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Convite-Encontro-Participativo

Nesta quinta-feira, 27 de março, acontecerá na Casa de Cultura de Joanópolis o I Encontro Participativo do Projeto Semeando Água. Durante o evento o IPÊvai apresentar o projeto para a população do município.

Espera-se a participação de cerca de 100 pessoas, entre representantes de Secretarias e Prefeitura, professores e alunos da rede pública, proprietários rurais e representantes do Comitê de Bacias do PCJ.

O evento contará também com a apresentação do Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. A iniciativa está prevista nas ações de Educação Ambiental do projeto, que planejará outros 11 eventos em municípios que o projeto atua.

Cristiana Saddy Martins, coordenadora do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da ESCAS esclarece a principal diferença entre os mestrados acadêmico e profissional.

"Existe uma diferença teórica, em conformidade com as diretrizes dos órgãos reguladores onde a explicação desta diferença se baseia, principalmente, no fato de que o mestre profissional não, necessariamente, será um pesquisador, como no mestrado acadêmico. O mestre profissional terá contato com a pesquisa no decorrer do curso e em seu dia-a-dia no mercado de trabalho também, porém, não será cobrado pela geração de dados.

Na prática, nós temos dois diferentes perfis de alunos em nosso curso: existe aquele que poderia fazer um mestrado acadêmico, pois é interessado na produção de pesquisas, e até pode trabalhar na geração de dados, mas ele vem para esse mestrado profissional porque vai lhe trazer uma visão mais ampliada ou porque houve alguma deficiência em sua graduação no que se refere às saídas de campo. Desta forma, é muito comum a procura, por este aluno, pelas atividades práticas; e também temos o perfil do profissional que vem se atualizar, vem 'beber da fonte' de pesquisa para aplicar em sua área atuante no mercado de trabalho."

A ESCAS está com as inscrições abertas para o mestrado profissional em Nazaré Paulista-SP até 20/06.
Venha estudar em uma das melhores escolas de sustentabilidade do Brasil.
Mais informações: http://www.ipe.org.br/mestrado/escas/

Ex-aluna do Metrado Profissional da ESCAS, Gabriela Rezende nos conta todo o processo criativo para produção do seu livro "Mico-Leão-Preto: A História de Sucesso da Conservação de uma espécie ameaçada." Bióloga e formada pelo mestrado profissional em "Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da ESCAS/IPÊ, Gabriela Rezende, acaba de escrever um livro sobre a história da conservação do mico-leão-preto.

Tal trabalho é o resultado de um desdobramento de seu produto final entregue para a conclusão do mestrado e aqui, você confere uma entrevista com a escritora e descobre o motivo da escolha pelo tema e outras curiosidades.

Houve influência da metodologia de imersão dos cursos ESCAS/IPÊ em seu trabalho?
Estar imersa no IPÊ durante 1 ano, acompanhando a rotina e a dinâmica dos pesquisadores, além de influenciar na qualidade do meu produto final, trouxe inúmeros benefícios à minha formação profissional, a partir das oportunidades que apareciam e da possibilidade de networking.

Você escolheu um tema (Conservação do Mico-Leão-Preto) que faz parte de um dos projetos pioneiros do IPÊ. Qual foi o motivo?
Ao longo do primeiro ano do mestrado, quando estávamos pensando a respeito do assunto para o produto final, eu dizia que gostaria de trabalhar com unidades de conservação. Mas em uma conversa, fui instruída a desenvolver um tema que já estivesse em minha gama de domínio, por vários motivos, dentre eles, o tempo que tínhamos para construção da tese. Sendo assim, isso me fez mudar de ideia e escolher trabalhar com conservação de espécies ameaçadas, pois era um assunto que já fazia parte da minha formação. Daí para decidir sobre o mico-leão-preto, foi mais um passo.

Então, no seu caso, a experiência e a teoria "andaram juntas"?
Com certeza vai de encontro! No mestrado, pude aliar, de fato, a prática de campo e a pesquisa e isso foi fundamental para o processo criativo do meu livro.

Como você acredita que seu livro pode contribuir com a sociedade, de uma forma geral?
Quanto à contribuição para com a sociedade, comecei a ver como a conservação de espécies pode seguir uma linha única, independente da espécie. E que a história da conservação do mico-leão-preto poderia servir de exemplo para outras pessoas que trabalham ou desejam trabalhar na mesma área.

Gabriela estará, hoje (19/03), às 20h, na Livraria da Vila, situada no bairro da Vila Madalena em São Paulo/SP para o lançamento do livro. Parte da renda com a venda do livro será destinada ao projeto do IPÊ pela conservação da espécie.

A publicação está à venda na Loja do IPÊ: www.lojadoipe.org.br
 

O IPÊ, em parceria com o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), trabalha pela implementação de um Programa de Monitoramento da Biodiversidade na Amazônia. A iniciativa tem como objetivo desenvolver um modelo que facilite o monitoramento inicialmente de seis Unidades de Conservação na Amazônia brasileira, dentre elas o Parque Nacional do Jaú e a RESEX do Rio Unini, ambos localizados no município de Novo Airão (AM). O projeto executado pelo IPÊ faz parte do Programa de Monitoramento in situ da Biodiversidade em Unidades de Conservação Federais, que também acontece nos biomas Mata Atlântica e Cerrado.

A principal motivação do programa na Amazônia é acompanhar o estado da biodiversidade das suas UC e envolver a comunidade local na gestão dessas áreas. Esse processo é fundamental para entender e moderar a extensão de mudanças que possam levar à sua perda e reduzir quaisquer impactos que sejam negativos. Com o monitoramento será possível criar estratégias que podem ajudar a reduzir as ameaças aos ecossistemas e à espécie humana.

Na Amazônia, a implantação do programa serão desenvolvidos de forma integrada, entre IPÊ, ICMBio, Gordon and Betty Moore Foundation e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ). As ações foram iniciadas em outubro de 2013, sempre considerando o princípio fundamental do projeto, que consiste no envolvimento legítimo das comunidades e instituições locais ligadas à gestão das UCs.

“A participação dos diferentes atores sociais que compõe o processo de gestão dessas UC é fundamental para um programa de monitoramento, uma vez que ele vai gerar respostas que irão subsidiar os diversos pactos de gestão desse território. A construção participativa fortalece os laços institucionais e tende a maior sucesso durante a fase de implementação. Na Amazônia não dá para imaginar estabelecer estratégicas de longo prazo, como é o monitoramento, sem envolver as comunidades locais”, afirma Fabiana Prado, coordenadora de projetos do IPÊ.

Em janeiro de 2014, foi realizada a primeira reunião de apresentação do projeto às comunidades do Parque Nacional do Jaú e, de 20 a 30 de março, o projeto será apresentado às comunidades da RESEX do Rio Unini. A partir desta etapa, o projeto segue com outras ações junto às instituições locais, comunidades e demais parceiros da iniciativa.

Biodiversidade e Unidades de Conservação

A biodiversidade tem papel central para a espécie humana. Animas, plantas e microrganismos fornecem alimentos, medicamentos e matérias-primas, e são a nossa conexão mais evidente com a natureza, e nos oferecem serviços importantes para a nossa sobrevivência e modo de vida.

Em meio à destruição de diferentes ecossistemas, o mundo reage e se organiza para conter o processo de perda de biodiversidade. O Brasil é protagonista nessa área e signatário de diversos acordos internacionais, como a Convenção sobre Biodiversidade Biológica da ONU. Além de possuir uma Política voltada para biodiversidade.

A implantação de Unidades de Conservação é uma das estratégias mais eficientes para a conservação da biodiversidade, porém a melhor gestão dessas áreas se faz cada vez mais importante, para garantir a eficácia da conservação da biodiversidade. Por esta razão, novos esforços de monitoramento e fiscalização devem ser promovidos e apoiados no âmbito de todos os biomas.