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O IPÊ realiza até dia 24 de junho uma campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) com objetivo de arrecadar R$ 28 mil para atender 700 alunos de escolas públicas de Nazaré Paulista (SP) com ações de Educação Ambiental por meio do projeto “Nascentes Verdes, Rios Vivos”.

Ao “adotar” um aluno por uma doação única de R$ 40,00, você garante a participação desse estudante ao longo de 2014 em todas as atividades educativas do projeto, colaborando com a continuidade dos nossos trabalhos e para a formação de cidadãos mais preocupados com o meio ambiente e com a água.

Contribua AQUI: http://www.ecodobem.com.br/nascentesverdesriosvivos

Saiba mais sobre o projeto 

Desde 2009, o projeto “Nascentes Verdes, Rios Vivos” realiza um trabalho que tem por objetivo proteger a água na região de Nazaré Paulista - área estratégica para os recursos hídricos que abastecem o Sistema Cantareira, fornecedor de água para mais de 10 milhões de pessoas. O projeto atua em dois componentes: Restauração de matas ciliares ao redor de nascentes, rios e represas para contribuir com a produção de água; e Educação

Ambiental para estudantes e professores, contribuindo para formar futuras gerações mais sensibilizadas à conservação da Mata Atlântica e, consequentemente, da água.

Alunos de 5ª a 7ª série de escolas públicas passam por atividades práticas, experimentando trabalhos de campo, conhecendo o viveiro de mudas, plantando árvores nativas, fazendo trilhas e monitorando o crescimento das florestas restauradas. Tudo isso, reforçando os conceitos aprendidos em sala de aula nas diversas disciplinas como matemática, português, geografia, artes e até educação física. Para isso, o IPÊ ajuda a inserir o tema ambiental no calendário escolar, com apoio dos professores e diretores, que passam por palestras e cursos.

Em 2013, o projeto conseguiu beneficiar 520 alunos e 50 professores, com palestras, cursos e atividades práticas. Com o trabalho do Instituto, já foi possível também restaurar 150 hectares de floresta na região, o equivalente a 150 campos de futebol.

DSCN0226Esta semana a equipe de Educação Ambiental do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas realiza palestras para professores da rede pública de ensino, no município de Vargem (SP).

As palestras acontecem na Escola Municipal Sargento José Monteiro para professores que participam das reuniões de planejamento. A ideia é apresentar para esse público o projeto “Semeando Água”, que é patrocinado pela Petrobras.
Durante as reuniões a educadora ambiental Andréa Pupo explica os principais objetivos do projeto na região e mostra as primeiras ações realizadas nas cidades, como a parceria com o proprietário rural José Bragion, em Joanópolis, que converteu o seu pasto convencional para o sistema rotacionado. “É importante participarmos e apresentarmos os projetos nessas reuniões de planejamento, já que esse é o momento em que os professores estão pensando em suas ações para o ano. Assim, podemos contribuir para a inserção da temática Meio Ambiente e Educação Ambiental em seus planos de aulas e disciplinas”, explica Andrea.

O próximo evento na cidade será no dia 22 de maio às 16h na Câmara Municipal de Vargem. A proposta é apresentar o projeto para a comunidade em geral.

Entre os dias 6 e 9 de maio, o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas estará com técnicos do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em comunidades da área do assentamento do Incra, PDS Cuieiras/Anavilhanas, para fazer o cadastro de agricultores e emissão de Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs) e para a Carteira do Produtor.

As DAPs são utilizadas como instrumento de identificação do agricultor familiar para acessar políticas públicas. Já a Carteira do Produtor é um benefício do Governo do Estado do Amazonas para produtores rurais. O Incra também vai cadastrar as esposas de assentados que não estão cadastradas na relação de beneficiários do assentamento para que elas possam receber o “Bolsa Verde”, programa do Governo Federal. Além disso, haverá reuniões em cada comunidade para esclarecer questões sobre o assentamento, DAP e outras referentes à agricultura familiar.

A emissão dos documentos e articulação com instituições vinculadas à assistência técnica, produção e comercialização na área rural faz parte de uma das estratégias para fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis na margem esquerda do Baixo Rio Negro. Apoiar as comunidades nesse desafio é um dos objetivos do projeto Eco-Polos Amazônia XXI, do IPÊ. Com os documentos, deve haver mais facilidade no acesso às políticas públicas voltadas à agricultura familiar e comercialização dos produtos da agrobiodiversidade da Amazônia, apoiando geração de renda nessas localidades e valorizando ainda mais os produtos da região.

“A ideia é que todas as comunidades sejam beneficiadas. Mesmo aquelas que não estão no cronograma de visitas podem se deslocar a comunidade mais próxima para participar”, explica Mariana Semeghini, coordenadora de projetos do IPÊ.

Por Suzana Padua

Ainda somos perguntados por que trabalhamos para salvar animais ameaçados de extinção com tanta gente passando fome. A escolha de se dedicar com a proteção da natureza é digna de crítica por pesquisadores da área social, que insistem em priorizar a humanidade em face à natureza, como se não fôssemos parte do mundo natural, e como se a sociedade não dependesse do equilíbrio ambiental. É verdade que a espécie humana parece ter se esquecido de sua essência natural e que se colocou como superior às demais, sentindo-se no direito de usar e abusar dos recursos. Hoje, a decisão de quem vai ou não sobreviver ao longo do tempo está nas mãos de uma só espécie: a nossa.

O contrário é igualmente comum. Cientistas da natureza dificilmente aceitam que se lide com a sociedade. Conservação precisa ser 'pura', ou seja, deve se ater às espécies encontradas nos ecossistemas naturais. E muitos creem que o ser humano atrapalha e estraga e, por isso, deve ficar longe das áreas naturais. A questão é como tornar a natureza preciosa, que vale a pena ser protegida?

A meu ver, a beleza está na inclusão e não na exclusão das escolhas, que sempre acabam prejudicando parte do que é vivo. Nem se ater às questões meramente sociais e nem às preservacionistas. Somos natureza e precisamos redescobrir o amor pela nossa essência e, assim, reaprendermos a respeitar e nos assombrar com a beleza dos sistemas que ajudam a provocar tanta complexidade e detalhes que fazem a vida possível.

A postura de superioridade do ser humano frente a outras espécies está ligada à interpretações errôneas. A ideia de que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus deveria ser utilizada para elevarmos nossa responsabilidade e "maravilhamento" de tudo o que existe nesse planeta e no cosmos, de modo a nos sentirmos parte dessa teia da qual somos integrantes.

Pensadores como Bacon e Descartes levaram a premissa de termos o direito de utilizar a natureza ao nosso bel prazer ao extremo. Mas, de lá para cá, o que fizemos foi colocar as ideias deles e de muitos outros que seguiram essa linha de pensamento em prática, levando o planeta a evidentes formas de insustentabilidade. Há séculos que usamos a natureza de maneira impensada, e resistimos bastante à ideia incômoda, mas imprescindível, de que somos responsáveis pelas perdas que estamos vivenciando. Se nos deparamos com falta de água é por que desmatamos e tratamos indevidamente as nascentes e os mananciais. Se estamos vivendo uma época de doenças, fomos nós que envenenamos os alimentos com produtos tóxicos e nocivos à saúde. Se os recursos estão acabando, por termos os utilizado de modo irresponsável. O fato é que o planeta é finito e o tratamos como infinito.

Leia mais em: http://www.oeco.org.br/suzana-padua/28251-um-mundo-proativo-precisa-acreditar-que-e-possivel-melhorar

Projeto “Semeando Água”, do IPÊ, leva informação a proprietários rurais da região que abrange o Sistema Cantareira

DSCN0077Durante os dias 22, 23 e 24 de abril, o IPÊ realizou o II Curso de Manejo de Pastagem Ecológica nos municípios de Piracaia (SP) e Joanópolis (SP), com o objetivo de ensinar produtores rurais, representantes de prefeituras, sindicatos rurais e Casas de Agricultura (CATI) a converterem a pastagem convencional para o pastoreio rotacional.

A capacitação está prevista no projeto “Semeando Água”, que é patrocinado pela Petrobras e vem desenvolvendo ações para a conservação de recursos hídricos em municípios que abrangem o Sistema Cantareira, por meio de manejo de pasto, restauração e educação ambiental.

A capacitação foi ministrada pelo professor e engenheiro agrônomo, Jurandir Melado, que apresentou aos participantes as vantagens e benefícios do Sistema de Pastagem Ecológica: diminuição de uso de pesticidas; ganho na produção animal, uma vez que o gado gastará menos energia pastoreando em áreas menores e ainda consumirá a melhor parte das forrageiras; conservação da água, por meio da recuperação do solo que passará por períodos de descansos. Segundo o professor, a implantação do sistema tem baixo custo para o produtor e permite o equilíbrio entre animal, solo e pasto.

Nos dois primeiros dias, o curso aconteceu na Fazenda Cravorana, propriedade parceira do projeto onde estão sendo implantados cerca de cinco hectares do manejo ecológico de pastagem. “Uma grande preocupação para nós é a sustentabilidade da fazenda, estamos trabalhando para isso, aprimorando técnicas, preservando as APPs - Áreas de Proteção Permanente e futuramente construiremos um viveiro de mudas. O ‘Semeando Água’ veio de encontro a essa nossa vontade, e como já conhecíamos o IPÊ aceitamos o convite de participar do projeto. Estamos animados para ver os primeiros resultados do manejo, inclusive para replicá-lo em minha outra fazenda em Goiás”, comenta João Roberto de Arruda Sampaio, proprietário parceiro do município de Piracaia.

No último dia de curso, o grupo conheceu o Sítio dos Compadres, propriedade no município de Joanópolis (SP), onde ocorreu o I Curso de Manejo de Pastagem Ecológico e local onde o sistema foi implantado. Lá, o proprietário rural introduziu 11 cabeças de gado que permanecem três dias em cada piquete, enquanto os outros 15 descansam o solo. “Senti diferença em meu pasto e no solo que parece estar armazenando mais água agora”, comenta José Bragion.

Para o professor, que também ministrou o primeiro curso em outubro de 2013, é notável a diferença na paisagem. “Mesmo com a falta de chuva já podemos observar a melhora no solo, apenas por ele estar descansando. A tendências é melhorar ainda mais com o manejo do gado”, afirma Jurandir Melado.
Os próximos passos do projeto é implantar outras quatro unidades demonstrativas do sistema de pastagem ecológico.