Pesquisa, Educação e Negócios Sustentáveis para a conservação da biodiversidade brasileira.

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Conservação da
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Conservação da biodiversidade

Pesquisa científica e inovação socioambiental. Ações de impacto com participação comunitária e educação na Mata Atlântica, Amazônia, Pantanal e Cerrado.

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O Programa de Educação Ambiental "Um Pontal Bom Para Todos" é um trabalho que integra diferentes atores na mobilização da conservação dos recursos socioambientais do Pontal do Paranapanema, extremo oeste de São Paulo (SP). Por meio da realização de projetos que se complementam entre si, o programa é um dos pontos-chave do Modelo IPÊ de Conservação.

As ações de Educação Ambiental no Pontal do Paranapanema começaram antes mesmo da fundação do IPÊ. Na década de 80, o biólogo Claudio Padua e seu assistente de campo José de Souza, pesquisadores do mico-leão-preto, e a educadora ambiental Suzana Padua implementaram no Parque Estadual Morro do Diabo (PEMD) um programa integrado para a conservar a espécie, baseado em pesquisa, educação e envolvimento comunitário. Já durante a primeira fase de pesquisa com o mico-leão-preto ficou evidente a necessidade da educação ambiental, já que os pesquisadores verificaram que para conservar a espécie seria necessário o apoio e o envolvimento da comunidade do entorno do Parque, o último reduto de grande extensão de Mata Atlântica do interior.

Hoje, em Teodoro Sampaio, a educação ambiental ocorre continuamente. Um dos resultados mais significativos foi a inclusão  da questão ambiental no currículo escolar oficial da cidade. Com o passar dos anos, o IPÊ ampliou as ações de educação ambiental para outros municípios da região do Pontal.

  • Diretoria Regional de Ensino - Mirante do Paranapanema
  • The Network for Social Change
  • Disney Wildlife Conservation Fund
  • IUCN - The World Conservtion Union
  • Petrobras
  • Ministério do Meio Ambiente
  • Setor de Qualidade Ambiental nos Assentamentos Humanos
  • Oi Futuro

1. Construção Coletiva de Conhecimentos para a Sustentabilidade Socioambiental do Pontal do Paranapanema

O projeto tem como eixo principal a prática da educação para a sustentabilidade, de forma a proporcionar aos seus públicos atividades sócio-educativas que contribuam para o aprofundamento reflexivo sobre questões locais direcionadas à conservação e à sustentabilidade socioambiental de Teodoro Sampaio. Visa trazer contribuições principalmente para as demandas identificadas em estudos e pesquisas desenvolvidas na região, consideradas importantes na busca de soluções ou reduções das ameaças ambientais aos recursos hídricos, florestais e a biodiversidade na região da Bacia Hidrográfica do Pontal do Paranapanema.

  • Disseminar conceitos, ações e estratégias educativas voltadas à conservação da água, das florestas e da biodiversidade na região da Bacia Hidrográfica do Pontal do Paranapanema;
  • Promover ações de educação ambiental junto a professores, estudantes, mulheres, pequenos produtores rurais e atores locais do município na busca de envolvimento e comprometimento nas questões de sustentabilidade socioambiental de Teodoro Sampaio;
  • Provocar reflexões quanto à diminuição de impactos e nos recursos hídricos, florestais e da rica biodiversidade ainda existente na região;
  • Contribuir com o compromisso compartilhado com a sustentabilidade do planeta alinhando as atividades do projeto com os 08 objetivos do milênio proposto pela ONU em 2000.

As atividades oferecidas pelo projeto são direcionadas a mulheres, educadores e gestores de ensino, estudantes,  lideranças comunitárias e tomadores de decisão entre outros atores sociais das comunidades abordadas.

  1. Palestras temáticas, que promovam aquisição de conhecimentos, a serem proferidas para estudantes e  comunidade em geral;
  2. Espaços itinerantes de educação popular e aprendizagens coletivas (tendas itinerantes montadas em espaços  públicos comunitários, com diversas atividades de educação ambiental e doação de mudas de árvores);
  3. Encontros participativos de informação, capacitação, mobilização e articulação institucional, direcionados a toda  comunidade abordada, 
  4. Oficinas de arte educação e capacitação em produção de mudas, conservação da água, das florestas e da  biodiversidade dirigidas a estudantes, professores e membros da comunidade local. 

Contato: gracinha@ipe.org.br

Contato: mirian@ipe.org.br

Educadora Ambiental Suzana Machado Padua Contato: suzana@ipe.org.br

 

Em 1996, o IPÊ iniciou um programa inovador de pesquisa e conservação focado na anta brasileira da Mata Atlântica da região do Pontal do Paranapanema (SP). 

Entre 1996 e 2007, o Programa Anta Mata Atlântica teve como foco principal a obtenção de dados e informações básicas sobre as populações de Anta Brasileira na região do Pontal do Paranapanema. Trinta e cinco (35) antas foram capturadas durante este período, sendo que 25 delas (13 fêmeas e 12 machos) foram equipadas com transmissores de rádio-telemetria e monitoradas ao longo dos anos.  Resultados deste monitoramento de longo prazo incluem tamanho de área de uso, tamanhos de áreas de maior intensidade de uso, sobreposição de área de uso entre indivíduos vizinhos, aspectos de organização social e reprodução, uso sazonal de diferentes tipos de habitat, padrões de atividade e padrões de movimentação pela paisagem fragmentada.  Centenas de amostras de material biológico foram coletadas, gerando informação sobre o estado genético e epidemiológico da espécie, bem como aspectos de ecologia alimentar e dispersão de sementes.

O Programa Anta Mata Atlântica do IPÊ foi a primeira iniciativa de longo-prazo para a pesquisa e conservação da Anta Brasileira no Brasil, o que nos permitiu o estabelecimento de uma enorme base de dados sobre o status de conservação da espécie na Mata Atlântica do Pontal do Paranapanema. A abordagem principal do programa foi a pesquisa das antas no contexto da paisagem, usando esses animais como “detetives ecológicos” no processo de identificação e mapeamento das principais rotas de movimentação pela paisagem, e consequentemente as áreas potenciais para o estabelecimento de corredores e/ou trampolins ecológicos como ferramentas de restabelecimento de conectividade do habitat. Como consequência, o IPÊ vem utilizando estas informações para influenciar o processo de restauração de áreas importantes para a anta na região, bem como promover a criação de novas áreas protegidas. Mais importante, essas informações foram utilizadas para o desenvolvimento de um Plano de Ação Regional para a Pesquisa, Conservação e Manejo da Anta Brasileira na Mata Atlântica no Pontal do Paranapanema, plano este que vem sendo implementado.

A partir de 2008, com a expansão de nossos esforços de conservação da Anta Brasileira para outros biomas brasileiros e o estabelecimento da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira, o Projeto Anta Mata Atlântica evoluiu para um programa de monitoramento a longo-prazo. Algumas variáveis populacionais relevantes – números populacionais (demografia), epidemiologia e genética – continuam sendo monitoradas no Parque Estadual Morro do Diabo de maneira a detectar quaisquer alterações ou flutuações sobre as quais tenhamos de intervir. 

Visite a página do Programa Anta Pantanal e o Hotsite da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira em www.tapirconservation.org.br

  • Continuação do monitoramento da população de antas do Parque Estadual Morro do Diabo: demografia (densidades e tamanhos populacionais, flutuações), epidemiologia e genética.
  • Monitoramento de um experimento de Plots de Exclusão para o estudo dos efeitos potenciais da extinção de antas na Mata Atlântica. 
  • Implementação do Plano de Ação Regional para a Pesquisa, Conservação e Manejo da Anta Brasileira na Mata Atlântica do Pontal do Paranapanema, São Paulo.
  • Planejamento para a Implementação de um Programa Experimental de Re-Introdução e Translocação da Anta Brasileira no Pontal do Paranapanema, São Paulo.

Suporte Institucional

  • Association of Zoos and Aquariums (AZA) Tapir Taxon Advisory Group (TAG) 
  • Copenhagen Zoo, Dinamarca 
  • European Association of Zoos & Aquaria (EAZA) Tapir Taxon Advisory Group (TAG) 
  • Faculdade de Veterinária, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, Brasil
  • Houston Zoo Inc., EUA
  • IBAMA SISBIO, Brasil
  • Instituto Florestal de São Paulo, Parque Estadual Morro do Diabo, São Paulo, Brasil 
  • IUCN/SSC Tapir Specialist Group (TSG) 
  • IUCN/SSC Conservation Breeding Specialist Group (CBSG) 
  • WildTrack, Portugal 
  • World Association of Zoos and Aquariums (WAZA), Suíça 
  • Zoológico de Sorocaba, São Paulo, Brasil 

Suporte Financeiro e In-Kind

  • American Association of Zoo Keepers (AAZK), Houston Zoo 
  • American Association of Zoo Keepers (AAZK), Los Angeles Zoo 
  • American Association of Zoo Keepers (AAZK), Nashville Zoo 
  • American Association of Zoo Keepers (AAZK), Puget Sound 
  • Association of Zoos & Aquariums (AZA) Tapir Taxon Advisory Group (TAG) 
  • Chester Zoo, North of England Zoological Society, Inglaterra 
  • Chicago Zoological Society, Brookfield Zoo, EUA 
  • Cleveland Metroparks Zoo, EUA 
  • Columbus Zoological Park Association Inc., EUA 
  • Copenhagen Zoo, Dinamarca 
  • Disney Worldwide Conservation Fund, EUA 
  • Disney Worldwide Conservation Fund - Emergency Fund, EUA  
  • Dutch Zoos Conservation Fund, Holanda 
  • European Association of Zoos & Aquaria (EAZA) Tapir Taxon Advisory Group (TAG) 
  • FNMA - Fundo Nacional do Meio Ambiente, Brasil 
  • Givskud Zoo, Dinamarca 
  • Houston Zoo Inc., EUA 
  • Idea Wild, EUA 
  • IUCN/SSC Tapir Specialist Group Conservation Fund (TSGCF) 
  • IUCN Small Grants Programme, The Ford Foundation, EUA 
  • John Ball Zoo Society, Wildlife Conservation Fund, EUA 
  • Lincoln Park Zoo, Scott Neotropical Fund, EUA 
  • Nellcor Inc., EUA 
  • Oregon Zoo Foundation Conservation Fund, EUA 
  • Parc Zoologique d’Amnéville, França 
  • Parc Zoologique Doué-la-Fontaine, França 
  • Smithsonian Institution, Wildlife Conservation & Management Training Program (WCMTP), EUA 
  • Sophie Danforth Fund, Roger Williams Park Zoo, EUA 
  • Tapir Preservation Fund (TPF), EUA 
  • The Ledder Family Charitable Trust, EUA 
  • Woodland Park Zoological Gardens, EUA 

Doações Privadas (1996-2007)

  • Alex & Suzan Sze
  • Alex Cardenas
  • Andre Maerz
  • Andy Markley
  • Andy Schultz
  • Ayessa Rourke
  • Brandie Smith
  • Brenda Stringer
  • Carol & Mark Reid
  • Charles R. Foerster
  • Christine Kim & Rob Lyman
  • Corinna Bechko & Gabriel Hardman
  • Corinne Kendall 
  • Darin Collins
  • Deanne Holsworth
  • Diego Orlando
  • Diane Ledder
  • Discovery Channel Canada
  • Elaine & Paul Beckham
  • Gilia Angell & Aaron Abrams
  • Heidi Frohring
  • Kae Kawanishi
  • Katalin Pinter & Christian Fabris
  • Keith Sproule
  • Kelly Russo
  • Kevin Burkhill
  • Kristin Leus
  • Leonardo Salas
  • Michael & Donna Dee
  • Mickael Michault
  • Mitch Finnegan
  • Morty Ortega
  • Phil Coleman
  • Phil Schaeffer
  • Rick Barongi
  • Sharon Matola
  • Sheryl Todd
  • William Bob Harris

Coordenação: Patrícia Medici
M.Sc. em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre
Ph.D. em Manejo de Biodiversidade, DICE, Universidade de Kent, Inglaterra
Coordenadora, Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira
Presidente, IUCN/SSC Tapir Specialist Group (TSG)
E-mail: epmedici@uol.com.br  ou medici@ipe.org.br

Os viveiros agroflorestais produzem mudas de espécies da Mata Atlântica que são usadas pelos assentados em suas propriedades. Além disso, são fonte de renda para famílias e de conhecimento para estudantes no Pontal do Paranapanema. 

Viveiros Comunitários

Com os viveiros comunitários, assentados rurais produzem mudas de espécies florestais para serem utilizadas em suas propriedades e serem comercializadas. O projeto auxilia os assentados da reforma agrária no planejamento de suas propriedades, enfatizando as práticas agroflorestais e silvipastoris, estimulando a criação de bosques agroflorestais nas suas propriedades, formando ilhas florestais de biodiversidade que servem de "trampolins ecológicos" ou refúgio de fauna.

A criação de viveiros comunitários é uma ferramenta muito útil na integração e capacitação das famílias de assentados às técnicas agroflorestais, que proporcionam um melhor aproveitamento das propriedades, conservando o ambiente a um menor custo. O IPÊ realiza a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) periodicamente aos viveiros, fornecendo alguns insumos básicos para a sua continuidade, como substrato e sementes, mas principalmente ajudando o agricultor a formar seu conhecimento.

Atualmente, existem 11 viveiros comunitários, que beneficiam que produzem anualmente uma média de 400 mil mudas florestais. 

Viveiro Escola

O "viveiro escola" foi criado por meio de uma parceria entre o IPÊ e a COCAMP/MST. Localizado no parque industrial da COCAMP/MST, o viveiro tem uma produção anual média de 150 mil mudas. São produzidas mudas de espécies nativas como o Guaritá (Astronium graveolen), Peroba Rosa (Aspidosperma polyneuron), Pau Marfim (Balfourodendron riedelianum), Cedro Rosa (Cedrela fissillis), Copaíba (Copaifera langsdorffii); espécies frutíferas silvestres como o Caju (Anacardium occidentale), Jaca (Artocarpus heterophylus), Pitanga (Eugenia uniflora), Araça (Psidium araça), além de espécies exóticas de interesse comercial como a Teca (Tectonia grandis), Eucalipto (Eucalyptus spp.) e acácia (Acacia manjium).

Um dos objetivos desse viveiro é não só produzir mudas florestais para projetos do IPÊ e da COCAMP/MST como capacitar estudantes locais (técnicos agrícolas e técnicos em meio ambiente), em uma nova possibilidade de atuação profissional.

Os viveiros agroflorestais são parte de uma estratégia de conservação elaborada pelo IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas e seus parceiros, com o objetivo de restaurar a paisagem fragmentada do Pontal do Paranapanema.

São importantes produtores de mudas florestais utilizadas pelos projetos agroflorestais de restauração de habitat, como os projetos Abraço Verde, Corredores Agroflorestais, Café com Floresta, entre outros.

Os viveiros também são importantes centros de capacitação, onde as famílias de assentados da reforma agrária que integram os grupos dos viveiros recebem constante assistência técnica por meio da ATER agroecológica feita pelos pesquisadores do IPÊ.

Outro aspecto relevante é a capacitação oferecida pelo "viveiro escola" a estudantes de colégios técnicos da região, através de um programa de estágio.

É importante ressaltar a geração de renda direta e indireta às famílias assentadas da reforma agrária através da venda de mudas florestais.

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