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O IPÊ está contratando assistente de monitoramento da biodiversidade aquática continental, com ênfase em pesca, para Manaus (Amazonas).

O objetivo é auxiliar o IPÊ e o CEPAM/ICMBio na implementação dos protocolos de monitoramento de pesca em diferentes unidades de conservação.

Perfil: Ter formação e/ou experiência na área de biologia, ecologia, engenharia de pesca ou áreas a fins, de preferência nível Mestrado. Desejável ter habilidade com planilhas eletrônicas e conhecimento básico de banco de dados. Ter experiência com recursos pesqueiros na Amazônia e apresentar habilidade para articulação com pescadores e comunidades tradicionais. Ter disponibilidade para viajar para as áreas a serem monitoradas e potencialmente trabalhar no final de semana quando for necessário para logística de trabalhos em campo. Disponibilidade para residir em Manaus-AM é altamente recomendável.

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Em continuidade ao trabalho de atualização das áreas prioritárias para a conservação, uso sustentável e repartição dos benefícios da biodiversidade da Mata Atlântica, o IPÊ e o Ministério do Meio Ambiente realizam, até o dia 21 de junho, a "Oficina Técnica para Análise de Custos para Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica", em Florianópolis (SC). O encontro é a terceira etapa da produção do novo mapa de áreas prioritárias da Mata Atlântica. Saiba mais sobre.

O evento tem a participação de especialistas de diferentes instituições, que buscam refletir a realidade dos diferentes setores que atuam no bioma. Os participantes da Oficina irão avaliar e opinar sobre o processo, fornecendo dados sobre os setores que representam ou sobre pesquisas que têm realizado, auxiliando na avaliação dos dados disponibilizados e na pertinência da sua inclusão como parte da superfície de custos.

"O objetivo da oficina é estimar onde pode existir maior dificuldade de implementação de conservação (o custo na linguagem das análises). A ideia é que um bom entendimento desse custo na extensão do bioma Mata Atlântica ajudaria na minimização de conflitos no futuro entre conservação e outras atividades", explica Clinton Jenkins, coordenador técnico do projeto.

Com os resultados deste processo, IPÊ e Ministério do Meio Ambiente esperam poder usar os dados como uma ferramenta que contribua para um sistema de planejamento mais eficaz para o novo mapa de áreas e ações prioritárias da Mata Atlântica. "Com isso, investimentos e esforços, tanto do governo quanto da iniciativa privada,poderão ser aplicados para subsidiar uma estratégia espacial que promova ações integradas de conservação e uso sustentável da biodiversidade da Mata Atlântica", afirma Angela Pellin, do IPÊ.

 

O que é o custo de conservação?

O custo de conservação representa os usos conflitantes à conservação de biodiversidade que ocorrem em cada unidade de planejamento e a dificuldade relativa para implementar ações de conservação.

Áreas com ecossistemas íntegros, sem nenhum outro uso ou ameaça, têm valores mínimos de custo de conservação. Em contrapartida, áreas extensamente ocupadas por atividades de outros setores terão valores máximos de custo de conservação. Valores altos de custo de conservação não significam, necessariamente, que tais áreas não serão selecionadas como prioritárias, mas caso existam áreas com atributos semelhantes e custos mais baixos estas serão preferidas no sistema de seleção. A principal vantagem de se considerar os custos para a conservação na escolha de áreas é diminuir o conflito na implementação. Quanto menor o custo do conjunto de áreas prioritárias escolhidas, maior é a probabilidade de sucesso na consolidação da conservação.

 

O IPÊ abriu edital para seleção e contratação de pessoa jurídica para prestação de serviço de adequação de sistemas produtivos em propriedades rurais, considerando especialmente a pecuária e as áreas de preservação permanente no âmbito do projeto Semeando Água, patrocinado pela Petrobras. A contratação é voltada preferencialmente para empresas que contam com profissionais na área de zootecnia, agronomia, florestais e afins. 

Saiba mais no EDITAL.

 

O IPÊ foi um dos participantes da Oficina Grupo Temático de Governança, dentro da iniciativa IAPA - Integración de las Áreas Protegidas del Bioma Amazónico, em Iquitos (Peru).

No encontro, dias 13 e 14 de junho, foram definidas estratégias relacionadas com os princípios de boa governança para as áreas protegidas do bioma amazônico. O voluntariado foi apontado como uma boa prática que pode favorecer essa governança. O tema foi abordado pela pesquisadora do IPÊ, Angela Pellin, coordenadora do projeto "Motivação e Sucesso na Gestão de Unidades de Conservação Federais". Ela apresentou o histórico deste trabalho, realizado pelo IPÊ em parceria com o ICMBio, e que tem como um de seus importantes resultados o impulsionamento do Programa de Voluntariado.

"O evento foi muito interessante porque permitiu compartilhar as experiências relacionadas a voluntariado no bioma amazônico e pensar em como essa iniciativa contribui para o cumprimento dos princípios de boa governança em áreas protegidas. Considerando a Amazônia, acreditamos que, localmente, o programa é uma grande oportunidade de promover maior aproximação da comunidade com a gestão das áreas protegidas, ampliando sua integração. Em um âmbito nacional, ele traz a possibilidade de mostrar a realidade amazônica para pessoas que vivem em regiões e realidades distintas, contribuindo para a formação de uma rede de apoio às causas socioambientais associadas ao bioma", comenta Angela.

O encontro também discutiu algumas diretrizes para a realização do Seminário de Boas Práticas em Governança Transfronteiriça no Bioma Amazônico.

 

É praticamente impossível falar do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, sem mencionar a grandiosidade dessa Unidade de Conservação. Localizado entre o Amapá e o Pará, o maior Parque Nacional do Brasil tem cerca de quatro milhões de hectares. Isso significa ser quase do tamanho do estado do Rio de Janeiro e maior do que a Bélgica. Essa imensidão guarda riquezas biológicas importantes da Amazônia - muitas delas ainda não descobertas ou estudadas pela ciência.

A UC foi uma das primeiras a participar da iniciativa de Monitoramento Participativo da Biodiversidade, ainda em 2014. Após três cursos formativos para cerca de 73 pessoas, hoje a área conta com 12 monitores, espalhados em três trilhas para avaliar a biodiversidade a partir de estudos da fauna e da floresta. As atividades de monitoramento de biodiversidade e de floresta na unidade são orientadas seguindo protocolo florestal básico, avaliado regularmente por monitores comunitários e gestores do parque e do ICMBio.

Chefe do parque desde a sua criação, em 2003, Christoph Bernhard Jaster conta que o projeto trouxe impactos e levantou questões significativas na gestão da UC, como preocupações relacionadas às pesquisas científicas e à participação comunitária nos processos. "O Parque Nacional não tem em sua essência a gestão participativa porque não se orienta de acordo com demandas comunitárias como uma reserva extrativista, por exemplo. Com a decisão de participarmos do projeto, tivemos uma mudança de foco para um maior envolvimento comunitário, com gestão participativa. Inicialmente, eu tinha uma preocupação de que houvesse um afastamento do propósito de um parque nacional. Mas criamos um meio de manter a qualidade dos estudos e não sair do rigor técnico e científico que sempre mantivemos na unidade. Isso traz um equilíbrio no desenvolvimento dO trabalho", comenta.

Por estar em uma região isolada e de difícil acesso, a pressão sobre os recursos não é tão intensa pela população do entorno, segundo Christoph. Essa realidade, entretanto, não quer dizer que as comunidades próximas ao parque não possam se envolver com as questões da unidade. O chefe do parque acredita que o projeto tenha um papel relevante para isso.

"O bom gestor precisa interagir com o ambiente que o cerca para além do parque que administra. O projeto é um modelo de aproximação da gestão do parque com a comunidade. Envolvemos as pessoas com os cursos e, mesmo que não se tornem monitores, eles começam a entender melhor a unidade. Existem poucas pessoas que enxergam o beneficio econômico do parque Tumucumaque para a região. Mesmo de forma modesta, a gente tenta proporcionar algumas oportunidades aqui dentro, seja selecionando os monitores para trabalharem conosco ou outros profissionais para demais atividades".

Se antes o envolvimento da comunidade parecia uma barreira, hoje Christoph enxerga potencial nas atividades participativas e no monitoramento. "A experiência de monitoramento é piloto ainda, visto o tamanho do parque. Com os monitores cobrimos apenas de 20 a 30 mil hectares. O ideal seria espalhar essa inciativa para outras áreas, considerando o tamanho da unidade e áreas que ainda não conseguem ser monitoradas", alerta.