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O Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da ESCAS, escola do IPÊ, aumentou para 4 a sua nota na avaliação das pós-graduações da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior / Ministério da Educação. O programa está entre os 11 que subiram de nota neste quadriênio.

A avaliação da pós-graduação é um instrumento de monitoramento da qualidade dos programas, e leva em consideração aspectos como a qualidade do corpo docente, a produção intelectual dos alunos, a estrutura e a logística. No caso dos mestrados profissionais, considera-se também o impacto dos egressos na sociedade. O programa da ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade recebeu nota "muito bom" em quase todos os aspectos:

Parecer da comissão de área sobre o mérito do programa:


Quesitos de Avaliação                     Peso                  Avaliação

1 – Proposta do Programa                  0.0                    Muito Bom
2 – Corpo Docente                             20.0                    Muito Bom
3 – Corpo Discente e
Trabalho de Conclusão                      30.0                    Muito Bom
4 – Produção Intelectual                    30.0                    Bom
5 – Inserção Social                            20.0                    Muito Bom

De acordo com a CAPES, os programas recebem notas na seguinte escala: 1 e 2, tem canceladas as autorizações de funcionamento e o reconhecimento dos cursos de mestrado e/ou doutorado por ele oferecidos; 3 significa desempenho regular, atendendo ao padrão mínimo de qualidade; 4 é considerado um bom desempenho e 5 é a nota máxima para programas de mestrado profissional.

"Com esta nota iniciamos um novo patamar, e estamos habilitados a propor um doutorado. A avaliação mostra que estamos consolidados e conseguindo cumprir a missão transformadora de nossa escola, e que devemos seguir em nossa busca pela excelência e por uma educação comprometida com a conservação e a sustentabilidade", afirma Cristiana Martins, coordenadora do Mestrado Profissional na ESCAS.

 

As fotos capturadas por meio de câmeras escondidas na floresta muitas vezes rendem cenas interessantes como o aparecimento de um animal raro ou ainda nascimento de uma espécie nunca antes registrado, situações que dificilmente seriam capturadas com a presença de um ser humano na cena. Consideradas um grande avanço no monitoramento de mamíferos terrestres em ecossistemas ricos em biodiversidade, as armadilhas fotográficas (camera trap) surgiram para facilitar os estudos científicos em áreas florestais mais fechadas, ajudando pesquisadores na compreensão sobre o comportamento da fauna e no levantamento sobre a presença de espécies em determinadas áreas. Por essa razão, têm sido largamente utilizadas por vários projetos de pesquisa para conservação.

Inspirados na capacidade das câmeras em revelar dados importantes para a ciência, um grupo de pesquisadores decidiu organizar as informações resultantes de 170 pesquisas com mamíferos terrestres de médio a grande porte. O resultado: o maior inventário de mamíferos terrestres da Mata Atlântica com base em camera trap. O estudo foi publicado dia 31 de agosto por meio de um artigo na revista Ecology (Ecological Society of America), com a participação de 56 autores, entre eles, o pesquisador do IPÊ Fernando Lima, que liderou o levantamento.

"Esse estudo é um compilado dos esforços de pesquisa de dezenas de profissionais que se dedicam à conservação desses mamíferos na Mata Atlântica. Não fazia sentido informações tão ricas e de tanta qualidade ficarem espalhadas. Em conjunto, elas podem representar informações mais robustas, que darão suporte a estratégias de conservação de diversas espécies", afirma Fernando.

O trabalho é parte de uma grande iniciativa elaborada pelo Prof. Dr. Mauro Galetti (LABIC-Unesp) e Prof. Dr. Milton Ribeiro (LEEC-Unesp): o ATLANTIC-DATASETS. Esta iniciativa visa sistematizar e disponibilizar grandes bancos de dados sobre a biodiversidade na Floresta Atlântica para que possam ser utilizados pela comunidade acadêmica, políticas públicas e esforços conservacionistas.

Para o levantamento, foram utilizadas informações de armadilhas fotográficas espalhadas por 144 áreas, abrangendo seis tipos de vegetação de Mata Atlântica (Brasil e Argentina) e sobre a composição e riqueza das espécies. O conjunto de dados completo compreende 53.438 registros independentes de 83 espécies de mamíferos, e também inclui 10 espécies de marsupiais, 15 de roedores, 20 de carnívoros, 8 de ungulados e 6 de tatus. De acordo com o levantamento, apenas seis espécies ocorreram em mais de 50% das áreas: o cão doméstico (Canis familiar), o cachorro do mato (Cerdocyon thous), a irara (Eira barbara), o quati (Nasua nasua), o mão-pelada (Procyon cancrivorus) e o tatu-galinha (Dasypus novemcinctus). A informação contida neste conjunto de dados pode ser usada para entender padrões macroeconômicos de biodiversidade, comunidade e estrutura populacional, mas também para avaliar as consequências ecológicas da fragmentação, desfiguração e interações tróficas.

Assista aqui ao video sobre o projeto.

A presidente do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, Suzana Padua, é a mais nova vencedora do Visionaris - Prêmio UBS ao Empreendedor Social. A premiação foi criada para apoiar o trabalho de empreendedores sociais de destaque. O tema deste ano foi "Construindo alianças de impacto", identificando empreendedores sociais que tiveram sucesso na implementação de esforços de colaboração multissetoriais, maximizando o impacto de suas iniciativas.

Em sua nona edição, de 2017, o prêmio teve quatro mulheres finalistas, com trabalhos sociais e ambientais de destaque no Brasil. Além de Suzana, Claudia Werneck, da Escola de Gente - Comunicação em Inclusão, Ana Moser, do Instituto Esporte & Educação, e Priscila Fonseca, do Todos Pela Educação.

Ao todo, 63 projetos foram inscritos, inclusive o de Suzana, que contou a história de criação do IPÊ, sua dedicação ao trabalho de educação ambiental para a conservação da biodiversidade brasileira e ainda da criação da ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, para disseminar conhecimento sobre o tema em todo o Brasil. Como resultados, por meio do IPÊ, já foi alcançada a marca de 2,6 milhões de árvores plantadas na Mata Atlântica, 6 mil alunos capacitados na escola, espécies estão mais protegidas como o mico-leão-preto e a anta brasileira. Os trabalhos do Instituto alcançaram mais de 10 mil pessoas e beneficiaram 200 famílias em 2016. Tudo isso, conquistado por meio de uma equipe muito capacitada e parceiros de vários setores: empresariais, governamentais e da sociedade civil.

"Quero agradecer ao Claudio (Padua), à turma do IPÊ que está conosco desde o início. Agradeço também aos nossos conselheiros e parceiros. Cada um tem um papel muito importante na nossa instituição e é essa rede que a gente está formando que é tão importante. Quero agradecer à natureza brasileira por nos inspirar. A gente vive num país absolutamente mágico e precisa realmente valorizá-lo, senão corremos o risco de perder muita coisa", afirmou Suzana.

 

A ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade do IPÊ, realiza um workshop gratuito sobre o Software R para Biologia da Conservação. No curso, o professor Marcos Vital indica os caminhos mais simples para que o aluno possa dar os primeiros passos nas Análises Bioestatísticas usando o Software R. O workshop é gratuito e acontece de 21 de setembro a 1 de outubro. Para se inscrever, basta acessar o site: http://cursos.escas.org.br/workshop-r3

O workshop também lançará as bases para um curso mais completo sobre Dominar as Análises Bioestatísticas usando o Software R em apenas 10 semanas.

Sobre o professor:

Marcos Vital é coordenador do Laboratório de Ecologia Quantitativa, e professor Bioestatística, Biomatemática e Ecologia da UFAL. Ele realiza e orienta pesquisa em áreas como Ecologia, Evolução e Biologia da Conservação, quase sempre com um forte enfoque quantitativo. Produz material didático e ministra cursos sobre Bioestatística, Modelagem e áreas afins. 

 

Os Sistemas Agroflorestais (SAFs), vêm se tornando sistemas produtivos que potencializam a produção de forma sustentável equilibrando ganhos econômicos, sociais e ambientais. Há mais de 20 anos, o IPÊ vem trabalhando com esse sistema no Pontal do Paranapanema, junto a assentados rurais, em uma área de grande impacto para a proteção da Mata Atlântica e toda a sua biodiversidade. Os resultados desse processo e como ele vem sendo estruturado ao longo do tempo pelos pesquisadores do IPÊ fazem parte agora do livro "Sistemas Agroflorestais: Experiências e Reflexões", da Embrapa Ambiental.

A publicação pode ser acessada aqui. No capítulo "Perspectivas e desafios na ampliação de sistemas produtivos sustentáveis para a agricultura familiar no Pontal do Paranapanema", é possível conhecer algumas das metodologias aplicadas no desenvolvimento dos SAFs nessa região, a importância da agroecologia para a economia e bem estar social do agricultor familiar, bem como os desafios envolvidos na implementação deste processo. A autoria é de Haroldo Borges Gomes, Laury Cullen Jr., Aline dos Santos Souza, Nivaldo Ribeiro Campos e Williana Souza Leite Marin, especialistas do IPÊ em produção agroecológica combinada à conservação da biodiversidade.

O livro, lançado dia 12 de setembro, durante VI Congresso Latino-Americano de Agroecologia e X Congresso Brasileiro de Agroecologia, é uma coletânea de diversos trabalhos e experiências de 38 pesquisadores de várias instituições de pesquisa, universidades e ONGs que trabalham com a temática juntamente com agricultores.

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