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Se você trabalha na Mata Atlântica, seja em Organizações da Sociedade Civil, empresas ou setor governamental, pode contribuir para a construção do novo mapa de áreas e ações prioritárias do bioma.
 
No link www.ipe.org.br/areasprioritarias é possível acessar um formulário para responder a questões importantes, que irão nortear a elaboração desse novo documento. As organizações participantes terão os devidos créditos inseridos na pesquisa e no resultado final do mapa, que ficará mais completo e terá acesso livre. Materiais como esse são fontes de informação para trabalhos e tomada de decisões na esfera da conservação socioambiental na Mata Atlântica.
 
Esta é a segunda atualização do Mapa das Áreas e Ações Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade Brasileira - Bioma Mata Atlântica. A primeira aconteceu em 2008. A previsão de término é em 2018.
 
Os trabalhos estão sendo desenvolvidos pelo IPÊ, por meio de um parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), no âmbito do projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica, coordenado pelo MMA, no contexto da Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável Brasil-Alemanha. O processo recebe apoio da Iniciativa Internacional de Proteção do Clima (IKI) do Ministério Federal do Meio Ambiente, e Proteção da Natureza, Construção e Segurança Nuclear (BMUB) da Alemanha.
 

 

 

Nas últimas semanas de novembro, o IPÊ realizou duas expedições para debater e implementar protocolos de monitoramento de pesca e igarapés em duas unidades de conservação na Amazônia: Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Itatupã-Baquiá (PA) e na Reserva Extrativista (Resex) Cajari (AP), respectivamente. Os protocolos são um conjunto de métodos a serem seguidos para a realização do monitoramento da biodiversidade, além das questões que precisam ser respondidas para realizá-lo de maneira efetiva.

Na RDS, os técnicos do IPÊ e do CEPAM (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica do ICMBio) realizaram a capacitação dos gestores, comunitários, parceiros e famílias da unidade para a coleta de dados dos indicadores, e também aplicaram o formulário piloto do protocolo de automonitoramento da pesca. A atividade alcançou 36 famílias, ao todo: oito na comunidade Boca do Tauari, 10 em Belo Horizonte e 18 em Jaburu.

A capacitação dos futuros monitores passou pela teoria, com explicações sobre como preencher os formulários e importância do monitoramento, e pela prática, quando as famílias fizeram um piloto de coleta de dados. Após o piloto na RDS, foram selecionadas as famílias que serão responsáveis pelo auto-monitoramento e os períodos quando eles deverão ser feitos, seguindo o ciclo hidrológico dos rios da Amazônia (seca, enchente, cheia e vazante).

"O processo de explicação e aplicação do monitoramento de pesca envolve treinamento e participação dos moradores, que são os mais interessados nesse trabalho que visa ao uso sustentável dos recursos pesqueiros locais. Nós debatemos os principais pontos a serem considerados e vamos adaptando os modelos às necessidades da biodiversidade e das populações", explica Wendell Medeiros, do IPÊ.

Na Resex Cajari, no Amapá, foi testado o protocolo de igarapés, que também está sendo criado para o SubPrograma de Monitoramento de Biodiversidade Aquática Continental do ICMBio.

As atividades são promovidas pelo projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade, realizado pelo IPÊ em parceria com o ICMBio.