IPÊ participa do Fórum Criare e destaca a importância do envolvimento das empresas

Meio Ambiente também esteve na programação do Fórum Criare, evento online realizado no sábado 20/02, com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento pessoal, discutir tendências e promover o networking entre os participantes.  Para falar sobre o tema, Andrea Peçanha, coordenadora da Unidade de Negócios Sustentáveis do IPÊ apresentou panorama da atuação do IPÊ e as tendências envolvendo as empresas no cenário de pandemia.

“Fazemos restauração florestal, educação ambiental, negócios com comunidades e formação de profissionais para a sustentabilidade. O IPÊ atua em quatro biomas - Mata Atlântica, Pantanal, Cerrado e Amazônia. Já plantamos mais de 3,2 milhões de árvores e beneficiamos 14 mil pessoas/ ano. Para conseguirmos esses resultados contamos com apoiadores, parceiros, patrocinadores e doações”, pontua Andrea que há mais de 20 anos integra a equipe do IPÊ.  Para saber mais como a empresa em que você atua também pode contribuir: [email protected]

A região do Sistema Cantareira está entre as áreas de atuação no IPÊ. “O desafio nessa área é enorme, precisamos plantar 35 milhões de árvores. Sabemos que não faremos isso sozinhos, restaurar essa área é estratégico para a água que abastece a região metropolitana de São Paulo e Campinas. Mais de 14 milhões de pessoas se beneficiam dessa água, além das empresas que estão nessa região. Você também pode fazer parte dessa história”, afirma Andrea. O IPÊ junto com empresas e pessoas físicas já plantou na região mais de 370 mil mudas e segue plantando.

Segundo a coordenadora da Unidade de Negócios, é possível notar que as empresas, em especial as grandes, têm demonstrado uma preocupação maior com a sustentabilidade. “Elas estão trazendo essa questão para o centro do negócio, pensando no longo prazo. Mudanças climáticas são um fato e as empresas que pretendem ser perenes elas têm que partir para a ação. Essa questão da pandemia acelerou esse processo e atualmente o conceito de ESG - Environmental, Social Governance está muito presente. As empresas cada vez mais estão olhando para isso como atoras, elas podem fazer a transformação, isso ganhou ainda mais relevância com a pandemia. Elas podem atuar para diminuir os impactos de grandes desequilíbrios ambientais ou mesmo das mudanças climáticas”.

Quanto às mudanças na sociedade, Andrea destaca que muitas pesquisas têm reforçado o interesse maior de uma determinada geração sobre sustentabilidade. “Para os Millennials – nascidos entre 1981 e 1996 – a questão socioambiental é motivo de uma preocupação maior”.

Educação para a transformação

Como o IPÊ atua com pesquisas que são aplicadas na prática, um dos frutos desse trabalho é a ESCAS – Escola de Conservação Ambiental e Sustentabilidade. “A ESCAS tem Mestrado Profissional aprovado pela CAPES onde já formamos mais de 150 mestres e um MBA em Negócios Socioambientais, além de cursos livres”, revela Peçanha. Dentro dos projetos realizados pelo IPÊ, a educação ambiental também é uma frente de atuação-chave. “O público-alvo dos projetos tem sido os alunos, em especial, de escolas públicas, mas também realizamos ações de educação ambiental para outros públicos”, complementa. 

Os negócios envolvendo comunidades também estão no DNA do instituto. “Muitas vezes onde há alta biodiversidade as comunidades estão empobrecidas. Também temos que pensar no potencial que aquela comunidade tem e como aquelas pessoas permanecem lá vivendo de maneira harmônica com a natureza. Por exemplo, na Amazônia trabalhamos muito com o Turismo Comunitário”.

A coordenadora da Unidade de Negócios Sustentáveis também pontua a importância do meio ambiente equilibrado para toda a sociedade. “O IPÊ desenvolve projetos de conservação com seis espécies. Nosso trabalho na área ambiental mostra que a presença de espécies são indicadores de ambientes sadios. Da mesma forma, a ausência de espécies em áreas onde elas deveriam estar reforça que o ambiente está em desequilíbrio. Na pandemia, temos visto que o que estamos vivendo é fruto de um desequilíbrio ambiental”.

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