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No dia 18 de novembro acontece a 10a edição do Ecoswim, competição de natação organizada por estudantes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), com renda revertida para o IPÊ.

O Ecoswim é uma maratona que, uma vez ao ano, reúne nadadores, que se dividem em equipes, competindo ao longo do dia. A equipe nada durante uma hora e aquela que marca o melhor tempo é vencedora da prova. Parte do valor das inscrições do evento é destinada ao projeto do IPÊ Nascentes Verdes, Rios Vivos, que mantém um viveiro de mudas nativas da Mata Atlântica em Nazaré Paulista (SP). As mudas são usadas para reflorestamento e o viveiro é utilizado como local para ações de educação ambiental para a comunidade.

Um dos objetivos da comissão organizadora é despertar entre os participantes  a importância da conservação da natureza e, sobretudo, fazer com que eles se tornem defensores da proteção da água e promotores da causa socioambiental.  
Ao comprar o kit da competição, os participantes recebem uma muda nativa pelo IPÊ.

Em 2016, o evento recebeu 800 pessoas. A meta de 2017 é alcançar 1000 participantes. As inscrições vão até o dia do evento!

Serviço:

Ecoswim

Conjunto Aquático Carlos Antonio Biazotto,
Avenida Fernando Simonsen, 120.
São Caetano do Sul / SP

Inscrições: www.ecoswim.com.br

 

 

Os pesquisadores do projeto Tatu-Canastra (realizado pelo IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas eThe Royal Zoological Society of Scotland) registraram com armadilhas fotográficas  pela primeira vez o aparecimento de tatu-canastra na Reserva Cisalpina, no Mato Grosso do Sul. O registro foi considerado raro, já que existiam somente relatos orais e não imagens da espécie na reserva ambiental, a maior do leste do estado e que faz parte de uma importante área do corredor de biodiversidade tri-nacional do Rio Paraná, de extrema importância para a conservação da fauna.

A Reserva Cisalpina é um remanescente das várzeas do rio Paraná, a maior amostra deste tipo de ecossistema que restou após o enchimento da hidrelétrica Sérgio Motta, em 1995. A paisagem é um mosaico com lagoas, córregos e canais interligados ao canal do rio Paraná, áreas abertas inundáveis e manchas florestais naturais. A área sofreu grande impactos devido a ações de desmatamento e inundações mas, hoje, é considerada o maior remanescente de floresta protegida e se tornou um grande refúgio para a biodiversidade ao longo do rio Paraná. Ali, o tatu-canastra não era conhecido até recentemente, e não constava no Plano de Manejo para a área, elaborado pela CESP em 2006.


"Esta é a única área em território brasileiro desse corredor tri-nacional onde a espécie é agora conhecida. A aparição é importante porque mostra que se houver um novo enchimento da hidrelétrica, isso poderá afetar a reserva Cisalpina e a fauna ali existente, até bichos que ainda não foram registrados na região, como era o caso do tatu-canastra. A proteção dessa reserva se mostra agora ainda mais fundamental para a conservação da espécie, considerada vulnerável na lista vermelha das espécies ameaçadas", comenta o biólogo Gabriel Fávero Massocato, que conduziu a pesquisa e faz parte da equipe do projeto.

Os pesquisadores contabilizaram três tatus-canastra fêmeas na reserva, por meio de registros de armadilhas fotográficas. Além disso, também encontraram 30 tocas atribuídas a escavações de tatus-canastra, que é considerado "engenheiro do ecossistema", pois suas tocas são usadas por diversas outras espécies como abrigo e conforto térmico.


"Trinta e cinco espécies de vertebrados foram registradas na Reserva Cisalpina usando as tocas de tatu-canastra, indicando sua importância na manutenção da qualidade de habitat para um grande número de espécies ao longo do Corredor de Biodiversidade tri-nacional do Rio Paraná", comenta o coordenador do projeto Arnaud Desbiez. Outra conclusão importante é que uma das fêmeas chegou a atravessar a rodovia BR-158. "A equipe do projeto já registrou cinco tatus-canastra atropelados no Estado esse ano. Atropelamentos apresentam um grande risco para a fauna do Mato Grosso do Sul. Isso é um ponto importante para pensar a proteção da espécie", comenta.

O trabalho foi publicado recentemente em um artigo científico na revista Edentata, o periódico de divulgação do Grupo de Especialistas em Tamanduás, Preguiças e Tatus da IUCN/SSC.

Desde 2010, o projeto Tatu-Canastra realiza pesquisas científicas para a proteção da espécie no Pantanal e Cerrado do MS. No Brasil, o tatu-canastra está presente na Floresta Amazônica, Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica. Nos pampas, é considerado extinto e não há registros da espécie na Caatinga.

"Precisamos identificar onde estão esses tatus. Conhecer os ambientes de ocorrência de tatus-canastra especialmente em unidades de conservação, é fundamental para monitorar a espécie e avaliar a viabilidade das populações a longo prazo, assim como conduzir programas de conservação para ela", conclui Desbiez.

 

 As fotos capturadas por meio de câmeras escondidas na floresta muitas vezes rendem cenas interessantes como o aparecimento de um animal raro ou ainda nascimento de uma espécie nunca antes registrado, situações que dificilmente seriam capturadas com a presença de um ser humano na cena. Consideradas um grande avanço no monitoramento de mamíferos terrestres em ecossistemas ricos em biodiversidade, as armadilhas fotográficas (camera trap) surgiram para facilitar os estudos científicos em áreas florestais mais fechadas, ajudando pesquisadores na compreensão sobre o comportamento da fauna e no levantamento sobre a presença de espécies em determinadas áreas. Por essa razão, têm sido largamente utilizadas por vários projetos de pesquisa para conservação.

Inspirados na capacidade das câmeras em revelar dados importantes para a ciência, um grupo de pesquisadores decidiu organizar as informações resultantes de 170 pesquisas com mamíferos terrestres de médio a grande porte. O resultado: o maior inventário de mamíferos terrestres da Mata Atlântica com base em camera trap. O estudo foi publicado dia 31 de agosto por meio de um artigo na revista Ecology (Ecological Society of America), com a participação de 56 autores, entre eles, o pesquisador do IPÊ Fernando Lima, que liderou o levantamento.

"Esse estudo é um compilado dos esforços de pesquisa de dezenas de profissionais que se dedicam à conservação desses mamíferos na Mata Atlântica. Não fazia sentido informações tão ricas e de tanta qualidade ficarem espalhadas. Em conjunto, elas podem representar informações mais robustas, que darão suporte a estratégias de conservação de diversas espécies", afirma Fernando.

O trabalho é parte de uma grande iniciativa elaborada pelo Prof. Dr. Mauro Galetti (LABIC-Unesp) e Prof. Dr. Milton Ribeiro (LEEC-Unesp): o ATLANTIC-DATASETS. Esta iniciativa visa sistematizar e disponibilizar grandes bancos de dados sobre a biodiversidade na Floresta Atlântica para que possam ser utilizados pela comunidade acadêmica, políticas públicas e esforços conservacionistas.

Para o levantamento, foram utilizadas informações de armadilhas fotográficas espalhadas por 144 áreas, abrangendo seis tipos de vegetação de Mata Atlântica (Brasil e Argentina) e sobre a composição e riqueza das espécies. O conjunto de dados completo compreende 53.438 registros independentes de 83 espécies de mamíferos, e também inclui 10 espécies de marsupiais, 15 de roedores, 20 de carnívoros, 8 de ungulados e 6 de tatus. De acordo com o levantamento, apenas seis espécies ocorreram em mais de 50% das áreas: o cão doméstico (Canis familiar), o cachorro do mato (Cerdocyon thous), a irara (Eira barbara), o quati (Nasua nasua), o mão-pelada (Procyon cancrivorus) e o tatu-galinha (Dasypus novemcinctus). A informação contida neste conjunto de dados pode ser usada para entender padrões macroeconômicos de biodiversidade, comunidade e estrutura populacional, mas também para avaliar as consequências ecológicas da fragmentação, desfiguração e interações tróficas.

 

 

 

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são uma agenda mundial, construída a partir de uma negociação global. Essa agenda é composta por 17 objetivos e 169 metas que precisam ser alcançados até 2030, dentro de quatro dimensões: Social, Ambiental, Econômica e Institucional. Entre as iniciativas voltadas para o desenvolvimento sustentável, o Brasil tem como foco principal a erradicação da pobreza.

Como forma de auxiliar empresas e organizações a implementar os ODS em suas práticas, colaborando para o desenvolvimento desses objetivos, a ESCAS/IPÊ - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade realizará de 17 a 19 de novembro um curso sobre o tema, em sua sede, em Nazaré Paulista (SP).  As aulas têm como público alvo profissionais interessados em construir, implementar e monitorar a Agenda ODS em suas organizações e/ou instituições, sejam elas públicas, privadas ou da sociedade civil, de forma participativa e com olhar sistêmico.

Os professores são Bruno Gomes, Carol Ayres e Paulo Loiola, profissionais com diferentes expertises em desenvolvimento sustentável e sócios da consultoria Humana. Nesse bate-papo, Carol explica um pouco mais sobre os objetivos do curso e a necessidade que o Brasil tem em implementar os ODS.

Por que uma empresa precisa se preocupar com os ODS?

As empresas estão sendo cada vez mais pressionadas pela sociedade quanto ao seu impacto socioambiental e os ODS estão no centro dessa discussão por ter sido um grande acordo internacional, sancionado por todos os países que fazem parte da ONU e que irá pautar a agenda socioambiental pelos próximos anos. Dessa forma, estar alinhado aos ODS, principalmente no nível local é uma forma de se preparar para a agenda que está sendo implantada, essa atitude proativa pode render frutos em termos de marca, mas também é essencial para o gerenciamento dos riscos que a empresa enfrente.

Há um caminho, um passo-a-passo para isso?

Há diversos manuais e processos para a localização dos ODS, o Território ODS, produto da Humana, é uma dessas ferramentas, que foca em transparência, capacitação em gestão da sociedade civil e também do setor público, além de incentivo à participação da população na construção das políticas públicas a partir de evidências e indicadores locais.

Qual é a vantagem de uma empresa/organização em implementar esses objetivos globais?

Os clientes, principalmente aqueles com maior nível de conscientização e mobilização, passam a ver a empresa com outros olhos, pois entende que ela está apoiando uma agenda socioambiental de caráter mundial. Além disso, é uma forma da empresa passar a seguir uma agenda integrada e não ser um balcão de pedidos para questões sociais e ambientais. Desta forma, pode colocar seu investimento em questões mais estratégicas para o território onde atua. Além disso, dialogar com a agenda 2030 coloca a organização em uma posição de diálogo com a sociedade, reconhecendo seu papel nesse processo, lembrando que cada vez mais empresas são cobradas por sua atuação socioambiental.

Qual é a expectativa para este curso? 

Nossa expectativa é a de trazer reflexões para que as organizações consigam se organizar e planejar para a mudança que está por vir, quando os indicadores brasileiros forem lançados haverá ainda maior atenção da sociedade civil para o assunto.

Qual a necessidade de um curso sobre aplicação dos ODS?

O curso é essencial para amadurecer o assunto e preparar o terreno para sistemas de gestão que possam dar conta de múltiplos desafios, além de ajudar a priorizar a alocação de energia sobre os maiores desafios, que envolvem a construção de capacidades locais, ferramentas de transparência, diálogo com os públicos de interesse, a municipalização dos ODS, entre outros.

Fique por dentro dos ODS, faça a diferença na sua organização e empresa.

Garanta a sua vaga.

 

 

De 21 de setembro a 2 de outubro, a ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, promoveu o 3° Workshop Online e gratuito sobre Bioestatística no Software R, com o professor Marcos Vital. Ao todo, 2.000 pessoas acompanharam as aulas sobre como dominar as principais análises bioestatísticas usando o programa.

O workshop foi a base para o próximo curso da ESCAS, o Programa R para Biologia da Conservação. Já com inscrições abertas, o curso começa dia 13 de outubro e terá a duração de 10 semanas. Durante as aulas, o participante terá acesso a um método para desenvolver autonomia nos aspectos quantitativos de pesquisas e estudos técnicos em Ecologia e Conservação. Serão abordadas desde as etapas de delineamento amostral até a análise dos dados.

Assista aqui o vídeo que o Professor Marcos gravou sobre como será a 4° edição do Programa e aproveite para garantir a sua vaga: http://cursos.escas.org.br/r-matricula