Como é missão do IPÊ, os negócios sustentáveis incentivam mulheres da comunidade do entorno do Parque Nacional de Superagüi a produzirem artigos que as auxilie na renda familiar e que, ao mesmo tempo, valorizem o meio ambiente onde vivem.
O primeiro produto desenvolvido foi o fantoche de feltro. Os bonecos têm formas de animais em extinção na região: o mico-leão-da-cara-preta e o papagaio-da-cara-roxa. Em 2003, a venda dos fantoches auxiliou no incremento da renda mensal das famílias envolvidas em até 375%, que, em sua maioria, sobrevive apenas da descasca do camarão. Porém, a venda dos fantoches no decorrer dos anos mostrou-se variável e, atualmente, novos produtos têm sido introduzidos às comunidades, como camisetas bordadas.

Antes, os fantoches eram produzidos por educadoras do IPÊ como instrumento para as aulas de educação ambiental, promovidas para crianças da região. Aos poucos, as mães dos alunos se interessaram pela sua fabricação, quando receberam uma grande encomenda de zoológicos da Dinamarca, Inglaterra e Itália. Assim, a iniciativa que começou com educação ambiental, tornou-se uma oportunidade de negócio. Mesmo que os fantoches não tenham conseguido manter o fluxo comercial esperado, foi importante perceber o potencial de se somar à educação, componentes de desenvolvimento sustentável. A idéia é cuidar do meio ambiente, das espécies ameaçadas e do ser humano que habita as regiões onde ainda existem ecossistemas ricos em biodiversidade. O importante é manter as atividades propostas equilibradas de modo enfocar a natureza como uma riqueza que merece atenção, respeito e cuidados. O ser humano passa, assim a sentir-se parte e não fora do ambiente natural, valorizando-o cada vez mais.
 

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