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No Relatório de Atividades do IPÊ, você confere os resultados de um ano inteiro de dedicação à biodiversidade brasileira e os nossos avanços em pesquisa de fauna, educação e restauração florestal.

Além disso, também tem livre acesso aos números institucionais, nossos parceiros e apoiadores, já que a transparência de nossas ações é um compromisso com a sociedade.

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ESG Na Prática
Lições de Parcerias e Negócios para um mundo em transformação
04 DE OUTUBRO

O IPÊ e o LinkedIn promovem, no dia 4 de outubro, encontro com convidados de OSCs, empresas e governo, para falar sobre os desafios da prática, os cases de sucesso e o futuro do ESG.

Profissionais que estão na linha de frente de projetos com foco em transformação socioambiental vão dividir com o público temas como implementação de parcerias, mensuração de resultados em ESG e os desafios enfrentados neste contexto. Como resultado, após o evento, os participantes receberão um e-book do evento com os cases detalhados, além do balanço dos debates, com o objetivo de somar conhecimento sobre como o ESG pode fazer parte dos negócios e sobre como os profissionais de vários setores podem contribuir para uma agenda mais do que positiva para a sociedade.

CONFIRA AS SESSÕES:

Sessão 1
9H00

Novos modelos de produção agropecuária
Como dar escala a projetos silvipastoris

Mediadora: Miriam Perilli, PhD - coordenadora de projetos IPÊ

Henrique Borges - Head of Milk and Dairy Ingredients – Danone

Caio Rivetti – proprietário da Fazenda Gordura

Leonardo Rezende – Fazenda Triqueda

Nabil Kadre – BNDES

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Sessão 2
10H30

Restauração com impacto socioambiental e econômico para a empresa: De que formas mensurar o investimento em florestas

Laury Cullen Jr. - Coordenador dos projetos de restauração do IPÊ

Taciana Abreu – Diretora de Marketing da FARM

Marcela Porto – Head de Comunicação da Suzano

Plinio Ribeiro – Co-fundador e CEO da Biofílica

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Sessão 3
14H00

Economia Verde: Habilidades e Profissões para um Mundo Sustentável

Mediador: Rudi Solon - Linkedin

Claudio Padua – ESCAS/IPÊ

Joaquim Levy - Diretor de Estratégia Econômica e Relações com Mercados no SAFRA

Fabio Alperowitch - Diretor da FAMA Investimentos

Carolina Santos Pecorari - Diretora de Sustentabilidade & ESG LATAM - Cervejaria AMBEV

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Sessão 4
15H30

Soluções aos consumidores: produtos e serviços para impacto socioambiental

Andrea Peçanha - Coordenadora da Unidade de Negócios Sustentáveis do IPE

Fernanda Romano - Diretora de Marketing de Alpargatas

Bruna Sabóia – Gerente de Sustetanbilidade - Americanas

Adriana Barbosa – CEO da Aceleradora Preta Hub

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Sessão 5
17H00

Como evitar o ESG washing?
Boas práticas para parcerias intersetoriais e mensuração

Moderadora: Graziella Comini – professora associada da FEA/USP e vice-presidente do IPÊ

Selma Moreira – Diretora Executiva do Fundo Baobá

Adriana Machado - Fundadora do Briyah Institute

Ricardo Batista – CEO do Tribanco

Tarcila Ursini - EB Capital

Um levantamento feito por um grupo de 30 cientistas, com participação do pesquisador do IPÊ, Rafael Chiaravalloti, revela que cerca de 17 milhões de animais vertebrados morreram nos incêndios no Pantanal, em 2020. Eles contabilizaram as carcaças por meio de amostragens nas áreas queimadas. O estudo foi liderado por Walfrido Tomas, da Embrapa Pantanal. 

O impacto dessa perda de biodiversidade é significativo, conforme aponta Rafael, que é também pesquisador da Imperial College London e professor do Mestrado Profissional da ESCAS IPÊ. Ele destaca que o número de 16.952 milhões de vertebrados se refere aos animais que morreram imediatamente por conta dos incêndios, mas os efeitos para a vida selvagem são ainda mais drásticos. “No estudo, destacamos que apesar de ser um número elevado não inclui os animais que morreram buscando refúgio em tocas e também não contabiliza os animais que morreram em consequência dos incêndios, como por exemplo pela dificuldade em encontrar recursos, como água e alimento”.

A pesquisa ressalta que a intensificação dos incêndios está entre as mais visíveis consequências das mudanças climáticas. Em 2020, por exemplo, o bioma registrou 40% de redução no volume de chuva e aumento na temperatura média de 2ºC, desde 1980; essa combinação criou as condições ideais para o cenário de destruição de 2020.  “Ações como desmatamento e uso inadequado do fogo aliado às mudanças climáticas tornam o Pantanal um bioma extremamente vulnerável às ações do homem”, destaca Chiaravalloti. 

Os resultados do estudo impressionam mesmo quem esteve no campo, contabilizando carcaças, como Gabriel Oliveira, mestrando em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da ESCAS. “Sempre que havia um grande foco de incêndio, no dia seguinte estávamos no campo, fazíamos transectos – trilhas em linha reta na área queimada em que caminhávamos contabilizando as carcaças. Tinha que ser no dia seguinte porque a degradação da carcaça é muito rápida por conta de predadores como gaviões, por exemplo. No campo, a gente já tinha uma ideia de que pequenos mamíferos e répteis teriam sido muito atingidos, mas o número do estudo foi chocante”.

Plano estratégico para o Pantanal 

Como forma de evitar que futuros incêndios no Pantanal tenham o impacto observado em 2020, Rafael Chiaravalloti está à frente de um grupo de mais de 70 pesquisadores que busca avançar em uma agenda com potencial para a conservação do bioma.   

“Em junho, nos reunimos em dois Workshop Virtuais que avaliaram as bases de um planejamento estratégico para áreas protegidas no bioma. Junto com os participantes desenvolvemos dois Relatórios com diretrizes para a conservação: áreas protegidas, pecuária, pesca e ecoturismo no Pantanal (em português). Os documentos trazem a importância de trabalharmos com plano de manejo integrado das áreas protegidas, pensando na gestão da paisagem. Vale o destaque para os mecanismos alternativos de criação de áreas protegidas, como por exemplo por meio do Termo de Autorização de Uso Sustentável (TAUS)”, como aponta o pesquisador.  O Pantanal, apesar de ser considerado Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Unesco, conta com uma pequena área protegida por Unidades de Conservação públicas ou privadas. 

Entre as medidas com potencial de aumentar o tamanho da área protegida no bioma está a criação de RPPNs – Reserva Particular do Patrimônio Natural. Atualmente, segundo o relatório, o Pantanal conta com 22 áreas protegidas nessa categoria. Dessas, 45% pertencem a proprietários privados e 55% a instituições. Entre os desafios está a atualização do Plano de Manejo, 36% das RPPNs possuem o plano, no entanto apenas uma RPPN (4%) atualizou o documento nos últimos cinco anos.

Os relatórios também apontaram a necessidade de expandir planos para promoção da produção de carne sustentável no Pantanal, o fortalecimento da cadeia da pesca e a profissionalização do turismo de base comunitária na região.

Novo projeto educacao paisagem comunidadeDiante dos diversos desafios socioambientais enfrentados em áreas degradadas de preservação permanente (APPs) e de recarga hídrica na Bacia do Rio Doce (nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo), o IPÊ deu início ao projeto Educação, Paisagem e Comunidade, com o propósito de apoiar a regeneração do solo e conservação da água em áreas de influência da bacia, por meio do envolvimento comunitário e desenvolvimento de agroecologia.

Atuando pela primeira vez no Espírito Santo, o Instituto leva para assentamentos rurais nos municípios de Alto Rio Novo e Águia Branca (áreas de influência da Bacia do Rio Doce) a tecnologia social bem sucedida que desenvolveu há mais de 20 anos com agricultores do Pontal do Paranapanema, no extremo Oeste do estado de São Paulo. Dentre as ações estão educação ambiental, capacitação e extensão rural, com aplicação de produções sustentáveis como a agroecologia.

A iniciativa faz parte da linha de ação Integração Escola e Comunidade, realizada pelo IPÊ e sua escola, ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade. Em sua edição no Espírito Santo, o projeto trabalha agora para beneficiar 143 pequenas propriedades em quatro assentamentos rurais selecionados devido ao potencial de escala e aplicabilidade das atividades.


“A Integração Escola e Comunidade é um meio muito interessante de implementação de uma agenda socioambiental para a transformação. Por meio da ESCAS, a escola do IPÊ, levamos instrumentos de educação para a população, unindo a nossa expertise em ciência e mobilização social para mudanças reais. Esse é o princípio adotado, inclusive, no Pontal do Paranapanema, onde desenvolvemos trabalhos com comunidades há quase 30 anos”, explica Eduardo Badialli, coordenador do projeto.

Dentre algumas das principais atividades do projeto está a implantação dos PIPs (Projeto Individual de Propriedades) que contemplem a restauração florestal de paisagens rurais e a produção rural sustentável na agricultura familiar.

As atividades de campo junto às comunidades iniciaram em agosto de 2021 e seguirão por dois anos. O trabalho tem parceria com a Fundação Renova.

Representantes do Comitê Brasileiro se reuniram na tarde de hoje, 09 de setembro, com Razan Al Mubarak, a nova presidenta eleita da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN). 

Na pauta uma conversa sobre o papel fundamental que os biomas brasileiros desempenham como mantenedores da biodiversidade e do clima no mundo, as ameaças diárias enfrentadas pelos defensores da natureza e seus povos tradicionais e o enfraquecimento das nossas políticas ambientais e estruturas de gestão, bem como o papel que a UICN pode desempenhar como articulador de ações que fortaleçam as instituições-membros da UICN no Brasil e o trabalho que desempenham. Além da conversa, o Comitê enviou na semana passada para a então candidata, a carta Brazil Matters.

A presidente acolheu com entusiasmo as propostas apresentadas pelos membros, especialmente a sugestão de promover uma grande campanha de comunicação para divulgar os biomas brasileiros dentro da União. Ao ouvir a proposta de que o Brasil seja o país sede de um dos Congressos Mundiais da UICN, Razan foi prática e sugeriu que o pontapé seja a promoção de uma das reuniões com os conselheiros da UICN.

“O Brasil está no coração do mundo e eu vou trabalhar para que ele esteja no coração da IUCN”, comentou a presidente logo após dizer que entende o papel que o Brasil desempenha e convidar os membros a trabalharem com ela para fortalecer a União no Brasil e consequentemente, no mundo.

O Brasil conta com 26 instituições-membros da UICN que fazem parte do Comitê Nacional e se reúnem periodicamente para pensar em estratégias de potencialização de seus resultados por meio da integração entre as instituições. O Comitê vai continuar trabalhando para fortalecer seu espaço institucional, seus membros e a presença da UICN no Brasil. 

As Eleições

Os resultados das eleições foram divulgados ontem, 08 de setembro, no terceiro encontro da Assembleia de Membros que ocorreu durante o Congresso Mundial de Conservação da Natureza que está acontecendo em Marseille, na França. 

Concorrendo com outros dois candidatos, Razan Al Mubarak ganhou atingindo a maioria dos votos no primeiro turno de votação com 69% dos votos dos governos e 63% das organizações da sociedade civil. Razan, dos Emirados Árabes, é a segunda mulher a assumir a presidência da IUCN em 14 mandatos e 73 anos de instituição. Yolanda Kakabadse, do Equador, esteve à frente da organização de 1996 a 2004. 

Mulher e jovem, quando comparada aos seus antecessores, Razan tem um imenso desafio à sua frente especialmente no que se refere ao enfrentamento às crises climática e sanitária onde, em ambos os casos, a conservação da natureza desempenha um papel fundamental.