A fragmentação da Mata Atlântica
provocada por diversas ações do homem
como o desmatamento, chegou a níveis tão
elevados no interior de São Paulo que as populações
da fauna e da flora hoje se encontram ilhadas em florestas
remanescentes circundadas por pastagens e cultivos
agrícolas.
Para que a sua biodiversidade não seja perdida,
é necessário conservar os fragmentos
florestais e desenvolver meios de interligá-los
com corredores florestais, facilitando a movimentação
de organismos pela paisagem e o seu intercâmbio
de genes.
A implantação de corredores em larga
escala envolve altos custos em atividades de restauração
florestal e, por esse motivo, depende de buscas criativas
de recursos financeiros.
Uma das alternativas estudada pelo IPÊ desde
2002, é o desenvolvimento de um projeto de
remoção de carbono da atmosfera por
meio do plantio de árvores em áreas
estratégicas que podem constituir os corredores
florestais. Esse tipo de projeto contempla segmentos
bastante diferenciados, a começar pelas empresas
de determinados países, que assumiram a responsabilidade
de contribuir para a redução da quantidade
de gases que provocam o aquecimento do planeta (gases
emitidos por indústrias e automóveis).
O CO2 é um deles e pode ser removido da atmosfera
com o plantio de árvores, já que as
plantas absorvem esse gás durante a fotossíntese.
A proposta do Projeto Carbono, do IPÊ, combina os esforços de remoção de carbono da atmosfera para minimizar o aquecimento global com os esforços de restauração de Mata Atlântica e de implantação de corredores florestais para a conservação da biodiversidade. Além de benefícios climáticos e conservacionistas, o projeto também se destina a promover melhorias sociais, incentivando pequenos agricultores a adotarem práticas florestais e agroflorestais, capazes de melhorar a renda obtida com as atividades em seus lotes agrícolas.
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