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O Projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação na Amazônia, está selecionando pessoa jurídica (PJ) para desenvolver um sistema de informação na web para permitir a entrada, armazenamento, padronização e disponibilização de dados primários de biodiversidade coletados no âmbito dos processos de licenciamento ambiental. O sistema está sendo chamado de LAF-SISBIO.

Acesse o Termo de Referência.

Uma parceria entre a ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, do IPÊ, e a iniciativa ELTI - Environmental Leadership & Training Initiative (Iniciativa de Liderança e Capacitação Ambiental), da Escola de Florestas e Estudos Ambientais da Universidade de Yale (EUA), vai promover um curso de campo para 20 produtores de assentamentos rurais no Pontal do Paranapanema, extremo oeste de São Paulo.

A proposta é disponibilizar conhecimentos para que eles possam implementar paisagens produtivas sustentáveis em seus lotes. O curso apresentará de forma prática os princípios da agroecologia e restauração ecológica por meio de sistemas agroflorestais (SAFs), silvipastoris e restauração florestal.

Engajado na proteção de florestas tropicais por meio de iniciativas de conservação e restauração, o programa ELTI (criado com o apoio do fundo ARCADIA) busca apoiar projetos de pessoas e organizações com propostas viáveis para recuperar paisagens já degradadas pelas ações humanas, como no caso da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do mundo. Com base na expertise do IPÊ na região do Pontal, que possui os principais remanescentes de Mata Atlântica de interior, o programa garantiu recursos para a iniciativa que começa dia 17 de setembro.

Há mais de 20 anos, o IPÊ vem trabalhando no Pontal do Paranapanema engajando os pequenos produtores, a maioria assentados rurais, a adotarem práticas sustentáveis de uso do solo para uma melhor qualidade de vida, aliando conservação da biodiversidade a ganhos econômicos. Assim foram desenvolvidos projetos como Café com Floresta, Buchas Ecológicas, Sistemas Agroflorestais e Viveiros Comunitários, que vêm beneficiando mais de 200 pessoas por ano.

A restauração também se destaca nesse contexto. O IPÊ é responsável pela restauração do maior corredor de biodiversidade já implementado no Brasil, com mais de 2,7 milhões de árvores nativas, que conecta as principais Unidades de Conservação do oeste paulista, contribuindo para a sobrevivência de espécies da fauna.

"Educação, seja por via formal, capacitação técnica ou informal, sempre foi o foco do IPÊ. Ao empoderar as pessoas com conhecimento, levando informação e mostrando caminhos mais sustentáveis de se viver, o Instituto vem fazendo uma grande diferença na Mata Atlântica, especialmente nessa área tão crítica, que abriga espécies ameaçadas como o mico-leão-preto e a onça pintada", afirma Miriam Perilli, uma das responsáveis pela iniciativa. "Com esse curso, vamos dar oportunidade a mais pessoas que queiram desenvolver inovações em suas terras, em benefício não só do ambiente como de suas próprias famílias. Essa mudança é possível e os projetos do IPÊ vêm mostrando isso ao longo dos anos", diz. 

Mata Atlântica 

A Mata Atlântica brasileira é uma das ecorregiões mais ameaçadas do mundo. A região foi a primeira a ser colonizada por europeus e se desenvolveu no centro agrícola, industrial e populacional do país. Assim, a cobertura original da Mata Atlântica foi reduzida por séculos de uso insustentável em pequenas ilhas florestais cercadas por desenvolvimento agrícola e urbano. Além de conter “bancos genéticos” de algumas das espécies mais raras do mundo, o que resta da Mata Atlântica é importante para a qualidade de vida de 70% da população humana brasileira que vive nessa região. Os demais fragmentos de Mata Atlântica também são vitais para a proteção das bacias hidrográficas, para a prevenção da erosão e do assoreamento do solo e para manter os microclimas e outras condições ambientais necessárias à própria existência das cidades e áreas rurais mais povoadas do Brasil. No Pontal do Paranapanema, os maiores remanescentes de Mata Atlântica foram progressivamente invadidos entre 1960 e 1990 por fazendas de grande porte de pecuária e cana-de-açúcar. Em meados da década de 1990, com a pressão pela redistribuição de terras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), essas terras foram expropriadas para assentamentos de reforma agrária pública, aumentando a densidade da ocupação humana. Assim, engajar essa população moradora dessa área tão importante para uma produção mais sustentável, é cada vez mais importante.

Começa hoje, dia 10 de setembro, a campanha para o Fundo de Bolsas da ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, do IPÊ. A proposta é arrecadar recursos para possibilitar a novos alunos interessados em capacitação e formação em conservação e sustentabilidade a chance de estudar em uma das escolas referência no tema.

 

A ESCAS já formou e capacitou mais de 6,4 mil pessoas em mais de 20 anos, mais de 300 delas com bolsas integrais e parciais. A escola é uma das mais reconhecidas no setor, oferecendo cursos de curta duração, MBA em Gestão de Negócios Socioambientais e um Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, com nota 4 na Capes.

 

Para apoiar, acesse o GlobalGiving e veja todas as oportunidades de doação.

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 O IPÊ, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), realizou a 2a Oficina para construção do Protocolo de Monitoramento do Pirarucu em Unidades de Conservação (UCs). A iniciativa faz parte do projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade, realizado em 17 UCs da Amazônia, alcançando quase 12 milhões de hectares. No projeto, a comunidade é o principal agente de transformação dessas áreas protegidas: por meio da troca de conhecimento com pesquisadores, gestores e instituições, elas se transformam em monitoras da biodiversidade local, contribuindo efetivamente para a sua conservação. Para isso, além de formações, participam da criação dos protocolos de manejo.

Manuel Cunha, gestor da Reserva Extrativista Médio Juruá, uma das UCs participantes da oficina, destaca a importância desse processo. “Precisamos nos ligar em outras coisas, para aprendermos mais, se unir para levantarmos dados, pois será importante para o manejo e garantia da sustentabilidade dos recursos”, diz.

Nesta oficina, realizada de 3 a 5 de setembro, em Manaus (AM), foram discutidas e identificadas quais questões e características da conservação e comercialização do pirarucu serão monitoradas nas Reservas Extrativistas (Resex) Médio Juruá, Baixo Juruá, Auati-Paraná e rio Unini, além da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá. O protocolo ajuda a identificar de maneira eficaz o estado de conservação da espécie, considerando-se manejo, comercialização, avaliação do estado de conservação do estoque (metodologia de contagem) e conjunto de variáveis mínimas a serem monitoradas.

Toda a prática de criação e definição dos protocolos vem conectada à participação social, bastante relevante, no processo. “Importante ter a participação de quem conhece o manejo na prática. Nem sempre conseguimos trazer todos, mas sempre buscamos, para assim trabalhar de forma conjunta e participativa de fato”, comenta Cristina Tófoli, coordenadora do projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade.

Dione Torquato, presidente do CNS (Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais) destaca esse papel relevante do processo de construção do protocolo. “Parabéns à equipe técnica pela sensibilização de discutir com as comunidades e com os atores locais, por levar em consideração a construção através de um processo participativo para uma gestão de forma participativa, estabelecendo uma comunicação para melhorar a participação", afirma.

Os próximos passos do projeto serão definir a redação do protocolo, revisá-lo por meio de uma oficina participativa e validá-lo para apresentação nas UCs.

Além de IPÊ e ICMBio, participaram dessa 2° Oficina: Fundação Vitória Amazônica – FVA, Ibama, Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá – IDSM, OTCA, Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Amazonas – SEMA, CNS, WCS, Virgínia Tech University, Universidade Federal do Amazonas – UFAM e Acordo de Pesca da ilha da Paciência.

A atividade faz parte do Subprograma Aquático-Continental do Programa Monitora do ICMBio, que conta com a parceria do IPÊ e apoio da Fundação Moore, USAID e Arpa.

 

 

O mês de setembro começou com um grande encontro pela conservação dos quelônios aquáticos da Amazônia, com a terceira edição do “Curso de Capacitação Monitoramento Participativo de Quelônios Aquáticos do Mosaico do Baixo Rio Negro”, no Amazonas. Cerca de 30 comunitários de quatro Unidades de Conservação do Mosaico (Resex do Rio Unini, Parna Jaú, Parque Estadual Rio Negro Setor Norte, RDS Rio Negro e RDS Puranga Conquista), além dos gestores e pesquisadores, participaram das palestras, conversas e discussões.

A atividade faz parte das ações do Programa de Conservação de Quelônios do Mosaico do Baixo Rio Negro integrado ao Projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade, do IPÊ em parceria com o ICMBio.

Em dois dias, o curso formou mais multiplicadores do monitoramento participativo da biodiversidade. As aulas levaram contribuições e saberes para que o monitoramento aconteça simultaneamente ao manejo conservacionista, com o protagonismo das comunidades locais e o compartilhamento de informações técnicas e científicas que podem melhorar a gestão das áreas protegidas. 

A iniciativa foi realizada no núcleo Tumbiras em Novo Airão e promovida pelas comunidades locais e o coletivo de instituições (SEMA-AM, ICMBio, IPÊ, WCS – Brasil, FVA, Pé-de-Pincha/UFAM e SEMMA de Novo Airão/AM) engajadas no monitoramento participativo. O projeto MPB conta com o apoio da USAID, Moore e Arpa.