Os programas do IPÊ nesta região:
 
   MLCP
 
   EDUCAÇÃO
 
MANEJO DE PESCA
   
 

O IPÊ iniciou seus primeiros trabalhos na região do Superagüi-Ariri em 1995, no Parque Nacional do Superagüi (PR), buscando obter as primeiras informações biológicas que subsidiassem a conservação do mico-leão-da-cara-preta (Leontopithecus caissara), uma das espécies de primatas mais ameaçadas do mundo.

Baseados no Modelo IPÊ de Conservação, guiados pela missão institucional e pelos princípios da Biologia da Conservação, as ações foram se diversificando ao longo dos anos, passando a abranger, além das pesquisas aplicadas, atividades de extensão comunitária, educação ambiental e geração de alternativas de renda.

O Parque Nacional do Superagüi e a região do Ariri estão inseridos em um dos maiores e mais conservados remanescentes de Floresta Atlântica do país. A região se destaca pela diversidade de flora e fauna, e pelo endemismo e grau de ameaça de suas espécies. Devido tamanha importância ambiental, essa região no sul de São Paulo e norte do Paraná se apresenta sobre um mosaico de unidades de conservação. Dentre elas, destacam-se o Parque Nacional do Superagüi (PARNA) e a Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba, no Paraná, e a Área de Proteção Ambiental Cananéia-Iguape-Peruíbe, em São Paulo.

Contraditoriamente, nesta área de tamanha riqueza natural, as pessoas têm convivido com o legado ambiental da falta de oportunidades, o que resulta num dos IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) mais baixos do país. No entorno direto do PARNA vivem 11 comunidades que se dedicam quase que exclusivamente à pesca comercial. No Ariri as principais atividades são a agricultura, o turismo e a extração ilegal de madeira, dentre elas o palmito (Euterpe edulis) e a caxeta (Tabebuia cassinoides). Os conflitos nessas áreas surgem da pesca predatória e das restrições ao uso da terra, resultando em transformações ambientais, econômicas, sociais e culturais.

Em resposta à essas transformações, o IPÊ desenvolve diversas ações participativas com o objetivo de minimizar esses conflitos, conciliando conservação ambiental com equidade social e qualidade de vida. O ordenamento pesqueiro, o incentivo à maricultura familiar e o turismo comunitário são exemplos concretos de práticas sustentáveis apoiadas e incentivadas por nossa instituição e realizadas pelas comunidades.

Assim, ao longo desses anos, o trabalho do IPÊ na região se expandiu e se diversificou. Hoje, pesquisa aplicada, educação ambiental e extensão comunitária integram a Conservação do Mico-Leão-da-Cara-Preta e o Manejo de Pesca e Maricultura em um Programa Integrado de Conservação Socioambiental que propõe aliar homem e ambiente em busca da sustentabilidade.

 

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