Pesquisa, Educação e Negócios Sustentáveis para a conservação da biodiversidade brasileira.

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Conservação da
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Conservação da biodiversidade

Pesquisa científica e inovação socioambiental. Ações de impacto com participação comunitária e educação na Mata Atlântica, Amazônia, Pantanal e Cerrado.

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Os pesquisadores do IPÊ trabalham o extensionismo rural com agricultores da região a fim de que eles contribuam com a restauração da Mata Atlântica e, em contrapartida, aumentem seus ganhos com a plantação e venda de buchas. 

A iniciativa pretende contribuir com a restauração florestal da Mata Atlântica de interior, extremamente ameaçada de extinção cujos últimos fragmentos encontram-se na região do Pontal. A ideia é ampliar a biodiversidade do local, mesclando o plantio de buchas aos cultivos já existentes de alimentos como o feijão, o milho e a mandioca, e, além disso, incentivar os agricultores a plantarem mudas de árvores nativas da floresta junto às buchas. A produção de buchas vegetais garante aumento da renda dos assentados, e a plantação das árvores, a restauração e conservação da biodiversidade local.

Aliar conservação do meio ambiente com atividades que aumentam a renda familiar de pequenos agricultores assentados pela reforma agrária no Pontal do Paranapanema (extremo oeste de São Paulo).

Os agricultores iniciaram o plantio e produção das buchas em 2002. O beneficiamento do recurso natural deu origem a um produto, chamado pelos produtores de Pura Bucha. Hoje, nove famílias assentadas plantam, colhem, cortam as buchas, costuram sachês dentro delas e fazem as embalagens da Pura Bucha no seu próprio lote de terra.

Além da facilidade de plantio e fabricação (a matéria prima é encontrada na região), o produto tem uma grande aceitação no mercado, pois é produzido sem a utilização de agrotóxicos, muito comuns nas plantações de outros produtos na região. Outro diferencial é o formato: as buchas ganham desenhos de animais que correm risco de extinção na Mata Atlântica, como a anta, o mico-leão preto e a onça pintada. Aquele que compra beneficia um pequeno produtor, a biodiversidade e ainda leva a natureza brasileira pra casa.

 

IIEB e ITESP

Tribanco

O projeto está orientado na direção de promover a conservação dos recursos florestais, dos recursos hídricos, a neutralização de emissões de CO2 (gás carbônico)  e a garantia dos serviços ambientais em áreas público-privadas no entrono de Unidades de Conservação da Mata Atlântica do extremo oeste paulista. 

 

As atividades do projeto envolvem ainda as seguintes estratégias:

  1. Planejamento estratégico para garantir a sustentabilidade do projeto e longo prazo;
  2. A sistematização dos processos, experiências e resultados para disseminação e replicação das lições;
  3. Divulgação das iniciativas do projeto, de suas ações e resultados em nível regional, nacional e internacional; e
  4. Transformação das boas práticas em políticas públicas visando o uso racional dos recursos florestais e  hídricos brasileiros.|

    Um dos grandes resultados já alcançados pelo projeto é a formação do maior corredor florestal plantado na Mata Atlântica do Brasil: são 12km de floresta e mais de 2,3 milhões de árvores que conectam as Unidades de Conservação Parque Estadual Morro do Diabo e Estação Ecológica Mico-Leão-Preto. O corredor é uma das estratégias para proteção do mico-leão-preto e outras espécies ameaçadas e passa atualmente por uma avaliação dos serviços ecossistêmicos, seus benefícios para a biodiversidade, sequestro de carbono e qualidade do solo e da água.

Mais especificamente, estas ações buscam os seguintes objetivos mais amplos:

  1. A restauração de 200 ha de áreas de Áreas de Preservação Permanente (APPs) com a recuperação das paisagens em  propriedades rurais, visando ainda o restabelecimento da conectividade florestal neste ecossistema;
  2. Adoção de tecnologias agroecológicas e participativas para a recuperação e proteção de nascentes e matas ciliares nas propriedades rurais;
  3. A promoção, capacitação e conscientização ambiental sobre agroecologia e o uso racional dos recursos hídricos e florestais de forma a garantir a disponibilidade em quantidade e qualidade para a atual e futuras gerações.
  • Laury Cullen Junior
  • Maria das Graças de Souza
  • Aline Fatima R. Santos
  • Aires Aparecida Cruz
  • Williana S. L. Marin
  • Tiago Pavan Beltrame
  • Nivaldo Ribeiro Campos
  • Walter Ribeiro Campo
  • Romeu M. Neto
  • Equipe de Estagiários

O projeto busca informações de campo sobre o tamanho populacional, estado de conservação genética e os padrões de dispersão de grandes mamíferos do Parque Estadual Morro do Diabo e de remanescentes florestais do Pontal do Paranapanema (SP).

Os resultados deste estudo serão essenciais para a implementação de duas práticas de manejo conservacionistas emergenciais para a conservação da natureza do Pontal: o manejo metapopulacional e a implementação de corredores ecológicos para a melhoria da diversidade biológica nessa paisagem que hoje se encontra fragmentada.

Alguns indivíduos dessas espécies foram capturados para a colocação de rádios-colares (equipamento que serve para monitorar os movimentos dos animais), a fim de que se possa encontrá-los mais facilmente na ampla paisagem por onde caminham.

A estimativa populacional sugere não mais do que 20 indivíduos de onça-pintada, 30 onças-pardas, pouco mais do que 120 jaguatiricas e 250 antas sobrevivendo na região do Pontal do Paranapanema, que contém aproximadamente 36 mil hectares de floresta do Parque Estadual Morro do Diabo e pequenos fragmentos de mata que completam 21 mil hectares espalhados pela paisagem da região.

Essa quantidade de animais está bem abaixo do número viável que é de 500, o recomendável para a sobrevivência e viabilidade de uma população de qualquer espécie em longo prazo. O estado de gravidade pode ser observado por meio de manifestações de depressão genética em um macho de onça-parda recentemente capturado. Futuras análises revelarão seu status genético.

As informações preliminares sobre o comportamento de dispersão têm mostrado que esses grandes mamíferos estão ainda sobrevivendo em pequenas áreas de mata, principalmente porque são capazes de explorar os recursos da vizinhança e mover-se por longas distâncias entre os fragmentos florestais.

A conservação ao longo do tempo, provavelmente requererá o manejo de metapopulação, com o objetivo de resgatar a viabilidade genética das espécies estudadas. Neste momento, estão sendo restaurados ou formados corredores de matas para a melhor conservação das rotas de dispersão usadas pelos animais em seus deslocamentos. Essa conectividade dos fragmentos visa garantir a sobrevivência dos "detetives ecológicos", facilitando também a conservação de todas as espécies que poderão se beneficiar com os novos caminhos florestados.

Espécies estudadas

Onça-Parda (Puma concolor), Onça-Pintada (Panthera onca), Jaguatirica (Leopardus pardalis) e Anta (Tapirus terrestris).

  • Estimar o tamanho populacional das espécies no Parque Estadual Morro do Diabo e fragmentos de matas da região;
  • Descrever características de uso do espaço e territorialidade dessas espécies;
  • Analisar o estado de conservação genética dessas espécies;
  • Descrever e mapear as principais rotas de uso e de dispersão através do mosaico fragmentado constituído pelo Parque Estadual Morro do Diabo e outros fragmentos florestais no seu entorno;
  • Descrever e mapear as principais rotas de uso e de dispersão através do mosaico fragmentado constituído pelo Parque Estadual Morro do Diabo e outros fragmentos florestais no seu entorno;
  • Investigar o potencial de cada espécie como "detetive ecológico", ou seja, espécie que mostre as rotas mais utilizadas na paisagem que deverão ser conservadas e reflorestadas como corredores de vida silvestre;
  • Contatar os proprietários cujas terras têm implicações sobre essas espécies, de modo a compartilhar conhecimentos e sensibilizá-los para sua devida proteção;
  • Produzir materiais educativos que possam informar quais as medidas adequadas devem ser tomadas no caso dessas espécies serem observadas localmente.
  • Tornar essas espécies um símbolo de conservação para a região do Pontal;
  • Planejar e contribuir em longo prazo para a implementação de um corredor em grande escala que ligue fragmentos significativos ainda encontrados no próprio Estado de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Argentina e Paraguai.
  • Liz Clairborne Art Ortenberg Foundation
  • BBC Wildlife Fund
  • Projeto “O Pulo do Gato”
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