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No dia 16 de agosto, o IPÊ lançou a nova coleção do projeto "Costurando o Futuro" na sua sede, em Nazaré Paulista. Chamada de "Olhares" é mais uma vez inspirada na beleza da Mata Atlântica, e traz a percepção das bordadeiras do projeto sobre a natureza que as cerca e sobre os projetos do IPÊ na região.

Com traços delicados e bordados exclusivos, bichos e plantas tomam forma em produtos para crianças e adultos. As peças foram criadas pela designer de moda Simone Nunes, responsável pela criação em grandes marcas como a Iódice. As criações foram desenvolvidas durante oficinas com a participação das mulheres. Dividida em mini coleções, quem compra o produto consegue conhecer o trabalho de reflorestamento do Instituto e as espécies da fauna e flora do bioma.

"Estamos muito felizes de ver nossos produtos expostos assim e a nova coleção está muito bonita. Mal acreditamos que fomos nós que fizemos. Tem desenhos nossos aqui!", conta Neusa Alcântara Gonçalves de Assis, uma das bordadeiras do projeto.

 

A nova coleção teve apoio do Instituto C&A. Os produtos podem ser encontrados na Loja do IPÊ

 

 

Voluntários do Instituto C&A dão dicas sobre varejo

 

No dia do lançamento da coleção, o IPÊ recebeu em sua sede 50 funcionários da empresa C&A. Todos são voluntários do Instituto C&A, que organiza as atividades dos funcionários em diversas ONGs do Brasil. Na visita, os voluntários (foto) conheceram um pouco mais sobre o projeto do IPÊ "Costurando o Futuro", financiado pelo Instituto e tiveram um momento de celebração, plantando árvores na beira do reservatório Atibainha.

O dia também foi reservado para troca de experiências entre as bordadeiras do projeto, a designer Simone Nunes e os profissionais de várias áreas da C&A. Todos participaram de uma oficina de bordados com as mulheres e, em seguida, realizaram rodadas de conversa com as mulheres e a equipe da Unidade de Negócios do IPÊ, sobre dicas sobre exposição de produtos, e-commerce, precificação e vendas a partir das redes sociais.

 

 

 

 

As florestas tropicais contêm mais de metade de todas as espécies de plantas e animais do mundo. Porém, são as que mais perdem biodiversidade, devido à redução de habitat e degradação florestal. Para tornar o cenário ainda pior, muitas das espécies de plantas e animais tropicais mais ameaçadas estão restritas a somente cerca de 20 locais em áreas tropicais, que já perderam mais de 70% do habitat original.

Uma das metodologias para conter a extinção de espécies é a regeneração florestal, conectando grandes fragmentos florestais, utilizada ao longo de mais de uma década pelo IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, na Mata Atlântica, uma das mais ameaçadas florestas tropicais no mundo. Recentemente, o método foi avaliado como altamente eficaz para as aves, de acordo com um estudo liderado pela Universidade de Utah e publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (EUA). A pesquisa, realizada na Mata Atlântica central do estado do Rio de Janeiro e do Pontal do Paranapanema/SP e também nas Montanhas do Arco Oriental da Tanzânia, mostra que a regeneração florestal direcionada entre os maiores fragmentos mais próximos pode reduzir significativamente as taxas de extinção das espécies de aves.

"Estes são dois dos hotspots de biodiversidade tropical mais fragmentados no mundo, por isso eles fornecem exemplos vitais do que pode ser conseguido para evitar extinções em todo o mundo", afirma o autor principal do artigo, William Newmark.

Todos os fragmentos perdem espécies, eventualmente. Mas o objetivo da conservação é adiar as extinções que poderiam acontecer em alguns anos ou décadas. Assim, os pesquisadores estimam que, se as florestas entre fragmentos maiores e mais próximos em 11 locais dos hotspots forem regeneradas - cerca de 8.100 hectares na Tanzânia e 6.500 hectares na Mata Atlântica - isso reconectaria aproximadamente 77% de todas as florestas restantes no arco Oriental (Tanzânia), 23% no centro do Rio de Janeiro (RJ/Brasil) e 33% no Pontal do Paranapanema (SP/Brasil), aumentando o tempo de vida das aves em até 56 vezes nessas áreas.

Clinton Jenkins, pesquisador do IPÊ e co-autor do estudo, alerta para a necessidade de rapidez em se promover a conectividade entre grandes fragmentos. "Existe uma urgência na regeneração de floresta entre fragmentos florestais o mais rápido possível para obter o máximo benefício. As primeiras extinções podem ocorrer em apenas sete anos, em média, a partir do desmatamento de uma área como a Mata Atlântica", diz.

Os pesquisadores estimam que o custo para se fazer a reconexão florestal (com corredores de biodiversidade - que ligam um grande fragmento a outro) seja de até 49 milhões de dólares para a Mata Atlântica no centro do Rio de Janeiro e no Pontal do Paranapanema, e de até 21 milhões de dólares nas Montanhas do Arco Oriental da Tanzânia. "Isso poderia fornecer um dos maiores retornos do investimento para a conservação da biodiversidade em todo o mundo", observa Stuart Pimm, participante da pesquisa e professor da Duke University.

Acesse o artigo.

 

O IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas foi escolhido como uma das 100 melhores ONGs para se doar, em uma premiação do Instituto Doar em parceria com a Revista Época. O resultado foi apresentado no dia 7 de agosto, em evento em São Paulo, com a participação de todas as organizações eleitas.

Ao todo, 1,5 mil OSCs inscreveram-se no prêmio. Uma parcela pequena, dentro do contexto das organizações sociais brasileiras, que são mais de 300 mil. O objetivo do prêmio é reconhecer e aumentar a legitimidade e reputação dessas organizações que, por meio de doações realizam projetos que proporcionam a transformação socioambiental.

Para o prêmio foram avaliados, por professores e alunos da Fundação Getúlio Vargas, os processos administrativos, contábeis, financeiros e de comunicação, além da transparência de dados públicos, já que os recursos são provenientes de doações e patrocínios  e se espera o melhor uso desse dinheiro.

"Metodologias, pedagogias e procedimentos de cada ONG com seus públicos não podem nem devem ser comparáveis nem muito menos ranqueados. Mas a gestão e a transparência dos recursos, sim. Foi isso que medimos e é assim que queremos seguir: premiando ONGs cujos dados são mensuráveis e objetivos", afirma Marcelo Estraviz, do Instituto Doar.

Durante a Virada Sustentável 2017 de São Paulo, o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas e a sua escola ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade realizarão o evento "Conservação da Biodiversidade: um ótimo negócio". O encontro será composto por três palestras de pesquisadores e mestres em conservação, seguidas de um debate sobre como produções podem ser lucrativas economicamente e benéficas à biodiversidade, se feitas de maneira sustentável e protegendo os serviços ecossistêmicos.

As palestras vão trazer dados atualizados sobre temas relevantes para quem se preocupa com o consumo mais consciente, que gere cada vez menos impacto social e ambiental.  O debate será mediado pela coordenadora do Mestrado Profissional da ESCAS, Cristiana Martins.

Confira a programação

Serviços Ecossistêmicos no Sistema Cantareira

A proteção dos serviços ecossistêmicos do Sistema Cantareira deve ser foco de atenção de todos aqueles que se beneficiam direta ou indiretamente dele. De empresas a consumidores da água produzida ali, até mesmo os produtores rurais, que dependem de áreas que influenciam na qualidade do meio ambiente local. Pesquisa do IPÊ comprovou que é possível garantir melhoria na produção rural com benefício à biodiversidade, por meio de um melhor uso do solo. Na palestra, outros dados sobre a sobrevivência desse sistema que vive sob ameaça ambiental serão discutidos com o público.

Palestrante: Alexandre Uezu (foto), Doutor em Ecologia pelo Instituto de Biociências/USP. coordenador de projetos do IPÊ e professor da ESCAS.


Pecuária neutra: negócios, clima e ambiente em equilíbrio

Com o desafio de transformar a produção pecuária em um negócio mais amigável para o planeta, Leonardo Resende, Mestre pela ESCAS/IPÊ, propõe estimular nas fazendas brasileiras a iniciativa que ele aplica na propriedade da família: a pecuária "neutra em metano entérico", a partir de um sistema de silvipastoril (integração da pecuária com florestas). O sistema produtivo é bom para a melhoria do clima, pois já consegue sequestrar carbono da atmosfera e é um negócio comprovadamente promissor para quem quer investir. Além disso, é uma saída ao consumidor do produto, preocupado em reduzir o seu impacto sobre os recursos naturais.
Palestrante: Leonardo Resende, Administrador de Empresas e Mestre em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável pela ESCAS. Doutorando em Meio Ambiente.

 

Produção de orgânicos e certificação

Como a certificação afeta a produção e venda de orgânicos - uma reflexão sobre agricultores familiares do cinturão verde de São Paulo. Produzir alimentos de maneira orgânica, respeitando os ciclos da natureza e contribuindo para uma melhor qualidade de vida da população, tem sido o negócio de pequenos agricultores de uma fundamental área verde de São Paulo. Débora Vendramin Otta, apresenta o resultado de sua pesquisa sobre o tema e  nos convida a conhecer e compreender os fatores que influenciam a produção orgânica na cidade. 
Palestrante: Débora Vendramin Otta, engenheira agrônoma e Mestre em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável pela ESCAS.

Serviço:
"Conservação da Biodiversidade: um ótimo negócio" (IPÊ e ESCAS)
25 de agosto às 14H - 
Unibes Cultural - Biblioteca
Endereço: Rua Oscar Freire, 2.500 - Sumaré (ao lado do metrô Sumaré)
Contato IPÊ: (11) 3590-0041 -
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 O 28º Congresso Internacional de Biologia de Conservação (ICCB 2017), em Cartagena (Colômbia), teve como foco a discussão sobre como "Sustentar a Vida na Terra", respondendo à necessidade da ciência da conservação ajudar a criar um amanhã melhor tanto para a biodiversidade como para as pessoas que dela dependem.

O IPÊ foi uma das organizações presentes no evento, que reuniu cerca de 1,4 mil pessoas de mais de 70 países. Pesquisadores, estudantes, funcionários da agência, educadores ambientais, profissionais entre outros interessados, que participaram de palestras sobre conservação e genética da biodiversidade, ecologia, biogeografia, antropologia, história, psicologia, economia, marketing de conservação, e religião.

"O congresso foi muito interessante e me surpreendeu a quantidade de assuntos relacionados ao tema 'liderança para a conservação'. Talvez isso seja por conta do perfil do profissional da área, que está se orientando cada vez mais para o lado da gestão", afirmou Rafael Morais Chiaravalloti, pesquisador do IPÊ que apresentou no congresso seu mais recente estudo sobre a pesca tradicional no Pantanal.

De acordo com o biólogo, o aumento do público interessado em negócios e economia ligados à conservação é uma tendência no mundo da biologia e isso gerou um reflexo nos temas do Congresso. "O interesse pela biodiversidade e biologia vem diminuindo ao longo do tempo. O tema tem sido trabalhado de forma mais integrada com economia e o lado social. Não que a biologia da conservação esteja acabando, mas acredito que estejamos vivendo uma mudança, e isso é um movimento global", afirma Chiaravalloti, mestre pela ESCAS e doutor pela University College London.

A busca pela interdisciplinaridade na conservação e o entendimento dos profissionais da necessidade cada vez maior de envolver o segmento social na discussão e participação foram os aspectos que também chamaram a atenção de Suzana Padua, ao longo do evento. "Trabalhar junto com a comunidade e de maneira interdisciplinar sempre foi o que acreditamos ser essencial para alcançarmos sucesso frente aos desafios socioambientais. A integração entre os saberes e entre o social e o ambiental estiveram presentes em diversas discussões no evento e eu achei isso muito bastante relevante", comentou Suzana.

A presidente do IPÊ realizou uma das palestras pré-congresso, falando sobre os desafios de uma instituição socioambiental no cumprimento da sua missão. "O assunto rendeu e esticamos a discussão para outro dia com um grupo menor. Há ainda muitas dúvidas sobre gestão e desenvolvimento de uma organização socioambiental, e esse encontro foi bem produtivo para discutirmos sobre isso e contribuirmos com a experiência de 25 anos do IPÊ", afirma.

Participação do IPÊ

O IPÊ participou do evento com sete de seus profissionais, que abordaram temas diferenciados em eventos paralelos do Congresso Internacional de Biologia da Conservação. Confira os temas abordados.