Últimas Notícias

 

O IPÊ participa, até dia 23 de setembro, da 38ª Festa de Flores e Morangos de Atibaia (SP) , no Parque Municipal Edmundo Zanoni.

A festa é o quarto evento cultural paulista que mais atrai público, um festival tradicional da região que possui a presença da cultura japonesa representada através de diversas atrações culturais, danças, comidas típicas do Japão e inúmeros pratos elaborados com morangos. O tema de 2018 retrata os 110 anos de imigração japonesa ao Brasil.

Pelos dois estandes do IPÊ já passaram centenas de pessoas de diversas cidades do país, como Rio de Janeiro, São Paulo, Mauá, São Caetano, Caraguatatuba, Mairiporã, Nazaré Paulista e etc. Ali, os visitantes têm acesso a atividades de educação ambiental: caça palavras de espécies nativas e exóticas que encontramos na região, palavras cruzadas com a cultura japonesa e desenhos para estudantes e visitantes. No espaço é possível também conversar com educadores sobre conservação ambiental e sustentabilidade.

Andrea Pupo, Coordenadora de Educação Ambiental do projeto Semeando Água do IPÊ, explica a importância de um espaço como esse. “A Festa de Flores e Morangos de Atibaia é tradicional e atrai muitos visitantes todos os anos. É importante que essas pessoas se divirtam, se alimentem, façam suas compras e levem também um pouco de conhecimento sobre as questões ambientais da região. O IPÊ participa da festa há três anos e nesta edição está apresentando as ações que o projeto Semeando Água vem desenvolvendo para a conservação dos recursos hídricos nos municípios da região do Sistema Cantareira.”

O outro estande do IPÊ traz produtos da Loja do Instituto, que contribuem com a conservação da biodiversidade brasileira e a renda de comunidades locais que participam dos projetos socioambientais. Na loja é possível encontrar bolsas, acessórios e camisetas bordadas que retratam a fauna e a flora brasileira, produzidos no projeto Costurando o Futuro. Além disso, buchas agroflorestais do projeto Pura Bucha, do Pontal do Paranapanema, com desenhos de animais que correm risco de extinção na Mata Atlântica, e as Havaianas IPÊ, que têm 7% da renda revertida ao Instituto.

“A Festa das Flores e Morangos de Atibaia é um grande evento regional que atrai centenas de milhares de pessoas. Participar da festa é uma oportunidade de divulgar o trabalho do IPÊ para este público, levar informações sobre a rica biodiversidade regional, por meio de atividades de educação ambiental direcionadas às crianças que visitam a festa e também comercializar os produtos do IPÊ, muitos deles elaborado por comunidades que têm suas atividades apoiadas pela organização”, comenta Andrea Peçanha, Coordenadora da Unidade de Negócios Sustentáveis.

Serviço:

38° Festa de Flores e Morangos de Atibaia

Data: de 31 de agosto até 23 de setembro de 2018.

Às sextas, sábados e domingos

Horários: das 09h00 até 18h00

Local: Parque Municipal Edmundo Zanoni,

Av. Horácio Neto, 1030. Cidade: Atibaia, SP.

Telefone – 0800-555-979

Site: www.festadasfloresdeatibaia.com.br

 

Em outubro nos dias 10, 17, 24 e 31 (quartas-feiras), produtores rurais da região do Sistema Cantareira terão a oportunidade de obter informações práticas com potencial de aumentar a produtividade e ao mesmo tempo promover a melhor conservação dos recursos naturais. A iniciativa integra o projeto Semeando Água, uma realização do IPÊ, com patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal. O curso Restauração Ecológica em Sistemas Silvipastoris vai acontecer em Piracaia, Nazaré Paulista e Joanópolis (SP), especificamente nas Unidades Demonstrativas do projeto Semeando Água. 

Para saber mais e se inscrever acesse aqui. Vagas limitadas!

O curso também conta com a mobilização da Escas – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, do IPÊ, da Elti – Environmental Leadership & Training Initiative (Iniciativa de Liderança e Capacitação Ambiental), da Escola de Florestas e Estudos Ambientais da Universidade de Yale (EUA), com subsídios da Arcadia Fund.

Entre 11 e 12 de setembro, o IPÊ participará da primeira edição do "Seminário de Buenas Prácticas - Integrando las áreas protegidas amazónicas en el paisaje", em Lima (Peru). O evento é promovido pela iniciativa IAPA - Integración de las Áreas Protegidas del Bioma Amazónico, e reunirá experiências de gestão de áreas protegidas nos países onde há presença do bioma. Sob o slogan "Integrando as Áreas Protegidas da Amazônia na Paisagem", o objetivo do evento é tornar visíveis as iniciativas que tiveram impacto além dos limites jurisdicionais das áreas protegidas.

Além do Brasil, os participantes virão de outros países amazônicos (Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela e Guiana), representados por guardas florestais, instituições científicas, governos, ONGs e sociedade civil. Vale ressaltar que atualmente o bioma amazônico possui 1.033 áreas protegidas. Isso significa que 33% do bioma está protegido sob alguma forma de conservação.

A experiência do IPÊ com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) nos Seminários de Boas Práticas no Brasil incentivou a realização da atividade no país vizinho. Representantes da IAPA participaram ainda em em 2017, na terceira edição do seminário e primeira do Fórum Internacional de Parcerias na Gestão de Unidades de Conservação, no Brasil, e inspiraram-se a partir dos resultados verificados no evento brasileiro.

Considera-se uma boa prática de gestão iniciativas que promovam a inovação e gestão integrada nas UCs e que apresentem potencial para serem aplicadas também em outras unidades. Nos eventos no Brasil, o IPÊ tem estimulado o diálogo entre os mais diversos setores sociais e econômicos a partir da divulgação dessas boas práticas de gestão das Unidades de Conservação, propondo reflexões sobre o papel das parcerias intersetoriais, que colaboram de forma articulada e coordenada para a implementação das UCs em todo o País.

No Peru, o IPÊ será representado por Fabiana Prado, gerente de articulação institucional e Ilnaiara Sousa, pesquisadora local. O Instituto participou da chamada pública de iniciativas e foi selecionado para apresentar os projetos Monitoramento Participativo da Biodiversidade e Motivação e Sucesso na Gestão de UC Federais, ambos realizados em parceria com o ICMBio.

A participação do IPÊ neste seminário é mais uma iniciativa que conta com o apoio financeiro da USAID, Fundação Gordon e Betty Moore e Arpa.

 

Entre os dias 11 e 12 de setembro o IPÊ participará em Lima, no Peru do "
 
Seminário de B
ue
as Prá
c
ticas
 - 
Integrando
 
las
 
áreas
 
protegidas
 
amazónicas
 
en
 
el
 
paisaje"
 
 
. Promovido pela
 iniciativa
 IAPA - Integración de las Áreas Protegidas del Bioma Amazónico, o evento reunirá experiências de gestão de áreas protegidas nos países onde há presença do bioma.
A experiência do IPÊ 
com o Icmbio nos
 Seminários de Boas Prática no Brasil incentivaram a realização da atividade no País vizinho. Em 2017, o Seminário brasileiro contou com a participação de representantes da IAPA
 que inspirou-se no evento brasileiro
.
Nesses encontros o IPÊ tem estimulado o diálogo a partir da divulgação de Boas Práticas de gestão com parcerias, que colaboram de forma articulada e coordenada para a implementação das U
cidades de 
C
onservação
.
No Peru, Fabiana Prado
 
(
Gerente e 
Articulação
 Institucionais
e Ilnaiara Sousa
 (P
esquisadora local
)
 representarão o IPÊ, que participou da chamada pública d
e iniciativas
 e fo
ram
 selecionado
s
 para apresentar o projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade
 e Projeto Motivação e Sucesso na Gestão de UC Federais
.
Considera-se como uma Boa Prática de gestão iniciativas que promovam a inovação e
 gestão integrada 
nas UCs e que 
apresentem potencial para serem replicadas em outras unidades.
A participação do IPÊ neste seminário é mais uma iniciativa que conta com o apoio financeiro da USAID, Fundação Gordon e Betty Moore e Arpa.

 

O Projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação na Amazônia, está selecionando pessoa jurídica (PJ) para desenvolver um sistema de informação na web para permitir a entrada, armazenamento, padronização e disponibilização de dados primários de biodiversidade coletados no âmbito dos processos de licenciamento ambiental. O sistema está sendo chamado de LAF-SISBIO.

Acesse o Termo de Referência.

Uma parceria entre a ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, do IPÊ, e a iniciativa ELTI - Environmental Leadership & Training Initiative (Iniciativa de Liderança e Capacitação Ambiental), da Escola de Florestas e Estudos Ambientais da Universidade de Yale (EUA), vai promover um curso de campo para 20 produtores de assentamentos rurais no Pontal do Paranapanema, extremo oeste de São Paulo.

A proposta é disponibilizar conhecimentos para que eles possam implementar paisagens produtivas sustentáveis em seus lotes. O curso apresentará de forma prática os princípios da agroecologia e restauração ecológica por meio de sistemas agroflorestais (SAFs), silvipastoris e restauração florestal.

Engajado na proteção de florestas tropicais por meio de iniciativas de conservação e restauração, o programa ELTI (criado com o apoio do fundo ARCADIA) busca apoiar projetos de pessoas e organizações com propostas viáveis para recuperar paisagens já degradadas pelas ações humanas, como no caso da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do mundo. Com base na expertise do IPÊ na região do Pontal, que possui os principais remanescentes de Mata Atlântica de interior, o programa garantiu recursos para a iniciativa que começa dia 17 de setembro.

Há mais de 20 anos, o IPÊ vem trabalhando no Pontal do Paranapanema engajando os pequenos produtores, a maioria assentados rurais, a adotarem práticas sustentáveis de uso do solo para uma melhor qualidade de vida, aliando conservação da biodiversidade a ganhos econômicos. Assim foram desenvolvidos projetos como Café com Floresta, Buchas Ecológicas, Sistemas Agroflorestais e Viveiros Comunitários, que vêm beneficiando mais de 200 pessoas por ano.

A restauração também se destaca nesse contexto. O IPÊ é responsável pela restauração do maior corredor de biodiversidade já implementado no Brasil, com mais de 2,7 milhões de árvores nativas, que conecta as principais Unidades de Conservação do oeste paulista, contribuindo para a sobrevivência de espécies da fauna.

"Educação, seja por via formal, capacitação técnica ou informal, sempre foi o foco do IPÊ. Ao empoderar as pessoas com conhecimento, levando informação e mostrando caminhos mais sustentáveis de se viver, o Instituto vem fazendo uma grande diferença na Mata Atlântica, especialmente nessa área tão crítica, que abriga espécies ameaçadas como o mico-leão-preto e a onça pintada", afirma Miriam Perilli, uma das responsáveis pela iniciativa. "Com esse curso, vamos dar oportunidade a mais pessoas que queiram desenvolver inovações em suas terras, em benefício não só do ambiente como de suas próprias famílias. Essa mudança é possível e os projetos do IPÊ vêm mostrando isso ao longo dos anos", diz. 

Mata Atlântica 

A Mata Atlântica brasileira é uma das ecorregiões mais ameaçadas do mundo. A região foi a primeira a ser colonizada por europeus e se desenvolveu no centro agrícola, industrial e populacional do país. Assim, a cobertura original da Mata Atlântica foi reduzida por séculos de uso insustentável em pequenas ilhas florestais cercadas por desenvolvimento agrícola e urbano. Além de conter “bancos genéticos” de algumas das espécies mais raras do mundo, o que resta da Mata Atlântica é importante para a qualidade de vida de 70% da população humana brasileira que vive nessa região. Os demais fragmentos de Mata Atlântica também são vitais para a proteção das bacias hidrográficas, para a prevenção da erosão e do assoreamento do solo e para manter os microclimas e outras condições ambientais necessárias à própria existência das cidades e áreas rurais mais povoadas do Brasil. No Pontal do Paranapanema, os maiores remanescentes de Mata Atlântica foram progressivamente invadidos entre 1960 e 1990 por fazendas de grande porte de pecuária e cana-de-açúcar. Em meados da década de 1990, com a pressão pela redistribuição de terras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), essas terras foram expropriadas para assentamentos de reforma agrária pública, aumentando a densidade da ocupação humana. Assim, engajar essa população moradora dessa área tão importante para uma produção mais sustentável, é cada vez mais importante.