PROJETO ANDANÇAS – MONITORAMENTO DE MAMÍFEROS NA PAISAGEM FRAGMENTADA DO PONTAL DO PARANAPANEMA-SP
ESPÉCIE
ESTUDADA
Mamíferos não-voadores
A fragmentação florestal é uma das principais causas de extinção das espécies e a manutenção da conectividade é um dos princípios básicos para conservação da biodiversidade em paisagens fragmentadas.
A Floresta Atlântica de Interior é o ecossistema mais ameaçado e fragmentado do Domínio Florestal Atlântico, e a região do Pontal do Paranapanema não se excluí dessa situação alarmante.
Diante do estado de extrema fragmentação florestal, a restauração das áreas e a implantação de corredores florestais são medidas imprescindíveis. Eles visam o aumento da conectividade entre os remanescentes florestais e o deslocamento de sua rica biodiversidade pela paisagem, garantindo a sobrevivência das espécies em longo prazo e a melhoria da qualidade ambiental da região.
O trabalho vem sendo realizado por meio da captura de pequenos mamíferos vivos e da utilização de armadilhas fotográficas e de pegadas, ao longo de trilhas nos fragmentos e corredores florestais.
Os pequenos mamíferos capturados serão medidos, pesados, marcados com pequenos brincos numerados e soltos no local da captura. De cada animal serão colhidos sangue, fezes e ectoparasitas para a realização das análises epidemiológicas e parte de tecido para os estudos genéticos. Inicialmente, médios e grandes mamíferos serão apenas registrados, não haverá capturas.
Com os resultados deste trabalho, esperamos aumentar nosso conhecimento sobre os efeitos da implementação de corredores em paisagens fragmentadas sobre a comunidade de mamíferos e obter informações para a definição de ações e metas de conservação integradas para a região do Pontal do Paranapanema.
OBJETIVOS
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Verificar a utilização dos corredores florestais pelas espécies, observar se está havendo incremento na diversidade nos fragmentos conectados e se está ocorrendo aumento na variabilidade genética das populações; |
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Avaliar as condições epidemiológicas das populações nas áreas fragmentadas e restauradas, verificando se há resposta da comunidade diante do aumento da conexão da paisagem e da possível dispersão dos patógenos através dos corredores; |
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Identificar as ameaças à comunidade de mamíferos que possam ser facilitadas pelos corredores, como a disseminação de doenças e de espécies exóticas, a caça e as queimadas. |
EQUIPE
Cristina Tófoli
Ecóloga, Mestre em Ecologia IB/USP
Contato: tina@ipe.org.br
Marcello Schiavo Nardi
Médico Veterinário, Mestrando em Epidemiologia Experimental e Aplicada às Zoonoses FMVZ/USP
Contato: mschiavonardi@yahoo.com.br
Alessandra Nava
Médica Veterinária, Doutoranda em Epidemiologia Experimental e Aplicada às Zoonoses FMVZ/USP
Contato: alenava@stetnet.com.br
PATROCINIO
Programa Petrobras Ambiental
AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA FRAGMENTAÇÃO FLORESTAL NA ECOLOGIA DE FLEBÓTOMOS E RESERVATÓRIOS SELVAGENS PARA LEISHMANIA SPP. NO MUNICÍPIO DE TEODORO SAMPAIO, PONTAL DO PARANAPANEMA, SP
As alterações ambientais antrópicas são os principais fatores de emergência ou reemergência de doenças infecciosas. A fragmentação florestal muda a composição das espécies e altera o equilíbrio hospedeiro-parasita, favorecendo a ocorrência de zoonoses que antes estavam presentes apenas no ambiente silvestre.
A leishmaniose cutânea é uma doença que está relacionada com episódios de desmatamento em caráter epidêmico. No entanto, o caráter endêmico da doença ocorre quando o homem se encontra próximo de áreas florestais.
O Pontal do Paranapanema é uma região onde ocorreu grande desmatamento e a mata nativa remanescente está representada pelo Parque Estadual Morro do Diabo e alguns fragmentos florestais.
Casos de leishmaniose cutânea são comuns na região, principalmente em áreas marginais de floresta. A doença é causada por um protozoário do gênero Leishmania spp. e a transmissão é realizada por mosquitos silvestres, do gênero dos flebotomíneos.
Existem muitas espécies de flebotomíneos, no entanto, poucas são consideradas importantes para a transmissão ao ser humano. As espécies incriminadas nesta transmissão estão adaptadas ao ambiente florestal modificado pelo homem, sendo encontradas em grande número em áreas de borda de mata e no peridomicílio, sugerindo que a fragmentação florestal poderia estar beneficiando as espécies incriminadas na transmissão.
Este estudo tem por objetivo avaliar como a fragmentação florestal afeta a riqueza e abundância de espécies de flebótomos, assim como seus reservatórios selvagens, visando obter uma correlação entre ocorrência de Leishmania spp., tamanho e estado de conservação do fragmento e a diversidade de espécies hospedeiras e vetoras.
OBJETIVO
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Conhecer os aspectos ecológicos relacionados à degradação da Floresta Atlântica de Interior na ocorrência da leishmaniose, e futuramente, buscar soluções para minimizar a ocorrência da doença no homem; |
EQUIPE
Marcello Schiavo Nardi
Médico Veterinário, Mestrando em Epidemiologia Experimental e Aplicada às Zoonoses FMVZ/USP
E-mail: mschiavonardi@yahoo.com.br
Alessandra Nava
Médica Veterinária, Doutoranda em Epidemiologia Experimental e Aplicada às Zoonoses FMVZ/USP
Contato: alenava@stetnet.com.br
OCORRÊNCIA DE ENDOPARASITOSES EM ANIMAIS DOMÉSTICOS DAS PROPRIEDADES RURAIS CIRCUNVIZINHAS ÀS RESERVAS FLORESTAIS
Os animais domésticos de estimação e criados para consumo, uma vez infectados e eliminando os parasitas, comportam-se como fonte de infecção aos homem, animais selvagens e sinantrópicos que transitam em torno da reserva florestal. Esses, por sua vez, são capazes de carregar o agente infectante para o interior da floresta. Vale saber que no caso dos animais herbívoros, como bovinos, ovinos e caprinos, é alta a probabilidade de infecção por estes parasitas, assim como para o homem que está sujeito ao contato com a doença, tanto pelo contato com os animais, quanto pela ingestão dos mesmos. A partir de então, visamos demonstrar o grau de contato entre as espécies domésticas e o risco em que estão submetidos os animais silvestres e o homem, principalmente no que concerne às enfermidades zoonóticas.
OBJETIVO
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Identificar os parasitas encontrados nas diversas espécies de hospedeiro; |
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Conhecer o potencial que cada uma delas tem para atuar como reservatório desta infecção; |
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Compreender o risco que cada espécie de animal silvestre está submetida. |
EQUIPE
Pesquisadora responsável :
Anaiá da Paixão Sevá
Médica Veterinária, Mestrando em Epidemiologia Experimental e Aplicada às Zoonoses FMVZ/USP
Contato: napaixão@hotmail.com
Alessandra Nava
Médica Veterinária, Doutoranda em Epidemiologia Experimental e Aplicada às Zoonoses FMVZ/USP
Contato: alenava@stetnet.com.br
APOIO
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Fundação O Boticário
de Proteção à Natureza |
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Conservation Food and Health |
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Idea Wild |
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Gerald Durrel Memorial Fund |
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Wildlife Trust |
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Consortium for Conservation Medicine |
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FNMA |
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FAPESP |
PARCEIROS
Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de Sâo Paulo – FMVZ USP
Laticínios Quatá de Teodoro Sampaio
IBAMA |