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Espécie vulnerável na lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), o tatu-canastra (Priodontes maximus) está restrito a poucas áreas no sudeste do Brasil. Há menos de 10 anos, foram encontrados registros de tatus na Reserva Biológica de Sooretama (RBS) e Reserva Natural Vale (RNV), ambas localizadas no Espírito Santo (ES), além do Parque Estadual do Rio Doce (PERD), em Minas Gerais (MG).

Por ser um animal raro, existe a possibilidade, segundo estudos, de que tais áreas sejam os últimos refúgios para a espécie na Mata Atlântica. Pesquisas sobre o tatu-canastra no bioma se tornaram cada vez mais importantes diante desse cenário. Após levantamentos mais recentes realizados na RBS, que confirmou a ocorrência de tocas do tatu-canastra na área e o uso delas até por outros animais, o projeto Tatu-Canastra, realizado no Pantanal e Cerrado, desde 2010, estendeu seus estudos para a RBS e a RNV. Juntas, as reservas possuem 50.858 hectares e formam um bloco contínuo que constituem uma das maiores e mais importantes áreas de floresta remanescente no ES.

"Com base nesses registros, concluímos que o tatu-canastra ainda está presente na RBS, consequentemente na Mata Atlântica e, pelo número de espécies utilizando as suas escavações e/ou os montes de areia, o tatu-canastra exerce um importante papel no ecossistema da RBS, pois altera o meio físico, modifica o habitat e influencia diversas outras espécies, podendo ser assim considerado um engenheiro de ecossistema na Mata Atlântica. Por outro lado, caçadores locais parecem desconhecer tal importância, ignoram as leis e continuam a caçar o animal na região", alerta o biólogo Bruno Fontes, que está agora à frente das pesquisas no ES.


O objetivo dos estudos é conhecer melhor as populações residentes na Mata Atlântica, qual o seu comportamento e o seu estado de conservação atual. "Conhecer os ambientes de ocorrência do tatu-canastra, especialmente em unidades de conservação, é fundamental para monitorar a espécie e avaliar a viabilidade das populações a longo prazo, assim como conduzir programas de conservação para essa espécie", afirma Arnaud Desbiez, coordenador do projeto Tatu-Canastra, do IPÊ.

Além das pesquisas científicas, a equipe do projeto deve levar um trabalho de conscientização e educação ambiental na região sobre a raridade da espécie e a importância em conservá-la para a manutenção da biodiversidade na região. 

 

Estamos contratando profissional para a execução e gerenciamento de atividades de comunicação da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB), atuando em conjunto com a coordenação de comunicação do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, sendo um braço de apoio à organização nas áreas de atuação da INCAB. Atendendo a pedidos, o prazo para envio de documentação foi adiado para 5 de AGOSTO.

 

PERFIL DO PROFISSIONAL

• Curso superior na área de comunicação (preferencialmente JORNALISMO)
• Experiência na ÁREA AMBIENTAL / CONSERVAÇÃO 
• Será necessária a apresentação de portfólio demonstrando EXPERIÊNCIA de pelo menos 3 ANOS em trabalhos similares de comunicação 
• Fluência na LÍNGUA INGLESA (escrita, fala, leitura e entendimento) – A comunicação da INCAB é inteiramente feita em Português e Inglês
• Habilidade para trabalhar em EQUIPE
• Habilidade para lidar com PESSOAS: equipe do projeto, estagiários, voluntários, prestadores de serviço, apoiadores, equipes de mídia
• Disponibilidade para ACOMPANHAR trabalhos de campo, cursos, eventos e demais atividades junto com a equipe do projeto
• Domínio de atividades de PRESTAÇÃO DE CONTAS
• Habilidade para realizar ENTREVISTAS e ESCREVER textos e notícias
• Habilidade para elaboração e divulgação de RELEASES para a imprensa, clipping 
• Habilidade para NETWORKING com veículos de comunicação
• Habilidade para gerenciamento e alimentação de BLOG/WEBSITE 
• Habilidade para gerenciamento e alimentação de REDES SOCIAIS (Facebook, Instagram, Twitter, YouTube)
• Disponibilidade e habilidade para contribuir na ORGANIZAÇÃO e CONDUÇÃO de campanhas, eventos, exposições, stands em conferências etc. 
• Disponibilidade e habilidade para trabalhar com artistas, fotógrafos e outros apoiadores da causa envolvidos em campanhas da INCAB
• Habilidade em EDIÇÃO de pequenos vídeos para redes sociais será um diferencial
• Habilidade para criação de GRÁFICOS para peças de comunicação será um diferencial
• Disponibilidade para morar em Campo Grande (MS) é IMPRESCINDÍVEL
• Portador de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e habilidade para dirigir automóvel
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LOCAL SEDE: Campo Grande, Mato Grosso do Sul
PERÍODO DE CONTRATAÇÃO INICIAL: 12 MESES
TIMEFRAME: Início atividades em 10 de SETEMBRO 2018
DEDICAÇÃO: TEMPO INTEGRAL
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Interessados, favor entrar em contato com PATRÍCIA MEDICI, Coordenadora da INCAB, [email protected], para mais informações sobre a DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA para participação no processo seletivo, REMUNERAÇÃO e CONDIÇÕES DE TRABALHO. O prazo para envio de documentação completa foi adiado para 5 de AGOSTO. Faremos uma pré-seleção de candidatos com base na documentação apresentada e CINCO (5) profissionais serão selecionados para entrevistas, a serem realizadas via Skype no decorrer da semana de 13 de AGOSTO. O candidato selecionado dará início às suas atividades junto à INCAB, já em Campo Grande, no dia 10 de SETEMBRO.

 

 

O IPÊ vai promover, no dia 19 de julho, uma visita de monitoramento da área restaurada na Estação Ecológica (ESEC) Mico-Leão Preto (Euclides da Cunha Paulista/Teodoro Sampaio). A área, plantada pelo IPÊ no começo de 2018, por meio de um projeto do WWF e com apoio do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), receberá a visita de membros da comunidade e técnicos do Instituto, que irão falar sobre a restauração florestal ecológica realizada no local.

"É uma atividade de integração ser humano e natureza, com a finalidade de divulgar nossas ações na região, falar da importância da Estação Ecológica. Essa é também uma forma de buscar apoio comunitário para os plantios realizados e despertar o orgulho e reconhecimento do local como importante junto aos atores locais", destaca a coordenadora de educação ambiental do IPÊ, Maria das Graças Souza.

O reflorestamento na ESEC é parte de um projeto sobre mudanças climáticas chamado Climate Crowd. Em 2017, o IPÊ realizou um levantamento na região, entrevistando 33 moradores e trabalhadores da área rural sobre a percepção deles a respeito do clima. Na pesquisa, os entrevistados associaram as mudanças do clima ao longo das últimas duas décadas com as mudanças percebidas na natureza como a falta de sazonalidade nas estações do ano, o desaparecimento e a mortalidade de espécies e o avanço de pragas. A partir desse diagnóstico, foram traçadas algumas estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas localmente, como o plantio de árvores.

DIA: 19/07/2018 
HORÁRIO: 09:00
LOCAL DE ENCONTRO E ORIENTAÇÃO:
IPÊ – INSTITUTO DE PESQUISAS ECOLÓGICAS 
Rua Ricardo Fogarolli, 387 – Vila São Paulo – Teodoro Sampaio-SP 
Informações adicionais: 
(18) 3281 6046 – [email protected] 
(18) 3282-3924 – [email protected]

Suzana Padua, presidente do IPÊ, foi premiada pelo Conselho de Ex-Alunos do Centro de Estudos Latino-Americanos (LAS) da Universidade de Flórida (UF) com o Lifetime Achievement Award 2018. O prêmio foi criado para reconhecer ex-alunos da universidade cujas realizações ao longo dos anos tiveram um impacto significativo em seu campo de forma regional, estadual ou nacional. A premiação leva em conta o papel de liderança e serviço à comunidade e à sociedade, bem como as conquistas significativas na carreira. Suzana foi reconhecida especialmente pelo histórico de liderança na capacitação para conservação e educação ambiental por meio, principalmente, da criação do IPÊ, do programa de educação ambiental e da ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade.

"Esse é um prêmio conjunto, de toda uma equipe talentosa e comprometida, que é a maior riqueza da instituição que Claudio e eu apenas iniciamos. O grupo hoje tem essa bandeira socioambiental e leva a Educação como um princípio em tudo o que fazemos. A Educação como agenda no IPÊ veio de uma influência da nossa formação", destaca Suzana.

Com mestrado concluído na Universidade da Flórida (UF), em 1991, com foco em educação ambiental e, posteriormente, o doutorado na Universidade de Brasília (UnB), em 2004, Suzana publicou mais de 50 artigos e orientou 30 estudantes de Mestrado, ao longo de sua carreira até o momento. Por conta de ações que influenciaram a transformação socioambiental e a vida de muitos estudantes, profissionais e membros da comunidade rural, especialmente mulheres, foi reconhecida por 17 prêmios nacionais e internacionais. O trabalho ao lado de seu marido, Claudio Padua, desenvolvendo programas de pós-graduação pioneiros, foi inspirado pela formação interdisciplinar que ambos receberam no Centro de Estudos Latino-Americanos da UF e no programa de Conservação e Desenvolvimento Tropical (TCD) do Centro.

 “O Centro de Estudos Latino-Americanos e TCD influenciou Claudio e eu tremendamente. Quando estávamos montando o currículo dos cursos de curta duração do IPÊ, Masters e até do MBA, usamos nossa experiência interdisciplinar na UF como base para o que queríamos oferecer. É assim que os temas sociais e ambientais se tornam inseparáveis, dando à vida mais significado e valor”, afirmou Suzana. Para preparar os indivíduos para abordar questões socioambientais complexas, o IPÊ desenvolveu um programa inovador de prática de ensino e aprendizagem. Estudantes e profissionais podem progredir em suas carreiras através do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável do IPÊ, ou um MBA em Negócios Socioambientais, que é projetado para introduzir a sustentabilidade como base para profissionais de negócios.