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O Programa de Conservação do Mico-Leão Preto, realizado no Pontal do Paranapanema pelo IPÊ, recebe o apoio do Disney Conservation Fund para suas atividades de pesquisa, educação ambiental e conservação ao longo de 2017.

O recurso de 25.000 dólares será utilizado para dar mais um passo importante nos trabalhos para a proteção da espécie, no corredor de Mata Atlântica criado pelo IPÊ, com mais de 2,3 milhões de árvores. Para os micos-leões-leões pretos, as fontes de alimento (frutas, insetos e pequenos vertebrados) e locais de dormida (buracos de árvores) são componentes vitais do habitat que afetam diretamente o número de indivíduos que podem usar e viver em uma área. Entretanto, as árvores do corredor, por serem mais novas, podem ainda não ter ocos para uso pela espécie. Para promover o uso dessas áreas restauradas pelos micos, uma das ações do projeto apoiado pelo DCF é o teste e instalação de ocos artificiais, caixas de madeira que funcionam como abrigo e dormitório para a espécie.

"Pretendemos instalar essas caixas no corredor para promover o uso dessas novas áreas de floresta pela espécie. Mas antes, para testar sua eficiência, instalamos algumas caixas em árvores dentro da área de vida de um grupo que é monitorado pela equipe desde 2013. Eles foram fixados no alto das árvores que estão nas rotas já conhecidas deste grupo. Agora, a equipe irá monitorar como os animais interagem com essas caixas usando tanto armadilhas fotográficas quanto observação direta no campo. Essa ação faz parte de um projeto maior, que visa aumentar a disponibilidade de recursos para os micos-leões-pretos nas áreas restauradas do Pontal", explica a coordenadora da pesquisa Gabriela Cabral Rezende.

Além dos testes das caixas, o IPÊ vai começar, em parceria com o Laboratório de Primatologia (LaP) da UNESP Rio Claro, um estudo para caracterizar os ocos escolhidos como dormitórios pelos micos, considerando os efeitos da predação, termorregulação, distribuição de recursos e a necessidade da espécie em defender seu território. Com esses dados em mãos, será possível escolher estrategicamente o melhor design para as caixas e os melhores locais para colocá-las nas áreas restauradas para promover o uso dos corredores.

O programa também recebe apoio de Durrell Wildlife Conservation Trust, Margot Marsh Biodiversity Foundation, Idea Wild e Lion Tamarins of Brazil Fund em 2017.

Você também pode apoiar esse projeto: Adote uma Espécie ou Doe para o Mico.

Em mais uma edição do evento Manhã com Ciência, o IPÊ vai reunir os moradores e representantes de organizações de Teodoro Sampaio e região, para falar sobre "Lições e Conceitos da Biologia da Conservação e a Aplicação do Conceito de Capital Natural e Serviços Ecossistêmicos na Mata Atlântica do Oeste Paulista". O "Manhã com Ciência" existe há mais de 15 anos com o objetivo de levar os resultados das pesquisas do IPÊ à população, aos parceiros e todos os interessados pelos trabalhos do Instituto, que acontecem há mais de 25 anos no Pontal do Paranapanema.

O evento acontece no dia 20 de abril, às 9h00, na sede do IPÊ em Teodoro Sampaio. O palestrante da vez é o pesquisador Laury Cullen Jr., coordenador do projeto Corredores da Mata Atlântica, responsável pelo plantio de mais de 2,3 milhões de árvores, que conectam o Parque Estadual Morro do Diabo e a Estação Ecológica Mico-Leão-Preto, as principais Unidades de Conservação de Mata Atlântica de interior.

Em 2017, o IPÊ completa seu quarto ano junto ao Movimento Arredondar. A iniciativa aposta na micro doação para apoiar causas de grande relevância para a sociedade, como a socioambiental. Nos estabelecimentos parceiros, o cliente é convidado a "arredondar" o valor da sua compra e doar os centavos "arredondados" a ONGs brasileiras.

Lojas como Luigi Bertolli, Mercato, Offashion, Havaianas, Timberland e Meggashop arredondam exclusivamente para o IPÊ, apoiando, assim, os projetos do Instituto para a conservação da biodiversidade. Outros parceiros, como o GPA, por meio da bandeira Minuto Pão de Açúcar, arredondam para a causa ambiental, como um todo.

Nos primeiros três meses do ano, foram arredondados R$77.922,33 em prol do IPÊ. Somados aos valores repassados desde 2014, ao todo foram doados R$254.709,69 para o instituto.

Os valores são empregados no fortalecimento de trabalhos de pesquisa, educação ambiental, reflorestamento e negócios sustentáveis, atividades que têm a participação de cerca de 10 mil pessoas por ano, e que são realizadas com o objetivo de proteger os recursos socioambientais na Mata Atlântica, na Amazônia, no Pantanal e no Cerrado.

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