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O Portal Proteja (www.proteja.org), que chega com o compromisso de constituir a maior biblioteca virtual sobre áreas protegidas do Brasil, será lançado em 24 de junho, às 16h, num evento on-line que reunirá representantes de entidades civis, governamentais, acadêmicas e universitárias e demais pessoas interessadas no tema da conservação ambiental. Inscreva-se aqui.

Com uma plataforma digital robusta e eficiente, o Proteja é uma iniciativa multiatores que conta com a participação de 16 organizações socioambientais e engloba outras ações, como o Proteja Talks - uma série de palestras inspiradas no TED Talks destinada a promover o debate, dar voz aos diversos atores e mostrar diferentes perspectivas de entendimento do tema – e podcasts que apresentam as ameaças e pressões sofridos por esses territórios, assim como as mais recentes e inovadoras ações para protegê-los.

A iniciativa busca o engajamento de novos parceiros como organizações não governamentais, associações comunitárias, universidades e institutos de pesquisa atuantes em todo o país. A intenção é que essas entidades possam utilizar o portal como fonte de informações para campanhas de sensibilização, estudos, pesquisas, projetos e, ao mesmo tempo, contribuam na produção de conteúdo com base em suas atividades ligadas às áreas protegidas. 

O objetivo do Portal Proteja é facilitar o acesso a dados confiáveis e informação de qualidade de forma organizada sobre áreas protegidas para subsidiar o trabalho dessas organizações, auxiliar nos processos de tomada de decisão e facilitar a compreensão do tema. A finalidade é ainda colaborar para o fortalecimento dos profissionais e das instituições comprometidas com a defesa, conservação e desenvolvimento sustentável das áreas protegidas do Brasil através do diálogo e ações coletivas. 

O Proteja oferece acesso gratuito a todos os interessados e é gerido por meio de parceria das mais respeitáveis instituições socioambientais da sociedade civil. 

Entidades parceiras do Portal Proteja: Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), Fundação Vitória Amazônica (FVA), Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Instituto Floresta Tropical (IFT), Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), Instituto Socioambiental (ISA), Associação de Defesa Etnoambiental (Kanindé), The Nature Conservancy (TNC), Wildlife Conservation Society (WCS) Brasil , Woodwell Climate Research Center e World Wild Fund for Nature (WWF) Brasil. 

As ações de educação ambiental em Nazaré Paulista/SP ganharam um novo impulso agora com o novo projeto “Escolas Climáticas do Cantareira”, uma iniciativa promovida gratuitamente às escolas do município pelo IPÊ  em parceria com o IAMAR - Instituto Alair Martins, braço social do Grupo Martins. Mais de 1.000 estudantes serão beneficiados, das séries finais do Ensino Fundamental e das três séries do Ensino Médio. 

O projeto visa a implementação de cinco medidas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas em cinco escolas do município, localizado na região do Sistema Cantareira. Cisternas para armazenar água da chuva, hortas e canteiros agroflorestais, ponto de coleta seletiva de resíduos sólidos, produção de mudas e plantio de árvores nativas estão entre os exemplos de equipamentos de educação para a sustentabilidade com potencial de instalação nas escolas climáticas.  

“Trabalharemos com a formação de coletivos envolvendo as comunidades escolares (estudantes e responsáveis, professores, funcionários)  que participarão de oficinas de capacitação. Em conjunto, vamos planejar, implementar e monitorar as medidas em resposta aos desafios das mudanças climáticas nas escolas”, explica Andrea Pupo, coordenadora de Educação Ambiental do IPÊ. 

A aproximação de empresas com as Escolas Climáticas também está contemplada no projeto. “Vamos envolver colaboradores/voluntários de empresas - localizadas nas regiões provedora e beneficiada pela água do Sistema Cantareira e também do Sistema Martins - em ações realizadas nas escolas. Tivemos experiências nesse formato em propriedades rurais que superaram as expectativas de todos os envolvidos. Esse intercâmbio de conhecimentos e experiências intergeracionais têm o potencial de somar esforços com os desafios das escolas da região e de revelar novas perspectivas para os colaboradores”, pontua a educadora. 

O projeto “Escolas Climáticas do Cantareira” também fortalecerá mais uma frente já trabalhada pelo IPÊ: o desenvolvimento de materiais específicos para educadores. “No IPÊ acreditamos no potencial de compartilharmos conhecimento construído em conjunto por pesquisadores e comunidades. No projeto Semeando Água, por exemplo, realizado no Sistema Cantareira em oito municípios, incluindo Nazaré Paulista, disponibilizamos uma série de materiais gratuitos no site do projeto. Com as Escolas Climáticas do Cantareira vamos dar sequência a esses materiais e incluiremos também boletins exclusivos para as empresas que aderirem ao voluntariado.”.

A equipe do projeto já está em contato com as equipes escolares. Inicialmente, o projeto será realizado de julho de 2021 até junho de 2023.

Há mais de 20 anos, o IPÊ realiza ações na área de educação ambiental em Nazaré Paulista. As atividades já chegaram gratuitamente a 100% das escolas municipais de Nazaré Paulista e, desde 2013, as ações foram ampliadas para outros sete municípios do Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de 7,6 milhões de pessoas apenas na região metropolitana de São Paulo, além de Campinas e de Piracicaba.

Captura de Tela 769Em tempos de pandemia, o sedentarismo tem preocupado educadores. Silvia Masulo, coordenadora do Grupo de Teatro Fazendo Arte Fazendo Parte - projeto de inclusão de pessoas com deficiência intelectual, de Atibaia/SP, está entre eles. “Com o isolamento social, as aulas de teatro têm acontecido de forma 100% online. Como as pessoas têm permanecido mais tempo em frente ao computador, comecei a pensar em uma forma das pessoas realizarem alguma atividade física regular ao ar livre, que tivesse um incentivo a mais, valor agregado”.

No início do mês, Silvia conta que lançou para a turma de cerca de 20 alunos, entre 14 e 65 anos, a Gincana Fazendo Arte e Fazendo Bem, utilizando como gancho as festas juninas. “Em ano de pandemia, os alunos foram estimulados a realizar atividade física com o uso do aplicativo Km Solidário com doações feitas ao IPÊ.  A ideia é o quanto nós, como grupo, conseguimos realizar. Minha expectativa inicial era de contabilizarmos 40 km, fiquei muito surpresa quando descobri que superamos os 830 km por volta dos 15 primeiros dias do mês”. 

Silvia comenta que a adesão da turma superou as expectativas. “Eles se apaixonaram e comentaram que vão continuar depois do período da gincana. A doação para o IPÊ é sem dúvida um estímulo à atividade física.  O pessoal realmente se envolveu porque nos primeiros dias cada família postava 3 km, 5 km, depois começaram a postar 7 km, 12 km. Algumas pessoas com dificuldade de mobilidade caminham 1 km ou menos, mas está valendo o importante é o coletivo. Um dos alunos pediu inclusive uma bicicleta emprestada para contribuir com o IPÊ, uma graça. O que começou como uma gincana virou a atividade da família. Essa é uma atividade possível na pandemia que deve continuar depois que esse período passar.”

Durante as aulas de teatro os alunos compartilham as experiências. “Pela diversidade da faixa etária houve também uma troca de experiência, um suporte dos mais jovens às pessoas que não têm tanta familiaridade com o uso de aplicativos”, pontua a educadora. “O grupo também está estimulando que familiares e amigos incorporem a atividade física no dia a dia. Indiretamente, a gincana já impactou mais de 60 pessoas”, complementa a educadora.

“O mestrado da ESCAS tem três pontos-chave. O primeiro é o networking, você tem de fato contato com os principais especialistas da área do Brasil. A parte dos Seminários é fantástica! O networking é muito forte também entre os alunos. Outro ponto é o da sustentabilidade na prática. Tive experiência em outras instituições de ensino e na maioria das vezes é um conhecimento muito acadêmico, a teoria. Na ESCAS é o lado prático, você tem um trabalho direcionado para aplicação, para aquilo com que você está trabalhando e isso é muito forte. O mestrado da ESCAS mudou muito a minha visão, a forma com que eu consigo atuar com base na experiência que eu tive na ESCAS”, Jeilly Viviane Ribeiro, engenheira agrônoma, diretora da Polímata Soluções Ambientais – egressa da Turma Bahia.

“O mestrado da ESCAS era algo que já há muitos anos eu estava aguardando a oportunidade de fazer. Era algo que eu queria muito pensando em um curso voltado para a conservação e superou as minhas expectativas. Eu lia sempre os depoimentos, conversava com algumas pessoas, mas só fazendo mesmo o mestrado para saber”, Flávia Balderi, uma das fundadoras e secretária executiva da Associação Ambientalista Copaíba – egressa da Turma São Paulo. 

Captura de Tela 2017 07 20 as 14.32.35O mestrado profissional simplesmente me deu a possibilidade e pensar fora da caixa. Durante o estudo tive a oportunidade de fazer estágio em Londres (junto ao criador da sustentabilidade (John Elkington) e escrever um livro como tese. Hoje o livro é utilizado como referência bibliográfica de concurso público”, Rafael Chiaravalloti (foto), egresso e atualmente professor da ESCAS, pesquisador do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, do Smithsonian Conservation Biology (Estados Unidos) e diretor científico da Ecoa - Ecologia e Ação – egresso da Turma São Paulo.

“Fiquei muito feliz com o mestrado, me senti em casa por conta da proposta, por ser um mestrado interdisciplinar e que buscava colocar em prática a transdisciplinaridade, o fazer acadêmico. O mestrado me deu solidez, me fez reconhecer que posso fomentar projetos nesse caminho de tecer redes de produção e consumo, economia solidária e consumo responsável”. Juca Ulhôa Cintra Paes da Cunha, economista que está entre os fundadores e atuais conselheiros da SER – egresso da Turma Bahia. 

Interessados têm até 07 de agosto às 17:00 para realizar a inscrição e concorrer a uma vaga no Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. A ESCAS/IPÊ abre edital para duas turmas: Nazaré Paulista/SP e Porto Seguro/BA. 

O conhecimento estratégico obtido durante o curso proporciona ao aluno articular a ciência como aliada das melhores decisões no dia a dia profissional, a partir da análise crítica.

Profissionais que atuam nas esferas governamental, na iniciativa privada e no terceiro setor encontrarão uma jornada de aprendizado inovadora com sólidos conhecimentos científicos, múltiplas vivências relacionadas aos principais temas do Desenvolvimento Sustentável, além de governança e resolução de desafios reais. 

Por conta da pandemia, o processo seletivo será realizado a distância. 

As aulas das duas turmas terão início em  setembro de 2021. Importante destacar que o Mestrado conta com formato híbrido, com aulas online e presenciais. Para a turma São Paulo as aulas presenciais serão realizadas na sede da ESCAS, em Nazaré Paulista. Já para a turma Bahia as aulas serão ministradas na RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural Estação Veracel, em Porto Seguro. A ESCAS segue as orientações científicas e a partir delas toma decisões no contexto da pandemia quanto ao formato de cada módulo, se online ou presencial.

Com duas linhas de Pesquisa: Conservação da Biodiversidade /  Meio Ambiente, Sociedade e Sustentabilidade, o mestrado profissional atrai o interesse de profissionais de diversas formações, como biólogos, engenheiros agrônomos e florestais, gestores socioambientais, coordenadores e diretores da área de Responsabilidade Socioambiental que têm em comum o objetivo de transformar realidades, criar/aperfeiçoar processos, ampliar o diálogo com os diferentes atores sociais e assim promover o Desenvolvimento Sustentável.

No corpo docente estão profissionais que são referência em suas áreas de atuação, eles estão na ponta da inovação socioambiental, tanto em projetos no terceiro setor, quanto na iniciativa privada e na esfera governamental. Assim o aluno tem acesso ao conhecimento prático, com direito ao compartilhamento dos desafios enfrentados por esses profissionais, com todos os aprendizados inerente à superação. Entre os propósitos do Mestrado ESCAS/IPÊ está a formação de profissionais capazes de transformar desafios em oportunidades.

O Mestrado Profissional da ESCAS na Bahia é subsidiado parcialmente pelos parceiros: Instituto Arapyaú e Veracel; o que também contribui para valores mais acessíveis na mensalidade. Para a turma de 2021, a mensalidade tem o valor de R$ 350,00. Importante: cada aluno selecionado assinará um contrato com o programa, se comprometendo a reembolsar o investimento feito pelos parceiros caso abandone o curso ou descumpra as cláusulas de contrato e regimento do curso.

Bolsas de Estudo

Para a Turma 2021 ESCAS São Paulo são oferecidas duas bolsas de estudo do WWF/EUA - Programa Russel Train/Education For Nature (EFN). Uma das bolsas cobre 100% do valor do curso e é destinada a um candidato proveniente dos estados da Amazônia Legal, ou países da Amazônia Andina. Já a segunda bolsa de estudo, subsidia 40% do valor da mensalidade, é destinada a quem desenvolverá o Trabalho de Conclusão sobre os temas relacionados no edital, como Conservação de ecossistemas e restauração para proteger, restaurar e evitar a degradação da biodiversidade; Justiça socioambiental para promover o respeito aos direitos socioambientais; Envolvimento da sociedade em estilos de vida sustentáveis e Economia verde para desenvolver soluções que demonstrem que é possível atingir desenvolvimento econômico sem impactos ao meio ambiente e respeitando os direitos das pessoas. 

Na turma de 2019, a bolsa de estudo da mesma instituição foi destinada a José Palahv Gavião, o primeiro aluno indígena do Mestrado Profissional da ESCAS. “Procurei onde eu iria me encaixar melhor em um Mestrado, que tivesse a ver comigo e com a minha cultura. Fiquei sabendo sobre a ESCAS e que a escola tinha uma bolsa. Decidi que era a hora” comenta. 

“O projeto que estou desenvolvendo no Mestrado é justamente para criar uma cadeia de valor para a castanha coletada no nosso território. Para que seja vendida pelos indígenas, diretamente, sem atravessadores, com um preço mais adequado. Já ajudei a construir uma cooperativa e estamos buscando melhorar a coleta, modernizar o que conseguimos. Quero aprender mais sobre como fazer isso e estou conseguindo com apoio do curso e das pessoas que estou tendo contato.”, conta o egresso.

Confira os editais e inscreva-se:  

https://conteudo.escas.org.br/mestrado-da-bahia-2021

https://conteudo.escas.org.br/mestrado-nazare-paulista

Conheça os depoimentos de quem já fez essa escolha!