Pesquisa, Educação e Negócios Sustentáveis para a conservação da biodiversidade brasileira.

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Conservação da
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Conservação da biodiversidade

Pesquisa científica e inovação socioambiental. Ações de impacto com participação comunitária e educação na Mata Atlântica, Amazônia, Pantanal e Cerrado.

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Diante do grande número de registros de antas dentro do perímetro urbano de Campo Grande, capital do estado do Mato Grosso do Sul, esta pesquisa do projeto Antas Urbanas, da INCAB, surge com o objetivo de monitorar os animais que frequentam a cidade e avaliar o impacto de potenciais ameaças antrópicas para a espécie.

Considerando a inexistência de informações a respeito desses animais em áreas urbanas, este estudo será importante para avaliar o estado de saúde das antas e sua ecologia espacial em um ambiente altamente antropizado. O monitoramento dos indivíduos capturados possibilitará a elaboração de mapas de áreas de uso, assim como a realização de um processo de modelagem populacional, visando desenvolver e implementar estratégias de conservação para a espécie, as quais serão essenciais para a viabilidade dessa possível população a longo prazo.

Buscando promover o envolvimento de moradores da cidade e incentivar a Ciência Cidadã, foi criado um banco de registros de avistamentos de antas baseado em informações fornecidas pela população. Com estes dados, os pesquisadores pretendem identificar as localidades mais frequentemente utilizadas pelos animais. Durante o mês de março de 2021, a equipe da INCAB-IPÊ realizou a primeira expedição de 'campo' pela cidade para fazer o reconhecimento das áreas verdes existentes, particularmente aquelas onde antas já foram avistadas.

Também foi desenvolvido um formulário, para coletar o máximo de informações possíveis sobre cada avistamento. Qualquer pessoa que tenha avistado uma anta na cidade pode acessar este formulário online através do LINK abaixo e incluir todos os detalhes em poucos minutos. Essas informações serão levadas em consideração para a definição dos locais de captura.

Se você já avistou uma anta transitando pelas ruas de Campo Grande ou conhece alguém que tenha alguma informação, por favor, entre em contato com o biólogo da equipe, Felipe Fantacini, por meio do telefone/Whatsapp (67) 9-9337-0799 ou também via e-mail [email protected]

Por favor, divulgue esta nova frente de trabalho da INCAB/IPÊ, sua ajuda é muito importante!

IPÊ e Smithsonian Conservation Biology desenvolvem o projeto Paisagens Sustentáveis no Pantanal.  

O projeto Paisagens Sustentáveis no Pantanal começou em 2020, em parceria com o Smithsonian Conservation Biology.

A proposta é entender o que são as paisagens sustentáveis no Pantanal e acelerar o processo de certificação das fazendas sustentáveis, somando a isso os esforços com a Embrapa Pantanal para expandir a certificação Fazenda Pantaneira Sustentável para todo o bioma.

As certificações podem trazer principalmente benefícios econômicos para os proprietários, como facilidades de crédito e redução de impostos.

PhD. Rafael Chiaravalloti​

PhD. Walfrido Tomas - Embrapa Pantanal​

Andre Restel Camilo – Smithsonian​

PhD. Peter Leimgruber - Smithsonian

MsC. Henrique Shirai - IPÊ

 

O IPÊ, junto com o ICAS (Instituto de Conservação de Animais Silvestres) desenvolve o Projeto Bandeiras & Rodovias, na cidade de Campo Grande , em Mato Grosso do Sul (MS). O projeto visa avaliar, monitorar e indicar soluções sobre o problema dos atropelamentos e acidentes com tamanduás-bandeira nas rodovias do Estado.

 

 

Nos últimos 35 anos, mais da metade do Cerrado brasileiro converteu-se em terras para atividade agropecuária. A fragmentação florestal contínua afeta o habitat natural de várias espécies do bioma, entre elas o icônico tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla).

Considerado vulnerável à extinção na lista vermelha das espécies (IUCN/ União Internacional para a Conservação da Natureza), o tamanduá-bandeira sofre não apenas com a falta de habitat, mas também com os atropelamentos em rodovias, principalmente naquelas que cortam o Mato Grosso do Sul. No estado, é uma das espécies com maior incidência de atropelamentos, segundo dados levantados pela Iniciativa Nacional para Conservação da Anta Brasileira e pelo projeto Tatu Canastra, ambos do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas. Entre 2013 e 2014, o tamanduá-bandeira foi a terceira espécie mais atropelada, com 135 carcaças encontradas (as duas maiores ocorrências foram de cachorro-do-mato e tatu-peba).

Mesmo sabendo da importância desse impacto para a espécie, faltam estudos sobre como e quando os animais estão morrendo nestas rodovias. Por essa razão, um grupo de organizações, entre elas o IPÊ, se aliou ao ICAS (Instituto de Conservação de Animais Silvestres) para desenvolver o Projeto Bandeiras & Rodovias, realizado na cidade de Campo Grande (MS).

Com duração até 2020, o projeto consiste em três fases. A primeira, que já acontece desde janeiro de 2017, avalia o impacto das rodovias para a espécie, com monitoramentos quinzenais, quantificando os atropelamentos e entendendo o impacto das rodovias na vida dos animais. O projeto também avalia a influência da abertura de estradas e do tráfego de veículos na movimentação e comportamento dos tamanduás, monitorando-os a partir de GPS. A participação da comunidade também é importante nessa fase: os pesquisadores levantam as percepções dos caminhoneiros e moradores rurais sobre a espécie - há relatos de que algumas superstições fazem as pessoas considerarem o tamanduá um símbolo de mau agouro.

A segunda etapa prevê identificar as consequências das rodovias no Cerrado na saúde e densidade populacional da espécie. Para isso serão realizados: estudos de densidade populacional de tamanduás próximos e distantes das rodovias, por meio de armadilhas fotográficas e necropsia de carcaças frescas encontradas no entorno das rodovias, com coleta de materiais biológicos.

A terceira e última etapa está relacionada ao Manejo das Rodovias, quando será redigido um documento com estratégias de mitigação de atropelamentos de tamanduás-bandeira. Com os resultados, deverão ser elaboradas diretrizes de manejo paisagístico e ações para mitigar os efeitos negativos das rodovias, que terão colaboração das partes interessadas no tema e de pesquisadores da América do Sul, por meio de um Workshop Internacional Participativo.

Acesse o livro: Bichos do Cerrado - A biodiversidade no seu quintal

 

  • Arnaud Desbiez - coordenador
  • Danilo Kluyber - veterinário
  • Bruna Oliveira - bióloga