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A equipe do projeto Corredores da Mata Atlântica participa até o dia 01 de setembro do Congresso Internacional da Sociedade de Restauração Ecológica (SER 2017), em Foz do Iguaçu (PR). Dia 31 de agosto, o IPÊ promove no evento o Simpósio “Desenvolvimento Tecnológico para Valorização dos Serviços de Ecossistemas e Capital Natural em Projetos de Restauração” (“Technology Development for Valuing Ecosystem Services and Natural Capital in Restoration Projects”).

Serão discutidas as novas tecnologias para avaliar o capital natural do corredor ecológico plantado pelo IPÊ no Pontal do Paranapanema. O corredor é o maior de floresta restaurada na Mata Atlântica do Brasil. Durante 15 anos, 12 km de árvores nativas foram plantadas ligando duas das principais Unidades de Conservação na região Oeste do Estado de São Paulo: o Parque Estadual Morro do Diabo e a Estação Ecológica Mico Leão Preto.

O IPÊ vai apresentar a avaliação dos serviços ecossistêmicos proporcionados pelo corredor nas áreas plantadas em parceria com a CTG Brasil (antiga Duke Energy), onde estão sendo medidos seus benefícios para a biodiversidade, sequestro de carbono e qualidade do solo e da água. Usando as tecnologias do Lidar para estimar a biomassa, as armadilhas de câmeras e a análise da paisagem sonora para a biodiversidade, além dos sensores automatizados para a modelagem da qualidade da água, a equipe de pesquisa está desenvolvendo uma metodologia abrangente para estimar o capital natural das florestas. O objetivo é gerar um toolkit que pode ser aplicado em várias áreas e contextos para quantificar os benefícios de conservação da restauração.

No simpósio, serão abordados dois temas principais:

"Novas abordagens para monitorar os efeitos do reflorestamento da vegetação ripária na qualidade da água".

"Corredores para quem: soluções tecnológicas para o monitoramento da biodiversidade em iniciativas de reflorestamento".

http://ser2017.org/

 

(ENCERRADO)

Termo de Referência

Assistente de monitoramento da biodiversidade aquática continental, com ênfase em pesca.
Manaus, Amazonas, Brasil

Objetivo: Auxiliar o CEPAM e IPÊ na implementação dos protocolos de monitoramento de pesca em diferentes unidades de conservação

Perfil: Ter formação e/ou experiência na área de biologia, ecologia, engenharia de pesca ou áreas a fins, de preferência nível Mestrado. Desejável ter habilidade com planilhas eletrônicas e conhecimento básico de banco de dados. Ter experiência com recursos pesqueiros na Amazônia e apresentar habilidade para articulação com pescadores e comunidades tradicionais. Ter disponibilidade para viajar para as áreas a serem monitoradas e potencialmente trabalhar no final de semana quando for necessário para logística de trabalhos em campo.

Responsabilidades Principais

Participar da rotina do escritório em Manaus, apoiando o quadro técnico no planejamento, organização e mobilização comunitária para o monitoramento da pesca de subsistência. 

Apoio no diagnóstico da cadeia produtiva nos locais onde será aplicado o protocolo de pesca subsistência para definir o delineamento experimental do protocolo, definindo os níveis e estratégias de amostragem; 

Dar suporte nos eventos organizados pelo CEPAM/IPÊ, inclusive fazendo contato com os participantes, enviando convites, organizando os processos de solicitação de passagens e diárias, assim como organizando as prestações de contas de viagens.

Realizar a capacitação de famílias de pescadores para o monitoramento da captura de pescado. 

Realizar atividades de campo relacionadas ao monitoramento do protocolo de pesca na Rebio Abufari, Resex Baixo Juruá, Rebio Trombetas e RDS Itatupã-Baquiá.

Apoiar na mobilização dos pescadores no monitoramento de desembarque do tucunaré em Balbina/Rebio Uatumã.

Dar suporte para ações relacionadas aos acordos de pesca nas áreas apoiadas pelo Ipê na região amazônica.

Consolidar protocolo para pesca experimental, definindo as metodologias especificas das áreas a serem monitoradas.

Apoiar na digitação de informações e atualização dos bancos de dados do CEPAM/IPÊ. 

Apoiar equipe do CEPAM e IPÊ em outras demandas eventuais que surgirem relacionadas biodiversidade aquática em áreas protegidas.


Enviar currículo para Hercules Quelu: [email protected]

Perfil: Ter formação e/ou experiência na área de biologia, ecologia, engenharia de pesca ou áreas a fins, de preferência nível Mestrado. Desejável ter habilidade com planilhas eletrônicas e conhecimento básico de banco de dados. Ter experiência com recursos pesqueiros na Amazônia e apresentar habilidade para articulação com pescadores e comunidades tradicionais. Ter disponibilidade para viajar para as áreas a serem monitoradas e potencialmente trabalhar no final de semana quando for necessário para logística de trabalhos em campo.

 

Responsabilidades Principais

·         Participar da rotina do escritório em Manaus, apoiando o quadro técnico no planejamento, organização e mobilização comunitária para o monitoramento da pesca de subsistência.

·         Apoio no diagnóstico da cadeia produtiva nos locais onde será aplicado o protocolo de pesca subsistência para definir o delineamento experimental do protocolo, definindo os níveis e estratégias de amostragem;

·         Dar suporte nos eventos organizados pelo CEPAM/Ipê, inclusive fazendo contato com os participantes, enviando convites, organizando os processos de solicitação de passagens e diárias, assim como organizando as prestações de contas de viagens.

·         Realizar a capacitação de famílias de pescadores para o monitoramento da captura de pescado.

·         Realizar atividades de campo relacionadas ao monitoramento do protocolo de pesca na Rebio Abufari, Resex Baixo Juruá, Rebio Trombetas e RDS Itatupã-Baquiá.

·         Apoiar na mobilização dos pescadores no monitoramento de desembarque do tucunaré em Balbina/Rebio Uatumã.

·         Dar suporte para ações relacionadas aos acordos de pesca nas áreas apoiadas pelo Ipê na região amazônica.

·         Consolidar protocolo para pesca experimental, definindo as metodologias especificas das áreas a serem monitoradas.

·         Apoiar na digitação de informações e atualização dos bancos de dados do CEPAM/Ipê.

·         Apoiar equipe do CEPAM e IPÊ em outras demandas eventuais que surgirem relacionadas biodiversidade aquática em áreas protegidas.

Produção e conservação da água do Sistema Cantareira, pecuária neutra e certificação de orgânicos foram os três temas abordados durante o evento  "Conservação da Biodiversidade: um ótimo negócio", promovido pelo IPÊ e pela ESCAS durante a Virada Sustentável São Paulo 2017.  Realizado na biblioteca da Unibes Cutural, em São Paulo, o evento reuniu mais de 50 pessoas, que acompanharam as palestras e participaram de um debate sobre o tema, mediado por Cristiana Martins, coordenadora do Mestrado Profissional da ESCAS.

AleUezu Virada SustentavelPesquisador do IPÊ e professor da ESCAS, Alexandre Uezu (foto), trouxe dados relevantes sobre o Sistema Cantareira e sobre como uma produção mais sustentável pode ser tão vantajosa aos serviços ecossistêmicos quanto aos ganhos econômicos dos produtores de gado na região que influencia o sistema. A falta de floresta em Áreas de Preservação Permanente, que colaboraria para a segurança hídrica do sistema que abastece milhões de pessoas na cidade de São Paulo, é um dos graves problemas hoje. Faltam 35 milhões de árvores no Sistema Cantareira, segundo o pesquisador. Outra questão relevante na região é a produção de gado e o empobrecimento do solo, que pioram a capacidade de retenção de água e elevam os riscos para detrimento das represas que fazem parte do sistema de abastecimento. Os dados vêm de pesquisas do IPÊ e de projetos realizados em oito cidades que influenciam a produção de água na região: Mairiporã, Nazaré Paulista, Joanopólis, Piracaia, Vargem e Itapeva (São Paulo) e Extrema e Camanducaia (Minas Gerais). 

"Nossos projetos pilotos mostraram que é possível aliar a produção de gado com a conservação dos serviços ecossistêmicos. Em um sistema de rotação de pastagem, por exemplo, podemos manter a qualidade do solo e fazer com que o sistema de reabastecimento de nascentes e rios funcione. Isso tem melhorado, inclusive, a saúde dos animais que passam a comer capim de melhor qualidade e, consequentemente, os próprios ganhos econômicos do produtor", afirma Alexandre.

A qualidade do solo na criação de gado também foi tema da segunda palestra do evento, que falou das possibilidades de se ter uma pecuária mais sustentável e de menor impacto climático. "Muito se fala do boi como um dos maiores emissores de carbono no Brasil. Mas o problema não é o gado e sim o sistema em que ele está inserido. 70% das produções de gado no Brasil não têm um pasto de boa qualidade, o que faria uma grande diferença. É muito possível você ter uma produção saudável e de menor impacto no ambiente quando o pasto é melhor manejado e quando se cumpre a lei com relação às áreas de reserva e APPs", afirma Leonardo Resende.

Além de destacar o papel ecológico que as fazendas criadoras de animais têm para o equilíbrio ambiental, Leonardo chamou atenção também sobre como o consumo consciente pode fazer a diferença quando se trata de emissão de carbono. "Sabemos do impacto do gado no clima, mas as pessoas também devem olhar para todas as emissões que estão envolvidas no seu dia a dia e na quantidade de recursos naturais que são utilizados para produzir determinados artigos. Quando você se alimenta de carne, existe uma pegada ecológica grande, mas quando você compra um celular e uma calça jeans, isso também acontece. Não existe um único vilão na história das mudanças climáticas", afirmou.

Seguindo a linha do consumo consciente, a terceira palestra falou sobre como as certificações de produtos orgânicos são realizadas, esclarecendo um pouco mais o público no momento da escolha de seus produtos. A agrônoma e Mestre em Conservação e Sustentabilidade, Débora Otta, falou como tais certificações impactam os agricultores familiares e produtores de orgânicos do cinturão verde de São Paulo. Durante o debate, Debora também alertou sobre a necessidade de colocar a pauta de orgânicos cada vez mais em evidência. "O Brasil detém o título de país que mais consome agrotóxicos no mundo. Quanto mais falarmos do assunto, mais iremos despertar o interesse de as pessoas buscarem por produtos mais alternativos como os orgânicos. Sabemos que as certificações, por exemplo, são uma das razões que podem fazer o produto ficar mais caro (uma das reclamações dos consumidores), mas existem muitas alternativas e só vamos conseguir pressionar por melhorias no setor - inclusive por incentivos que reduzam os preços - se a demanda pelos orgânicos for maior e só podemos fazer isso consumindo", comentou.

O evento contou com apoio da equipe da Virada Sustentável SP e da Unibes Cultural.

 

 

 

No dia 16 de agosto, o IPÊ lançou a nova coleção do projeto "Costurando o Futuro" na sua sede, em Nazaré Paulista. Chamada de "Olhares" é mais uma vez inspirada na beleza da Mata Atlântica, e traz a percepção das bordadeiras do projeto sobre a natureza que as cerca e sobre os projetos do IPÊ na região.

Com traços delicados e bordados exclusivos, bichos e plantas tomam forma em produtos para crianças e adultos. As peças foram criadas pela designer de moda Simone Nunes, responsável pela criação em grandes marcas como a Iódice. As criações foram desenvolvidas durante oficinas com a participação das mulheres. Dividida em mini coleções, quem compra o produto consegue conhecer o trabalho de reflorestamento do Instituto e as espécies da fauna e flora do bioma.

"Estamos muito felizes de ver nossos produtos expostos assim e a nova coleção está muito bonita. Mal acreditamos que fomos nós que fizemos. Tem desenhos nossos aqui!", conta Neusa Alcântara Gonçalves de Assis, uma das bordadeiras do projeto.

 

A nova coleção teve apoio do Instituto C&A. Os produtos podem ser encontrados na Loja do IPÊ

 

 

Voluntários do Instituto C&A dão dicas sobre varejo

 

No dia do lançamento da coleção, o IPÊ recebeu em sua sede 50 funcionários da empresa C&A. Todos são voluntários do Instituto C&A, que organiza as atividades dos funcionários em diversas ONGs do Brasil. Na visita, os voluntários (foto) conheceram um pouco mais sobre o projeto do IPÊ "Costurando o Futuro", financiado pelo Instituto e tiveram um momento de celebração, plantando árvores na beira do reservatório Atibainha.

O dia também foi reservado para troca de experiências entre as bordadeiras do projeto, a designer Simone Nunes e os profissionais de várias áreas da C&A. Todos participaram de uma oficina de bordados com as mulheres e, em seguida, realizaram rodadas de conversa com as mulheres e a equipe da Unidade de Negócios do IPÊ, sobre dicas sobre exposição de produtos, e-commerce, precificação e vendas a partir das redes sociais.

 

 

 

 

As florestas tropicais contêm mais de metade de todas as espécies de plantas e animais do mundo. Porém, são as que mais perdem biodiversidade, devido à redução de habitat e degradação florestal. Para tornar o cenário ainda pior, muitas das espécies de plantas e animais tropicais mais ameaçadas estão restritas a somente cerca de 20 locais em áreas tropicais, que já perderam mais de 70% do habitat original.

Uma das metodologias para conter a extinção de espécies é a regeneração florestal, conectando grandes fragmentos florestais, utilizada ao longo de mais de uma década pelo IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, na Mata Atlântica, uma das mais ameaçadas florestas tropicais no mundo. Recentemente, o método foi avaliado como altamente eficaz para as aves, de acordo com um estudo liderado pela Universidade de Utah e publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (EUA). A pesquisa, realizada na Mata Atlântica central do estado do Rio de Janeiro e do Pontal do Paranapanema/SP e também nas Montanhas do Arco Oriental da Tanzânia, mostra que a regeneração florestal direcionada entre os maiores fragmentos mais próximos pode reduzir significativamente as taxas de extinção das espécies de aves.

"Estes são dois dos hotspots de biodiversidade tropical mais fragmentados no mundo, por isso eles fornecem exemplos vitais do que pode ser conseguido para evitar extinções em todo o mundo", afirma o autor principal do artigo, William Newmark.

Todos os fragmentos perdem espécies, eventualmente. Mas o objetivo da conservação é adiar as extinções que poderiam acontecer em alguns anos ou décadas. Assim, os pesquisadores estimam que, se as florestas entre fragmentos maiores e mais próximos em 11 locais dos hotspots forem regeneradas - cerca de 8.100 hectares na Tanzânia e 6.500 hectares na Mata Atlântica - isso reconectaria aproximadamente 77% de todas as florestas restantes no arco Oriental (Tanzânia), 23% no centro do Rio de Janeiro (RJ/Brasil) e 33% no Pontal do Paranapanema (SP/Brasil), aumentando o tempo de vida das aves em até 56 vezes nessas áreas.

Clinton Jenkins, pesquisador do IPÊ e co-autor do estudo, alerta para a necessidade de rapidez em se promover a conectividade entre grandes fragmentos. "Existe uma urgência na regeneração de floresta entre fragmentos florestais o mais rápido possível para obter o máximo benefício. As primeiras extinções podem ocorrer em apenas sete anos, em média, a partir do desmatamento de uma área como a Mata Atlântica", diz.

Os pesquisadores estimam que o custo para se fazer a reconexão florestal (com corredores de biodiversidade - que ligam um grande fragmento a outro) seja de até 49 milhões de dólares para a Mata Atlântica no centro do Rio de Janeiro e no Pontal do Paranapanema, e de até 21 milhões de dólares nas Montanhas do Arco Oriental da Tanzânia. "Isso poderia fornecer um dos maiores retornos do investimento para a conservação da biodiversidade em todo o mundo", observa Stuart Pimm, participante da pesquisa e professor da Duke University.

Acesse o artigo.