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Verificar indicadores de fortalecimento da gestão das Unidades de Conservação (UCs) e estimular a integração e o estabelecimento de parcerias no território. Esses são alguns dos objetivos da Expedição Circuito MOSUC (Projeto Motivação e Sucesso na Gestão de Unidades de Conservação) que em novembro aconteceu junto ao Núcleo de Gestão Integrada Amapá Central, composto pelo Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e Floresta Nacional do Amapá.
O circuito começou em agosto deste ano e já passou por Roraima, Amazonas e Amapá. Desde então, o IPÊ visita as UCs e os parceiros locais no apoio a gestão dessas. Antes de ir a campo, foi estabelecida uma metodologia de observação com um roteiro padronizado, tendo em vista que a iniciativa se repetirá nos territórios de atuação do projeto que, ao todo, envolvem 12 instituições parceiras, 30 Unidades de Conservação e 54 colaboradores locais envolvidos no apoio à gestão. A expedição

Veja abaixo por onde a Expedição já passou e acompanhe pelo Facebook essa expedição que acontece até o primeiro trimestre de 2019:

Associação de Catadores e Catadoras de Caracaraí - CATA TUDO
Conselho Indígena de Roraima - CIR
Fundação Almerinda Malaquias - FAM
Instituto Mapinguari
Estação Ecológica Maracá
Parque Nacional do Viruá
Parque Nacional de Anavilhanas
Floresta Nacional do Amapá

A castanha tem uma grande relevância socioeconômica para comunidades locais da Amazônia, especialmente nas Reservas Extrativistas (Resex). A necessidade de acompanhar seu crescimento, sua coleta e trabalhar pela proteção dessa espécie tão valiosa comercialmente e culturalmente fez com que a castanha-da-Amazônia fosse uma das espécies selecionadas como alvo de monitoramento em Resex no bioma, dentro do Projeto Monitoramento da Biodiversidade em Unidades de Conservação (UCs) da Amazônia, uma parceria do IPÊ com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Em novembro, 85 comunitários coletores de castanha participaram da validação do protocolo complementar em quatro Resex de Rondônia: Lago do Cuniã, Rio Ouro Preto e uma Resex federal e outra estadual no Rio Cautário. A atividade foi organizada pelos consultores do IPÊ, Paulo Bonavigo e Camila Lemke, pelos analistas do ICMBio, Cristiano Andrey, Albino Gomes e Celso Santos, pela pesquisadora da EMBRAPA Lúcia Waldt e pelos consultores do Pacto das Águas.

Protocolos com participação comunitária

ValidacaoCastanhaCunia PauloBonavigo2018O protocolo é uma ferramenta utilizada pelos monitores do projeto para coleta adequada de informações que são utilizadas para fins de conservação da castanha e sua cadeia de valor. A elaboração, aplicação e validação desse protocolo aconteceram ao longo de todo o ano, com a participação não só dos gestores do ICMBio como da comunidade e dos monitores de biodiversidade que participam do projeto. A proposta é que o protocolo seja um instrumento de apoio, que reflita realidade da população e que seja prático em sua aplicação para coleta dos dados.

Assim IPÊ e ICMBio realizaram encontros para tratar do assunto. Em fevereiro, a “Oficina Integrada sobre Monitoramento e Cadeia de Valor da

Castanha-da-Amazônia”, em Porto Velho, evolveu as Resex do Rio Ouro Preto, do Rio Cautário e Lago do Cuniã, que iniciaram junto ao IPÊ um processo para adaptação do protocolo de monitoramento da castanha-da-Amazônia para suas realidades. Em julho, na “Oficina Técnica de Monitoramento da Conservação e Cadeia de Valor da Castanha”, também em Porto Velho, foram tomadas decisões para a expansão do protocolo para essas Resex, o que culminou na elaboração da versão mais geral do protocolo, que inclui também a cadeia de valor da castanha e que pretende atender qualquer UC ou comunidade interessada no monitoramento do produto.

O Projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade é financiado por: USAID, Gordon and Betty Moore Foundation e Programa Arpa. Nas Resex que monitoram a castanha da Amazônia, a iniciativa conta com parceria local da Embrapa, do Pacto das Aguas, da Secretaria de Estado e Desenvolvimento Ambiental- SEDAM e da Ação Ecológica Guaporé - ECOPORE.

 

 

De agosto a outubro, época de vazante dos rios, começa o período de desova de quelônios aquáticos da Amazônia, na região do baixo rio Negro (Amazonas), e o período ideal para o monitoramento das suas populações. Nessa temporada, monitores da biodiversidade de 12 comunidades de três Unidades de Conservação/UCs (Reserva Extrativista do Rio Unini, Parque Nacional do Jaú e Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã) trabalharam ativamente e voluntariamente para monitorar e proteger ninhos e sítios reprodutivos dos quelônios até o nascimento dos filhotes de espécies que desovam nas praias e barrancos. Na região, além deste acompanhamento das praias de reprodução, monitoramos a estrutura das populações e o consumo de subsistência de quatro espécies: Tracajá (Podocnemis unifilis), Irapuca (Podocnemis erythrocephala), Iaçá (Podocnemis sextuberculata) e a Tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa).

Para a realização desse trabalho, os monitores da biodiversidade - a maioria jovens lideranças -  recebem apoio do projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade, um projeto do IPÊ em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que os capacita e os orienta, tornando-os também multiplicadores de conhecimentos.

No último trimestre, os bichos de casco foram marcados, medidos e soltos nos lagos de ambos os rios Unini e Jaú, em seis pontos de captura. Mais de 550 animais foram marcados no rio Unini e 420 no rio Jaú desde o início do projeto. Durante a expedição de monitoramento, nesse período, a equipe liderada pelo IPÊ aproveitou para acompanhar os levantamentos nos sítios reprodutivos e o consumo junto aos monitores responsáveis. Estavam presentes, integrando a equipe, uma pesquisadora da Fundação Vitória Amazônica (FVA) e colaboradores do projeto Motivação e Sucesso na Gestão de Unidades de Conservação (MOSUC).

Além do projeto Monitoramento Participativo de Biodiversidade em Unidades de Conservação na Amazônia, realizado pelo IPÊ e ICMBio em parceria com as demais instituições como WCS Brasil e FVA, atuantes do Mosaico do Baixo Rio Negro, as comunidades das UCs estão também cadastradas no Programa MONITORA e Programa Voluntariado do ICMBio, e Programa de Conservação de Quelônios do Mosaico do Baixo Rio Negro - PCQMBRN, que conta com ICMBio/Parna Jaú, Resex do rio Unini, RAN, CEPAM, FVA, UFAM, Pé de Pincha, SEMA/DEMUC, WCS Brasil, SEMMA/NA e SEMA/Manaus.

O projeto Monitoramento Participativo de Biodiversidade em Unidades de Conservação na Amazônia recebe o apoio da Gordon e Beth Moore Foundation, USAID e Programa ARPA.

 

 

A união da natação com o meio ambiente é o que move os participantes do Ecoswim. Na edição 2018, na cidade de São Caetano do Sul (SP), as 41 equipes participantes nadaram durante uma hora cada, em uma competição em que quem ganha é mesmo a Mata Atlântica. Isso porque o valor das inscrições é doado para o viveiro escola que o IPÊ mantém em Nazaré Paulista (SP).

A 11ª edição reuniu mais de 600 pessoas. Muitas delas, como Tatiane Sozorovich, retornaram ao evento por acreditarem na causa. "Sou de Santos (SP). A primeira vez ouvi falar do evento nas redes sociais e juntei um grupo de amigos. Hoje é a terceira vez e somos em mais de 15 pessoas agora. A gente se interessou pela forma de trabalho e intenção de querer ajudar o meio  ambiente", afirma ela, que leva a muda de árvore doada pelo IPÊ para o sítio de um amigo. "Tenho visto as publicações do Ecoswim mostrando as mudas que ganhamos crescendo, tem sido muito bom acompanhar tudo isso", comemora.

Idealizado e organizado pelos Wetrats, equipe de natação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), o Ecoswim apoia as ações do IPÊ desde a sua primeira edição. Em 2017, foram arrecadados 13 mil reais, destinados à manutenção do viveiro de mudas que serve como fonte de novas árvores para reflorestamento no Sistema Cantareira e também como um espaço de educação ambiental para a comunidade, alunos e professores de escolas públicas locais. Com o recurso destinado no ano passado, junto ao apoio complementar de outros parceiros, o IPÊ conseguiu melhorar a infraestrutura do viveiro, produzir mais de 40 mil mudas, manter um viveirista e um engenheiro agrônomo, realizar visitas de professores à área e ainda fazer doações de mudas em eventos, como o próprio Ecoswim.

"O Ecoswim é um grande parceiro do IPÊ. Esse apoio faz sempre muita diferença para nosso trabalho e o número de pessoas inscritas e participando do evento mostra que as pessoas gostam de se engajar quando têm essa oportunidade de apoiar uma causa. Temos de ter mais espaços como esse, que unem interesses comuns como a prática de um esporte com apoio a uma causa", afirma Andrea Pupo Bartazini, educadora ambiental do IPÊ, que coordena atividades no viveiro.

Veja como foi o evento e acompanhe as informações.