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Dia 22/09, no Instagram: Live Castanha-da-Amazônia 

Na terça-feira 22 de setembro, das 20:30 às 21:20, tem Live no instagram do IPÊ, imperdível! Bate-papo com três profissionais do IPÊ que atuam no MPB –  Monitoramento Participativo da Biodiversidade, em Unidades de Conservação na Amazônia. Cristina Tófoli, Camila Lemke e Ilnaiara Sousa vão conversar sobre uma série de questões que envolvem o monitoramento para a conservação do recurso.  

Afinal, como o monitoramento da castanha-da-Amazônia contribui com as comunidades locais? Como é feito esse trabalho? Desde quando? Quais motivos levaram à implementação desse monitoramento? Quantas Unidades de Conservação participam? Houve alguma alteração no monitoramento da castanha-da-Amazônia por conta da pandemia? De que forma o monitoramento participativo beneficia também as próximas gerações? 

 

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Programe-se: 15/09 - 20:30 às 21:00 Live Uirapuru Canta: Como diminuímos a distância com as comunidades na Amazônia em tempos de pandemia? Nesse bate-papo, Cristina Tófoli, coordenadora do projeto MPB – Monitoramento Participativo da Biodiversidade, conversará com Lívia Maciel Lopes, pesquisadora que atua na Amazônia, sobre a experiência do IPÊ para superar o desafio da comunicação com as comunidades da Amazônia diante do cenário de pandemia.

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costurando o futuroComprar é mais do que uma simples escolha, começa com a peça, mas vai além, reforça também valores, ainda que muitas vezes de maneira inconsciente. Já imaginou tornar as suas compras mais representativas daquilo que você realmente acredita? No site da loja do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas (https://loja.ipe.org.br), você tem a oportunidade de: adquirir produtos que valorizam a biodiversidade nacional, contribuir com a conservação dessa mesma biodiversidade e ainda gerar renda para famílias de bordadeiras da zona rural de Nazaré Paulista e de produtores rurais do Pontal do Paranapanema (SP). 

Na loja do IPÊ, as camisetas adulto e infantil são confeccionadas 100% em algodão e destacam nas estampas a fauna e a flora brasileira.  Mico-leão-preto, bicho-preguiça, quati, arara, jacu, peixe-boi, sauá, anta, papagaio-da-cara-roxo e o tatu-canastra estão entre as espécies representadas nas coleções.  Para quem ficar na dúvida sobre qual modelo escolher vale a pena considerar a camiseta Biodiversidade! A flora também tem seu lugar garantido na loja do Instituto, com direito à jabuticabeira, mudas e à diversidade dos ipês. Uma das campeãs de vendas é a camiseta que traz a biodiversidade para o mapa do Brasil com bordado nas costas. Para as crianças, uma série de peças com estampas e bordados inspirados nos animais nativos do Brasil, fica a dica!

Além das camisetas, a loja também conta com bolsa para notebook, ecobag e necessaire – todas inspiradas na biodiversidade. Diante de pandemia, a loja investiu em uma linha de máscaras - modelos adulto e infantil (de 6 a 10 anos) - com elementos da biodiversidade, vale a pena conferir! Para relaxar em casa, as consagradas máscaras bicho preguiça e onça despontam como ótima opção. 

Todos esses produtos da loja são o resultado do Projeto Costurando o Futuro, realizado desde 2002 na zona rural de Nazaré Paulista, interior de São Paulo, com famílias de bordadeiras da região que complementam a renda por meio dos valores obtidos com a venda dos produtos. As coleções contam com orientações de reconhecidos designers de moda, como Sarita Dal Pozzo, Ana Laet, Simone Nunes, além do franco-brasileiro Fábio de Sá. Eles acreditam no conceito de que moda e natureza têm tudo a ver e podem caminhar juntas promovendo o desenvolvimento socioambiental e a melhoria da qualidade de vida em comunidades. Os quatro contribuíram com o Projeto de forma voluntária.

No site da loja do IPÊ também é possível encontrar uma linha de bucha vegetal customizada com a fauna nacional. Onça, anta, mico, borboleta e peixe estão entre os modelos. 100% do valor obtido com a venda desses produtos é destinado aos produtores rurais, que cultivam as buchas na região do Pontal do Paranapanema (SP), junto a Sistemas Agroflorestais, os SAFs, que misturam produção de alimentos e diversas culturas com o plantio de árvores da Mata Atlântica.

Havaianas IPÊ 

 

Há 16 anos, IPÊ e as Havaianas têm uma parceria que encanta os brasileiros e o mundo por meio das Havaianas IPÊ, sandálias com estampas que retratam a fauna e flora das matas brasileiras. Comercializadas em cerca de 100 países, elas colaboram para a conservação da biodiversidade do Brasil, com repasse de 7% das vendas líquidas para o Instituto. Durante todos esses anos, mais 14 milhões de pares de sandálias já foram vendidas. Mico-leão-preto, onça-pintada, gavião-real, tamanduá-bandeira, jacaré-de-papo-amarelo estão entre as espécies que estamparam, até o momento, as 15 coleções da linha entre adulto e infantil. Atualmente, gato mourisco, perereca-da-folhagem e araçari banana são as estrelas! As Havaianas IPÊ já destinaram mais de 9,2 milhões de reais para a causa do Instituto.

 

Café com floresta

O café à venda no site do IPÊ - produzido no Pontal do Paranapanema, no extremo Oeste do estado de São Paulo -  é conhecido como café com floresta, e tem como base a implementação de um sistema diversificado, que associa o café (Coffea arabica L.) com o cultivo de culturas anuais como feijão, milho, mandioca e espécies de árvores nativas da Mata Atlântica. Dessa forma, desde 2001, os agricultores assentados de reforma agrária atrelaram restauração florestal com geração de renda; 100% do valor obtido com a venda é destinado aos produtores rurais. A iniciativa gera benefício à terra, à biodiversidade, ao produtor e ao consumidor.

A presença das árvores neste sistema possibilita menor susceptibilidade à geada - um grande risco na produção do café. Além disso, com o manejo agroflorestal reduzem-se os danos causados pelo uso do agrotóxico, que afetam o produtor, o meio ambiente e quem consome os produtos ali gerados. Outra vantagem desse processo é a autossuficiência do produtor na condução da cultura do café, pois os insumos (biofertilizantes, inseticidas orgânicos e o homus de minhoca utilizado na adubação do café) podem ser encontrados na sua propriedade ou produzidos pelo agricultor, diminuindo os custos do cultivo

Confira esses e mais de 50 produtos na Loja do IPÊ: http://www.lojadoipe.org.br/ 

 

 

 

Ampliar a produtividade no campo, diversificar as fontes de renda dos produtores rurais, estimular a participação dos diversos atores e contribuir para a conservação da biodiversidade estão entre os pontos de conexão dos trabalhos realizados na prática, na vida real, por alunos da ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, tanto do Mestrado Profissional em  Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, quanto do MBA em Gestão de Negócios Socioambientais. 

Os egressos da ESCAS são líderes em conservação e sustentabilidade, que hoje atuam na transformação da realidade socioambiental em todo o Brasil. Confira abaixo seis dessas histórias, os resultados obtidos até o momento e os próximos passos.  

MATO GROSSO DO SUL

Projeto Sistemas Produtivos une produtividade no campo com impacto positivo no clima

Selecionado em duas disputas, no Desafio Agroflorestal (iniciativa do Fundo Vale e da Reserva Natural Vale) e na etapa nacional da ClimateLaunchpad - a maior competição de ideias de negócios verdes do mundo (realizada pela ClimateLaunchpad com co-realização da Climate Ventures, no Brasil), o Projeto Sistemas Integrados alinha reforma de pasto degradado com a utilização do componente florestal e de culturas agrícolas. Dessa forma os benefícios vão além da esfera social, por meio da diversificação das fontes de renda dos produtores e chegam à esfera ambiental reduzindo as emissões de carbono. 

O projeto desenvolvido por Pedro Nogueira, egresso do MBA da ESCAS, Thiago Nogueira, aluno do mestrado da ESCAS e Alexandre Tozzo está na disputa regional Climate Ventures que será realizada no início da segunda quinzena de setembro. “Sistemas produtivos mais eficientes emitem menos carbono, principalmente por causa da reforma da pastagem e do pastejo rotacionado; isso auxilia muito na redução das emissões de carbono. No nosso modelo de negócio, o componente florestal - a inclusão de árvores - e as espécies agrícolas também contribuem para a fixação de carbono ao sistema. Nesse contexto, no balanço, o sistema passa de emissor de carbono para um sistema que fixa mais carbono”, revela Pedro Nogueira.  O projeto, segundo os sócios, é totalmente ajustável para diferentes regiões do Brasil e biomas. 

Projeto de alunos da ESCAS disputa Desafio Agroflorestal e ClimateLaunchpad

 

MINAS GERAIS E SÃO PAULO

Associação Ambientalista Copaíba desenvolve estudo para selecionar as próximas áreas de restauração florestal  

A identificação das áreas prioritárias para a conectividade, com as ações mais estratégicas para recuperação e os custos estão entre as questões apresentadas na tese de mestrado de Flávia Balderi, na ESCAS/IPÊ - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade. Flávia é uma das fundadoras e secretária executiva da Associação Ambientalista Copaíba, localizada em Socorro (SP). O recorte de Flávia traz justamente a área de atuação da Copaíba em 19 municípios localizados entre a bacia do Rio do Peixe, no leste do estado de São Paulo, e a bacia Camanducaia, no sul de Minas Gerais.

“A partir desse levantamento vamos contatar os proprietários das áreas prioritárias para a restauração e nessa conversa todos os argumentos serão importantes, como serviços ecossistêmicos, conservação de água. Por exemplo, para quem trabalha com turismo ou com produção tentaremos utilizar espécies que agreguem valor também nessa direção às propriedades; uma maneira também de incentivarmos que a restauração aconteça”, pontua Flávia Balderi. 

Produto final de mestranda da ESCAS vai fortalecer Associação Ambientalista Copaíba

 

REGIÃO SUL DO BRASIL

Egresso da ESCAS aposta em novo modelo para construir e compartilhar conhecimento  

Documentários e curtas-metragens desenvolvidos por pesquisadores em conjunto com tropeiros, quilombolas, pescadores, produtores rurais e jovens revelam novos caminhos na área de educação ambiental. “O resultado não é a entrega do vídeo, mas a forma como a gente produz o vídeo com a comunidade, alunos e pesquisadores. Esse é o foco do nosso negócio”, pontua Gustavo Arruda, egresso do MBA da ESCAS e sócio da Rastro Ecologia Criativa.

Entre as produções da Rastro, após Gustavo concluir o MBA, está o curta Peixe das Nuves, do Instituto Pró-Pampa. O vídeo tem como objetivo compartilhar informações sobre os peixes anuais, também conhecidos como sazonais, com destaque para a importância da conservação do habitat, que inclui a zona de amortecimento da Unidade de Conservação, onde são desenvolvidas atividades antrópicas. “A pesquisa não chegava à comunidade do entorno e a maior parte dos conflitos acontecia por conta da degradação do habitat. Com o vídeo criamos um diálogo mais sensível e atrativo sobre o tema para as comunidades do entorno”, esclarece Gustavo Arruda.

Veja como Gustavo transforma ecologia, arte e comunicação em educação ambiental

 

EXTREMO SUL DA BAHIA

Egressa adapta modelo de negócio em tempos de Covid-19 

As mudanças no cenário por conta da pandemia aceleraram alguns planos no extremo sul da Bahia, onde há quase nove anos, a engenheira agrônoma Jeilly Vivianne, mestra pela ESCAS, iniciou programa com ex-carvoeiros que avançaram no caminho da Agroecologia. “Planejávamos começar o trabalho de cestas delivery no segundo semestre de 2020, após o escalonamento de plantio, mas com a suspensão das feiras em tempos de pandemia, antecipamos as cestas. Temos mais de 50 produtos entre in natura, minimamente processado até o processado. De abril até a primeira quinzena de agosto, mais de 1.100 cestas já foram comercializadas - mais de 12,5 toneladas de alimentos - em Teixeira de Freitas, Alcobaça e Guaratiba/Prado (BA) e Nanuque (MG)”, explica a egressa. 

 

De carvoeiros a agrofloresteiros: mestra da ESCAS/IPÊ transforma realidade socioambiental no sul da Bahia

 

Programa para agricultores do sul da Bahia contribui para o aproveitamento de 100% da mandioca

A mestra pela ESCAS Jeilly Vivianne também atua no extremo sul da Bahia na implantação da Farinheira Sustentável, que integra o PAT da Mandiocultura - Plano de Ação Territorial da Mandiocultura, uma iniciativa com recursos do PDRT da Suzano e apoio do PRODETER – Programa de Desenvolvimento Territorial, do Banco do Nordeste. 

As ações tiveram início pela necessidade de adequação das farinheiras. “Em 2017, o Ministério Público recebeu uma denúncia sobre o descarte inadequado da manipueira – resíduo líquido da prensagem da massa da mandioca – 25 vezes mais poluente do que o esgoto doméstico”, recorda Jeilly Viviane. Diretamente 709 famílias são atendidas pela equipe de Jeilly no PDRT, e mais de 3 mil têm acesso ao conteúdo pelo PAT, com o Mandiocast o número de pessoas impactadas já ultrapassa os limites das ações inloco

Mestra pela ESCAS implementa programa que amplia aproveitamento da mandioca de 40% para 100%

PONTAL DO PARANAPANEMA

Mestre pela ESCAS conquista o Whitley Awards, o Oscar Verde 

Gabriela Cabral Rezende, mestra pela ESCAS, integra a lista de pesquisadores reconhecidos com o Whitley Award pelos esforços na conservação do mico-leão-preto. A bióloga está entre os seis vencedores do Whitley Award 2020, do Whitley Fund for Nature (Reino Unido). O Whitley é considerado o maior prêmio da conservação ambiental do mundo, e por isso é chamado de Oscar Verde. Mestra pela ESCAS, a pesquisadora concorreu com mais de 100 outros inscritos ao prêmio na mesma categoria. Além do reconhecimento, os seis ganhadores vão receber o prêmio de 40 mil libras, cada um, para investirem em seus projetos.

Saiba como o recurso será usado no Programa de Conservação do Mico-Leão-Preto

Mais informações: 

 

 

Com o objetivo de compartilhar os aprendizados e as vivências da equipe e parceiros, o projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade (MPB), do IPÊ, inicia na próxima semana uma série de Lives no Instagram @institutoipe. 

Para começar:  O que é Monitoramento Participativo da Biodiversidade? Um bate-papo em 08/09, das 20:30 às 21:00 entre Cristina Tófoli, coordenadora geral do projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação Amazônicas, e Paula Piccin, coordenadora de comunicação do IPÊ.  

Cristina já recebeu um dos Prêmios Futuro Conservacionista (Future Conservationist Award), pelo Conservation Leadership Programme e foi selecionada como uma das lideranças emergentes na conservação da vida silvestre. É ecóloga, mestre em ecologia e  atualmente cursa o MBA da ESCAS em Gestão de Negócios Socioambientais. 

Em 5 anos, o MPB - Monitoramento Participativo da Biodiversidade já beneficiou diretamente mais de 4,7 mil pessoas, em 17  Unidades de Conservação.  Mas como as informações monitoradas pela própria comunidade contribuem para a biodiversidade? De que forma esses dados subsidiam projeções relativas às mudanças climáticas e demais ameaças? Qual é a relação entre monitoramento da biodiversidade e cadeias produtivas?  Confira as respostas para essas e outras perguntas na Live. 

O projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade é parceiro na implementação do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora) do Instituto de Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e conta com apoio de USAID, Gordon and Betty Moore Foundation e Programa ARPA. 

Programe-se:  a segunda Live será realizada em 15/09 no mesmo horário (20:30 às 21:00) com o tema Uirapuru Canta: Como diminuímos a distância com as comunidades na Amazônia em tempos de pandemia?. Nesse bate-papo, Cristina Tófoli conversará com Lívia Maciel sobre a experiência do IPÊ para superar o desafio da comunicação com as comunidades da Amazônia diante do cenário de pandemia. 

 

Instagram do IPÊ: https://www.instagram.com/institutoipe/