé, onde anteriormente era usado fogo e hoje existe: plantio da leguminosa mucuna preta no “abafado”, com objetivo de contribuir para fertilizar o solo e preparar a área para plantio no futuro; prática de capina seletiva; prática de poda em ingazeiro; e plantio de feijão rosinha em toda a área e enriquecimento com sementes de espécies perenes e anuais: jerimum, abacaxi, banana, ingá, araçá-boi, beribá, camu-camu, tucumã, andiroba.
A oficina faz parte do projeto do IPÊ chamado Sociobiodiversidade, que visa entender e valorizar a identidade, o “saber-fazer” local, desenvolvendo educação e tecnologias sustentáveis. Por meio do projeto, o Instituto realiza pesquisas, articulação com fóruns de valorização da identidade territorial e agroecologia, capacitação e assessoria para o fortalecimento de organizações comunitárias e das cadeias produtivas da sociobiodiversidade. O trabalho utiliza metodologia participativa e troca de experiências entre comunidades da Amazônia.
Realização A iniciativa foi do IPÊ, em conjunto com a Rede Tipiti – Sistema Participativo de Garantia da Qualidade Orgânica do Estado do Amazonas, e o Território da Cidadania Manaus. As atividades ocorreram na Comunidade São João do Tupé, margem esquerda do Rio Negro, Manaus/AM, com apoio financeiro do Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal. Apoio e parcerias Para sua realização, a oficina teve como parceiros o Fórum Permanente em Defesa das Comunidades Rurais de Manaus - FOPEC, Associação de Produtores Orgânicos do Amazonas - APOAM, BioTupé, Comissão de Produção Orgânica do Amazonas - CPOrg/AM, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade - SEMMAS, Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento - Sempab, Centro Estadual de Unidades de Conservação - CEUC, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Amazônia Ocidental, NUSEC-UFAM, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA, Wayiuri Assessoria e Consultoria Socioambiental, e Secretaria de Desenvolvimento Territorial/ Ministério do Desenvolvimento Agrário.
 Há exatos 20 anos, o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas era fundado. A sua primeira sede localizava-se na cidade de Piracicaba (SP), antes de se estabelecer oficialmente em Nazaré Paulista, também no Estado de São Paulo.
A história do Instituto tem ligação direta com uma completa mudança de vida de um de seus fundadores. Claudio Valladares Padua, no final dos anos 70, desistiu da carreira de administrador de empresas e passou a estudar Biologia com o intuito de conservar o que ainda restava de biodiversidade no Brasil. Especializou-se em primatologia, estudando o mico-leão preto, espécie que se tornaria símbolo do trabalho de conservação do Instituto no Pontal do Paranapanema, onde as primeiras pesquisas científicas se iniciaram. Junto com os levantamentos científicos, surgiram as ações de educação ambiental, iniciadas por sua esposa, hoje presidente do IPÊ, Suzana Padua. As atividades tinham o objetivo de informar a comunidade local sobre a importância de conservar a Mata Atlântica naquela região, e por consequência, conservar o mico.
Outros pesquisadores e estudantes que compartilhavam do mesmo ideal de Claudio e Suzana (e que no futuro passaram a coordenar importantes projetos de conservação), uniram-se ao casal para, em 1992, fundar o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. O Instituto avançou ao longo dos anos, agregando profissionais e formando um staff com 15 mestres e 10 doutores, somando 90 profissionais ao todo. (Na foto, apenas uma parte dessa equipe). Do Pontal do Paranapanema, o IPÊ caminhou para outras localidades: Nazaré Paulista (SP), Superagüi (PR), Ariri (SP), Teresópolis (RJ), Buri (SP), Baixo Rio Negro (AM), Pantanal (MS), Portel (PA), ampliando assim o escopo do seu trabalho para mais áreas da Mata Atlântica, além de Amazônia e Pantanal.
Modelo de conservação que respeita as tradições Nas áreas de atuação, os trabalhos de seus profissionais sempre acompanharam um ideal do Instituto que é o de conservar a biodiversidade respeitando as tradições das comunidades do entorno dos locais que precisam ser protegidos e onde são realizadas suas pesquisas. Assim, sempre que possível e com a participação da comunidade, surgem alternativas sustentáveis para geração de renda a famílias dos locais onde o Instituto trabalha. Isso contribui não só para a melhoria da qualidade devida local, como auxilia a diminuir a pressão humana sobre a biodiversidade.
A experiência com projetos em várias partes do Brasil fez com que o Instituto pudesse desenvolver seu próprio Modelo de Conservação: modelo de ação integrado que inclui pesquisa de espécies ameaçadas, educação ambiental, restauração de habitats, envolvimento comunitário com desenvolvimento sustentável, conservação da paisagem e envolvimento em políticas públicas.
Educação e desenvolvimento Multiplicar para cada vez mais pessoas o conhecimento adquirido nas práticas de campo para a conservação da biodiversidade sempre foi uma meta do IPÊ. A instituição foi a primeira a oferecer no Brasil o curso de Biologia da Conservação e Manejo da Vida Silvestre. O curso é ainda hoje um dos principais e mais procurados da sua Escola, que conta com cursos livres no Centro Brasileiro de Biologia da Conservação (CBBC), Mestrado Profissional pela ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, e MBA em Gestão de Negócios Socioambientais.
1,4 milhões de árvores unem as principais Unidades de Conservação da Mata Atlântica no Pontal do Paranapanema e serão fundamentais para a conservação de espécies ameaçadas
Após 10 anos de atividades, o projeto “Corredores da Mata Atlântica” comemora a formação de 700 hectares de um grande corredor florestal que une as duas principais Unidades de Conservação do bioma no Pontal do Paranapanema (extremo oeste de SP), a Estação Ecológica Mico Leão Preto (ESEC-MLP) e o Parque Estadual do Morro do Diabo (PEMD). Esta é a primeira fase do projeto iniciado em 2002 pelo IPÊ-Instituto de Pesquisas Ecológicas, com coordenação do pesquisador Dr. Laury Cullen Jr.. O objetivo do trabalho é conservar a biodiversidade da Mata Atlântica por meio da restauração florestal em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal (RL) de propriedades rurais. Com o projeto, pretende-se reconstruir a paisagem de uma região bastante conhecida pela disputa por posse de terras e pela degradação de sua área verde, hoje resumida em “manchas de floresta”, que abrigam espécies ameaçadas como o mico-leão preto, a onça pintada, a jaguatirica, entre outras. “Um dos problemas para a sobrevivência dessas espécies é justamente a perda de hábitat e o corredor é uma das formas de suprir essa necessidade de deslocamento entre as UCs, tanto para alimentação, como para reprodução dos animais”, explica Laury Cullen Jr.
Ao todo, 1,4 milhões de árvores foram plantadas para reconectar a porção sul do PEMD (37 mil hectares) com um dos quatro fragmentos da ESEC-MLP (que tem o total de 7 mil hectares). Os últimos 93 hectares foram plantados em dezembro de 2011 e agora seguem monitorados pelo IPÊ até estabelecerem-se como floresta. O corredor passa por dentro da Fazenda Rosanela localizada entre as duas Unidades de Conservação. A área plantada fazia parte de um passivo ambiental da propriedade, de acordo com o código florestal vigente.
 
Antes Depois
Para escolher as áreas estratégicas para plantio, o IPÊ segue o seu “Mapa dos Sonhos”, um estudo elaborado por seus pesquisadores para identificar as áreas prioritárias para a restauração florestal, significativas para a biodiversidade e que, por isso, precisam ser reconectadas. O próximo desafio agora é fazer um novo corredor, na porção norte do PEMD, plantando 5 mil hectares de floresta, em APPs e RLs de 11 grandes propriedades. “Precisamos do apoio dos proprietários dessas terras para isso acontecer. O benefício é para todos os envolvidos já que os grandes produtores adequam a sua área de acordo com a lei, o que traz vantagens principalmente econômicas a eles; comunidades locais ganham vendendo as mudas de seus viveiros e a floresta se restabelece junto com todos os serviços ambientais que todos os seres humanos necessitam”, completa Cullen.
O plantio do corredor foi realizado com apoio de editais da Petrobras e BNDES, bem como com a parcerias internacionais e de empresas nacionais como Natura, CESP, Duke Energy, ao longo de uma década de trabalho. Além da restauração, o projeto possui um trabalho de envolvimento comunitário, com capacitação de médios e pequenos proprietários em agroecologia, educação ambiental, e desenvolvimento de viveiros comunitários, muitos deles fornecedores de mudas para os plantios.
Atividade é resultado da Campanha “Danoninho para Plantar” e contou com a participação de crianças e adultos. Ao todo, 20 mil árvores serão reflorestadas durante o ano.
O IPÊ realizou, dia 26 de janeiro, o primeiro mutirão de plantio de árvores de 2012, na cidade de Nazaré Paulista (SP). Um evento com a participação de crianças e adultos marcou o início do reflorestamento, que é resultado da campanha “Danoninho para Plantar” - uma parceria entre o Instituto e a marca do tradicional petit suisse da Danone. Mais de 30 pessoas, entre crianças e adultos, estiveram presentes para plantar a sua árvore nativa e colaborar com a conservação da Mata Atlântica.
A presença de pais e filhos simbolizou a participação do consumidor na campanha, fundamental para a iniciativa. As mudas são resultado de uma brincadeira proposta pela Danoninho: ao comprar o produto, além de semear sementes no potinho, o consumidor tinha acesso a um código para plantar suas árvores no site “Floresta do Dino”, mascote da marca. A adesão foi grande e garantiu 88.914m2 de floresta virtual, quase de 21.000m2 a mais do que na campanha anterior, em 2010. Toda essa área (12 hectares) vai abrigar 20 mil mudas reais de árvores nativas do bioma, plantadas pelos técnicos do IPÊ, organização que também será responsável pela manutenção do espaço. “A atividade é uma maneira de dar retorno a todos que participaram da campanha e depositaram sua confiança na nossa causa. Ao longo dos anos temos notado o aumento do engajamento das pessoas na questão ambiental, buscando fazer sua parte por uma vida mais sustentável. As pessoas gostam de participar, basta criarmos oportunidades para tanto”, afirma Andrea Peçanha, coordenadora da Unidade de Negócios Sustentáveis do IPÊ. No evento de lançamento foram plantadas 200 mudas, em uma área de 2,5 hectares, às margens da represa Atibainha, que faz parte do Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água de grande parcela da região metropolitana de São Paulo e de Campinas. A região onde o plantio foi executado é bastante importante para a conservação dos recursos hídricos, fauna e flora da Mata Atlântica, considerado um dos biomas mais ameaçados do Brasil, que mantém hoje cerca de 7% da sua cobertura original.
Para Claudia Helena Pinheiro (ao lado), moradora de Nazaré Paulista e mãe de três crianças presentes na atividade, o mérito da parceria está no estímulo à participação de ações concretas em prol do meio ambiente. “Desperta a consciência deles para os problemas ambientais. Plantar árvores fora do ambiente virtual também é muito saudável e eles começam a perceber isso como algo natural, que eles têm que levar como hábito pra vida toda”, comenta. O grande objetivo de IPÊ e Danoninho com a ação foi levar ao consumidor informações sobre a biodiversidade brasileira, motivar uma experiência ecológica plantando as sementes no potinho e ainda incentivar para uma participação ativa em prol da sustentabilidade, por meio do plantio de mudas para restauração florestal. O Instituto mantém ainda outras parcerias com o intuito de restaurar áreas florestais para a proteção de cabeceiras de represas e manutenção dos recursos hídricos. Além de reflorestamento, os projetos levam informação, educação ambiental e capacitação à comunidade local.
Mais fotos em: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.357256427619497.92085.151567548188387&type=3&l=9ee323bb58
|
|