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 Pelo segundo ano consecutivo, o IPÊ participa da Festa de Flores e Morango de Atibaia. Nos dias de evento, até 24 de setembro, o Instituto realiza atividades de educação ambiental para os visitantes, levando informações sobre a biodiversidade da Mata Atlântica local. No espaço de educação ambiental do IPÊ, é possível conhecer mais sobre árvores nativas, o processo de produção de mudas e ter informações sobre os projetos de conservação do Instituto.

Além das atividades, o IPÊ tem um estande na festa, com produtos de comunidades moradoras de áreas florestais e que participam dos projetos socioambientais do Instituto. Ali é possível, por exemplo, ver produtos do projeto Costurando o Futuro, de mulheres de Nazaré Paulista (SP). A venda de camisetas e acessórios ajuda na geração de renda familiar local e também incentiva o conhecimento das pessoas sobre a fauna e flora da Mata Atlântica, com bordados sobre animais e plantas.

O IPÊ também é parceiro da festa no XII Concurso de Desenhos. O concurso foi realizado com alunos de escolas municipais, algumas estaduais e particulares. Este ano, inspirado pelo workshop sobre biodiversidade, realizado pela equipe do Instituto para os professores da cidade, o tema foi "Nossos amigos da floresta", buscando despertar a curiosidade e valorização da biodiversidade local pelos estudantes. O concurso é uma realização da Associação Hortolândia de Atibaia e do IPÊ, com apoio da Prefeitura da Estância de Atibaia. Os patrocinadores são Sicredi, Global e Legatto Comunicação.

 

 

O IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas recebeu o prêmio de Excelência em Restauração Florestal, da Sociedade Internacional de Restauração Ecológica (SER). A premiação aconteceu no dia 31 de agosto, em Foz do Iguaçu, durante Conferência Internacional realizada pela SER e reconheceu o trabalho de longo prazo em conservação da biodiversidade promovido pelo Instituto em 25 anos.

O prêmio foi recebido pelo pesquisador Laury Cullen Jr., que coordena o projeto responsável pelo maior corredor florestal plantado no bioma no Brasil: são 12km de floresta e mais de 2,3 milhões de árvores que conectam as Unidades de Conservação Parque Estadual Morro do Diabo e Estação Ecológica Mico-Leão-Preto. O corredor é uma das estratégias para proteção do mico-leão-preto e outras espécies ameaçadas e hoje passa por uma avaliação dos serviços ecossistêmicos, seus benefícios para a biodiversidade, sequestro de carbono e qualidade do solo e da água. A avaliação é feita em parceria com a CTG Brasil, e tem como objetivo gerar um toolkit que pode ser aplicado em várias áreas e contextos para quantificar os benefícios de conservação da restauração.

 

 

A equipe do projeto Corredores da Mata Atlântica participa até o dia 01 de setembro do Congresso Internacional da Sociedade de Restauração Ecológica (SER 2017), em Foz do Iguaçu (PR). Dia 31 de agosto, o IPÊ promove no evento o Simpósio “Desenvolvimento Tecnológico para Valorização dos Serviços de Ecossistemas e Capital Natural em Projetos de Restauração” (“Technology Development for Valuing Ecosystem Services and Natural Capital in Restoration Projects”).

Serão discutidas as novas tecnologias para avaliar o capital natural do corredor ecológico plantado pelo IPÊ no Pontal do Paranapanema. O corredor é o maior de floresta restaurada na Mata Atlântica do Brasil. Durante 15 anos, 12 km de árvores nativas foram plantadas ligando duas das principais Unidades de Conservação na região Oeste do Estado de São Paulo: o Parque Estadual Morro do Diabo e a Estação Ecológica Mico Leão Preto.

O IPÊ vai apresentar a avaliação dos serviços ecossistêmicos proporcionados pelo corredor nas áreas plantadas em parceria com a CTG Brasil (antiga Duke Energy), onde estão sendo medidos seus benefícios para a biodiversidade, sequestro de carbono e qualidade do solo e da água. Usando as tecnologias do Lidar para estimar a biomassa, as armadilhas de câmeras e a análise da paisagem sonora para a biodiversidade, além dos sensores automatizados para a modelagem da qualidade da água, a equipe de pesquisa está desenvolvendo uma metodologia abrangente para estimar o capital natural das florestas. O objetivo é gerar um toolkit que pode ser aplicado em várias áreas e contextos para quantificar os benefícios de conservação da restauração.

No simpósio, serão abordados dois temas principais:

"Novas abordagens para monitorar os efeitos do reflorestamento da vegetação ripária na qualidade da água".

"Corredores para quem: soluções tecnológicas para o monitoramento da biodiversidade em iniciativas de reflorestamento".

http://ser2017.org/

 

(ENCERRADO)

Termo de Referência

Assistente de monitoramento da biodiversidade aquática continental, com ênfase em pesca.
Manaus, Amazonas, Brasil

Objetivo: Auxiliar o CEPAM e IPÊ na implementação dos protocolos de monitoramento de pesca em diferentes unidades de conservação

Perfil: Ter formação e/ou experiência na área de biologia, ecologia, engenharia de pesca ou áreas a fins, de preferência nível Mestrado. Desejável ter habilidade com planilhas eletrônicas e conhecimento básico de banco de dados. Ter experiência com recursos pesqueiros na Amazônia e apresentar habilidade para articulação com pescadores e comunidades tradicionais. Ter disponibilidade para viajar para as áreas a serem monitoradas e potencialmente trabalhar no final de semana quando for necessário para logística de trabalhos em campo.

Responsabilidades Principais

Participar da rotina do escritório em Manaus, apoiando o quadro técnico no planejamento, organização e mobilização comunitária para o monitoramento da pesca de subsistência. 

Apoio no diagnóstico da cadeia produtiva nos locais onde será aplicado o protocolo de pesca subsistência para definir o delineamento experimental do protocolo, definindo os níveis e estratégias de amostragem; 

Dar suporte nos eventos organizados pelo CEPAM/IPÊ, inclusive fazendo contato com os participantes, enviando convites, organizando os processos de solicitação de passagens e diárias, assim como organizando as prestações de contas de viagens.

Realizar a capacitação de famílias de pescadores para o monitoramento da captura de pescado. 

Realizar atividades de campo relacionadas ao monitoramento do protocolo de pesca na Rebio Abufari, Resex Baixo Juruá, Rebio Trombetas e RDS Itatupã-Baquiá.

Apoiar na mobilização dos pescadores no monitoramento de desembarque do tucunaré em Balbina/Rebio Uatumã.

Dar suporte para ações relacionadas aos acordos de pesca nas áreas apoiadas pelo Ipê na região amazônica.

Consolidar protocolo para pesca experimental, definindo as metodologias especificas das áreas a serem monitoradas.

Apoiar na digitação de informações e atualização dos bancos de dados do CEPAM/IPÊ. 

Apoiar equipe do CEPAM e IPÊ em outras demandas eventuais que surgirem relacionadas biodiversidade aquática em áreas protegidas.


Enviar currículo para Hercules Quelu: [email protected]

Perfil: Ter formação e/ou experiência na área de biologia, ecologia, engenharia de pesca ou áreas a fins, de preferência nível Mestrado. Desejável ter habilidade com planilhas eletrônicas e conhecimento básico de banco de dados. Ter experiência com recursos pesqueiros na Amazônia e apresentar habilidade para articulação com pescadores e comunidades tradicionais. Ter disponibilidade para viajar para as áreas a serem monitoradas e potencialmente trabalhar no final de semana quando for necessário para logística de trabalhos em campo.

 

Responsabilidades Principais

·         Participar da rotina do escritório em Manaus, apoiando o quadro técnico no planejamento, organização e mobilização comunitária para o monitoramento da pesca de subsistência.

·         Apoio no diagnóstico da cadeia produtiva nos locais onde será aplicado o protocolo de pesca subsistência para definir o delineamento experimental do protocolo, definindo os níveis e estratégias de amostragem;

·         Dar suporte nos eventos organizados pelo CEPAM/Ipê, inclusive fazendo contato com os participantes, enviando convites, organizando os processos de solicitação de passagens e diárias, assim como organizando as prestações de contas de viagens.

·         Realizar a capacitação de famílias de pescadores para o monitoramento da captura de pescado.

·         Realizar atividades de campo relacionadas ao monitoramento do protocolo de pesca na Rebio Abufari, Resex Baixo Juruá, Rebio Trombetas e RDS Itatupã-Baquiá.

·         Apoiar na mobilização dos pescadores no monitoramento de desembarque do tucunaré em Balbina/Rebio Uatumã.

·         Dar suporte para ações relacionadas aos acordos de pesca nas áreas apoiadas pelo Ipê na região amazônica.

·         Consolidar protocolo para pesca experimental, definindo as metodologias especificas das áreas a serem monitoradas.

·         Apoiar na digitação de informações e atualização dos bancos de dados do CEPAM/Ipê.

·         Apoiar equipe do CEPAM e IPÊ em outras demandas eventuais que surgirem relacionadas biodiversidade aquática em áreas protegidas.

Produção e conservação da água do Sistema Cantareira, pecuária neutra e certificação de orgânicos foram os três temas abordados durante o evento  "Conservação da Biodiversidade: um ótimo negócio", promovido pelo IPÊ e pela ESCAS durante a Virada Sustentável São Paulo 2017.  Realizado na biblioteca da Unibes Cutural, em São Paulo, o evento reuniu mais de 50 pessoas, que acompanharam as palestras e participaram de um debate sobre o tema, mediado por Cristiana Martins, coordenadora do Mestrado Profissional da ESCAS.

AleUezu Virada SustentavelPesquisador do IPÊ e professor da ESCAS, Alexandre Uezu (foto), trouxe dados relevantes sobre o Sistema Cantareira e sobre como uma produção mais sustentável pode ser tão vantajosa aos serviços ecossistêmicos quanto aos ganhos econômicos dos produtores de gado na região que influencia o sistema. A falta de floresta em Áreas de Preservação Permanente, que colaboraria para a segurança hídrica do sistema que abastece milhões de pessoas na cidade de São Paulo, é um dos graves problemas hoje. Faltam 35 milhões de árvores no Sistema Cantareira, segundo o pesquisador. Outra questão relevante na região é a produção de gado e o empobrecimento do solo, que pioram a capacidade de retenção de água e elevam os riscos para detrimento das represas que fazem parte do sistema de abastecimento. Os dados vêm de pesquisas do IPÊ e de projetos realizados em oito cidades que influenciam a produção de água na região: Mairiporã, Nazaré Paulista, Joanopólis, Piracaia, Vargem e Itapeva (São Paulo) e Extrema e Camanducaia (Minas Gerais). 

"Nossos projetos pilotos mostraram que é possível aliar a produção de gado com a conservação dos serviços ecossistêmicos. Em um sistema de rotação de pastagem, por exemplo, podemos manter a qualidade do solo e fazer com que o sistema de reabastecimento de nascentes e rios funcione. Isso tem melhorado, inclusive, a saúde dos animais que passam a comer capim de melhor qualidade e, consequentemente, os próprios ganhos econômicos do produtor", afirma Alexandre.

A qualidade do solo na criação de gado também foi tema da segunda palestra do evento, que falou das possibilidades de se ter uma pecuária mais sustentável e de menor impacto climático. "Muito se fala do boi como um dos maiores emissores de carbono no Brasil. Mas o problema não é o gado e sim o sistema em que ele está inserido. 70% das produções de gado no Brasil não têm um pasto de boa qualidade, o que faria uma grande diferença. É muito possível você ter uma produção saudável e de menor impacto no ambiente quando o pasto é melhor manejado e quando se cumpre a lei com relação às áreas de reserva e APPs", afirma Leonardo Resende.

Além de destacar o papel ecológico que as fazendas criadoras de animais têm para o equilíbrio ambiental, Leonardo chamou atenção também sobre como o consumo consciente pode fazer a diferença quando se trata de emissão de carbono. "Sabemos do impacto do gado no clima, mas as pessoas também devem olhar para todas as emissões que estão envolvidas no seu dia a dia e na quantidade de recursos naturais que são utilizados para produzir determinados artigos. Quando você se alimenta de carne, existe uma pegada ecológica grande, mas quando você compra um celular e uma calça jeans, isso também acontece. Não existe um único vilão na história das mudanças climáticas", afirmou.

Seguindo a linha do consumo consciente, a terceira palestra falou sobre como as certificações de produtos orgânicos são realizadas, esclarecendo um pouco mais o público no momento da escolha de seus produtos. A agrônoma e Mestre em Conservação e Sustentabilidade, Débora Otta, falou como tais certificações impactam os agricultores familiares e produtores de orgânicos do cinturão verde de São Paulo. Durante o debate, Debora também alertou sobre a necessidade de colocar a pauta de orgânicos cada vez mais em evidência. "O Brasil detém o título de país que mais consome agrotóxicos no mundo. Quanto mais falarmos do assunto, mais iremos despertar o interesse de as pessoas buscarem por produtos mais alternativos como os orgânicos. Sabemos que as certificações, por exemplo, são uma das razões que podem fazer o produto ficar mais caro (uma das reclamações dos consumidores), mas existem muitas alternativas e só vamos conseguir pressionar por melhorias no setor - inclusive por incentivos que reduzam os preços - se a demanda pelos orgânicos for maior e só podemos fazer isso consumindo", comentou.

O evento contou com apoio da equipe da Virada Sustentável SP e da Unibes Cultural.