Últimas Notícias

Com apoio do IPÊ e um convênio com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam) deu início ao projeto de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (ATES) no assentamento PDS Cuieiras Anavilhanas.

Entre os dias 27, 28 e 29 de outubro foram realizadas reuniões em três pólos do assentamento, envolvendo cerca de 200 famílias de 15 comunidades do Baixo Rio Negro. O principal objetivo dos encontros é apresentar aos moradores da região o projeto de extensão, e o próprio Instituto, que foi a ONG vencedora do edital. Além disso, os moradores puderam conhecer também a equipe técnica responsável pelas atividades que serão desenvolvidas no assentamento.

A equipe iniciou o diagnóstico das famílias para atualizar as informações referentes aos assentados no Incra e nortear as ações de ATES. Segundo o pesquisado do Ipê, Leonardo Kurihara, a previsão é de que sejam realizados 283 diagnósticos no total. Até agora mais de 80 famílias foram visitadas para realização do diagnóstico.

O projeto de extensão tem como objetivo diagnosticar e atualizar a situação socioeconômica das famílias residentes no assentamento, além de capacitar e realizar visitas técnicas as famílias assentadas. As capacitações serão definidas participativamente pelas comunidades dentro de temas gerais como Agroecologia, Extrativismo, Comercialização de produtos rurais, Adequação Ambiental, Organização Social, Saúde, Turismo e Artesanato.

Com informações do Blog Ecopolos

A quarta edição do Design da Mata começa dia 26 de novembro, em São Paulo. O evento comercializa produtos artesanais de comunidades da Amazônia, Mata Atlântica e outras regiões, somando 10 estados. São centenas de artigos com design único, que estão carregados de histórias de seus locais de origem. As peças misturam arte, design e artesanato sustentável, matérias-primas naturais e técnicas tradicionais de comunidades indígenas, caboclas e caiçaras, rurais e urbanas.

Entre os itens à venda, estão produtos das comunidades que participam dos projetos do IPÊ na Amazônia e Mata Atlântica. Do Baixo Rio Negro (AM), serão vendidas geleias, balas e biscoitos de frutos amazônicos do grupo de Mães Maria de Nazaré, além de peças artesanais em madeira e fibras, da comunidade indígena Baré. Da Mata Atlântica, cestarias e artigos da comunidade do Ariri (Cananeia/SP), bem como camisetas e acessórios do projeto Costurando o Futuro (Nazaré Paulista), e café agroflorestal e buchas ecológicas do Pontal do Paranapanema (SP).

O Design da Mata acontece na loja Tidelli, na Av. Pedroso de Morais, 1684, em Pinheiros, até dia 30 de novembro. Durante o período, o público também poderá participar de uma programação cultural que abordará diversos temas relacionados aos territórios e ao modo de vida das comunidades produtoras, tais como degustações gastronômicas, sessões de cinema, rodas de conversa com designers e artesãos, oficinas para crianças, vivências culturais, entre outros. Para dar ainda mais profundidade ao tema do evento, a exposição “Olhar da Mata” apresenta cliques da Amazônia flagrados pelas fotógrafas Mila Mayer, Anna Guilhermina e Fernanda Pinto Coelho, e a parceria com a Livraria Cultura e a ONG “Lê Comigo” incentiva a ação “Doe um livro e compre um”, com novos livros selecionados e relacionados ao tema à venda, ao mesmo tempo que livros usados serão arrecadados para as comunidades.

Sobre o Design da Mata

A iniciativa começou em 2011, a partir do Núcleo Oikos e do Instituto Geração, com a participação das ONGs IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, Instituto Socioambiental (ISA) e o Projeto Saúde & Alegria.

Em 2014, além dessas organizações, novos parceiros participam do evento: A Gente Transforma (iniciativa do designer Marcelo Rosenbaum) e a comunidade Várzea Queimada do Piauí; Rede Asta com grupos produtivos de artesãs de comunidades urbanas de baixa renda do Rio de Janeiro; Arte Ameríndia e os povos indígenas Wayana e Apalai residentes no norte do Pará e Amapá, e Huni Kuin (Kaxinawá) no Acre; A CASA museu do objeto brasileiro e os grupos de artesãos da Ilha do Ferro de Alagoas e Cerro Azul do Paraná; Fundação Almeirinda Malaquias e os artesãos da região do baixo Rio Negro; e na programação infantil, a ONG Vagalume com seu trabalho de mediação de leitura através de bibliotecas comunitárias por toda a Amazônia, além de vender o livro “Brasil Gigante”, fruto do intercâmbio cultural entre adolescentes da Amazônia e da cidade de São Paulo.

A ideia do Design da Mata surgiu de um grupo de jovens de São Paulo formado por empresários e executivos com vivência urbana e visão de mercado empreendedora. Depois de uma viagem de ecoturismo de base comunitária à Amazônia, realizada em outubro de 2011, seus integrantes decidiram colaborar com o desenvolvimento local e se engajaram rapidamente na iniciativa de promover a produção artesanal sustentável.

SERVIÇO:
4a edição do “DESIGN DA MATA” Mercado de Artesanato com Design Brasileiro
Local: Avenida Pedroso de Moraes, 1684 (Vila Madalena)
Data: De 26 a 30/11/2014
Horário: Dia 26/11, das 17h às 21h; dias 27, 28, 29 e 30, das 11h às 21h.
Preços dos produtos: De R$ 10,00 a R$ 500,00
Entrada franca

Em meio à pior crise hídrica da história do Estado de São Paulo, soluções fundamentais foram deixadas de lado na conversa entre Alckmin e Dilma Aliança da Água critica pacote bilionário de obras que não apresenta plano de emergência, não ataca as causas da falta d’água nem garante níveis seguros dos reservatórios para o próximo período de estiagem.

São Paulo, 12 de novembro de 2014 - Desde o início deste ano, os indícios de que São Paulo viveria a pior crise hídrica de sua história eram claros. Com medo da reação da opinião pública durante o período eleitoral, os governos adiaram medidas de contenção. A inação política agravou o cenário de estiagem. Mais de 60 municípios já enfrentam cortes no fornecimento e o racionamento atinge milhões de pessoas. Passadas duas semanas do fim da eleições, na última segunda-feira, dia 10/11, o governador Geraldo Alckmin por fim reuniu-se com a presidenta Dilma Rousseff em Brasília para pedir apoio a um pacote bilionário de obras hídricas no Estado de São Paulo.

As medidas propostas, como a interligação dos reservatórios e a construção de novas represas, embora aparentemente "volumosas", falham em responder à crise, não garantem transparência e participação da sociedade e não criam mecanismos robustos para promover a segurança hídrica do Estado. Especialistas em recursos hídricos e mudanças climáticas apontam quatro fatores que deram origem à crise:

a) ênfase dos governos na retirada de mais água, e não no uso racional desse recurso;
b) desmatamento nas áreas de mananciais e poluição das fontes de água em quase todo o Estado;
c) seca extrema e déficit de chuvas, em especial no Sistema Cantareira;
d) pouco espaço de participação social e transparência na gestão da água.

A Aliança pela Água -- rede de entidades e coletivos da sociedade civil que se organizou em outubro para monitorar as respostas do poder público e propor soluções de curto, médio e longo prazos para superar a crise-- alerta que não existe mais tempo, dinheiro e água para desperdiçar com um conjunto de obras que não vai resolver o problema e ressalta que as propostas apresentadas não atacam suas causas.

De acordo com a Aliança, adotar esse caminho é insistir no erro: novas e caras obras que não cuidam das nascentes, não recuperam áreas já exploradas e não reduzem consumo e perdas, repetindo o padrão histórico insustentável. Além disso, a prioridade deve ser a apresentação e discussão pública de um plano de contingência que indique como chegar em abril de 2015 em situação segura para garantir o fornecimento durante o próximo período de estiagem. Outro ponto que chama a atenção no pacote de medidas discutido por Dilma e Alckmin é a ausência de qualquer menção sobre a recuperação e recomposição dos mananciais existentes - como a restauração florestal, a ampliação de parques e áreas protegidas, a contenção da expansão urbana sobre áreas de mananciais, além de instrumentos econômicos para promover essas ações. Tampouco se considera os impactos da expansão urbana, do desmatamento e das mudanças climáticas nas mudanças do regime de chuvas.

O sentido de urgência e a escala do problema são claros: o mês de outubro foi um dos mais secos já registrados e as previsões climáticas para os próximos meses não são animadoras. Os dados indicam que, se chover como em 2013, o colapso é praticamente certo; e, mesmo que chova dentro da média, os mananciais ainda se encontrarão em situação pior do que estavam em abril de 2014. Por essas razões, a Aliança da Água cobra a apresentação e discussão imediata de um plano de contingência claro e que priorize a transparência dos dados e da real situação do abastecimento de água no Estado.

As organizações da sociedade civil, movimentos, coletivos e pessoas que a compõem defendem que qualquer investimento público em obras de novas transposições e de grande porte deve estar condicionado a plano de sustentabilidade que garanta segurança hídrica e que considere variáveis sociais e climáticas antes de implementar tal infraestrutura, reforçando os instrumentos já estabelecidos pela Lei Nacional de Recursos Hídricos (lei 7.663/1991). No curto e médio prazo, e de forma permanente, é preciso que sejam implantadas ações para diminuir consumo em diferentes escalas, como programas de economia, reuso, captação de água de chuva e redução nas perdas do sistema. Impõe-se a necessidade de difusão permanente de informações sobre a crise, para que a população possa enfrentá-la com maior segurança, evitando a proliferação de poços potencialmente contaminados e a reservação inadequada de água. A crise hídrica provavelmente se estenderá por muitos anos e a pouca disponibilidade de água na região metropolitana é uma realidade a ser enfrentada com coragem e gestão cuidadosa. Não basta buscar aumentar a oferta, sem cuidar da demanda.

Crítica aos investimentos anunciados:
• O conjunto de intervenções apresentado não resolve a crise atual, é fazer mais do mesmo, ou seja, novas e caras obras que não contemplam medidas estratégicas para criar segurança hídrica.
• Até o momento não foi apresentado um plano de contingência que demonstre como vamos chegar em abril de 2015 em situação segura para encarar o próximo período de estiagem.
• Não foi feita qualquer menção sobre recuperar e cuidar dos mananciais existentes (restauração florestal, ampliação de parques, pagamentos por serviços ambientais)

O que queremos:
• A apresentação e discussão imediata de um plano de contingência transparente, que permita que a sociedade se organize e se prepare para a crise continuada e o próximo período de estiagem.
• Que sejam implantadas ações imediatas com metas de redução de consumo e de perdas para diferentes tipos de usuários de água, como agricultura, indústria, concessionárias de serviços de saneamento e grandes consumidores urbanos.
• Que todo e qualquer investimento para novas transposições e obras desse porte estejam condicionados a um plano abrangente de segurança hídrica e recuperação das fontes de água existentes, considerando-se variáveis sociais e climáticas, para garantir um futuro seguro e sustentável para a água em São Paulo.

#AguaSP Leia todas as propostas: http://aguasp.com.br/

Integrantes da Aliança pela Água:
Advogados Ativistas; Associação Águas Claras do Rio Pinheiros - AACRP; BEM TE VI Diversidade; Cidade Democrática; Coletivo Curupira; Espaço - Formação, Assessoria e Documentação; RPPN Fazenda Serrinha Grupo Permacultores; Greenpeace Brasil; GT Meio Ambiente da Rede Nossa São Paulo; InfoAmazônia; Iniciativa Verde; Instituto 5 Elementos - Educação para a Sustentabilidade; Instituto Akatu; Instituto ATÁ; Instituto Auá de Empreendedorismo Socioambiental; IDEC - Instituto de Defesa do Consumidor; Instituto Mutirão; IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas; Instituto Socioambiental; Itu Vai Parar! ; Mapas Coletivos; Minha Sampa; Movimento Cisterna Já; Proteste - Associação de consumidores; Rede Nossa São Paulo; Rede de Olho nos Mananciais; SIBITE; Sala Crisantempo; SOS Mata Atlântica; TNC - The Nature Conservancy; Virada Sustentável; Volume Vivo; WWF- Brasil; WRI Brasil.

De 12 a 19 de novembro acontece em Sydney, na Australia, o maior congresso sobre parques naturais do mundo. O IPÊ estará presente apresentando um conteúdo sobre áreas protegidas privadas, mostrando como está a situação das RPPNs (Reservas Particulares do Patrimônio Natural) no Brasil e o papel do governo no incentivo à criação e gestão dessas áreas.

Durante o evento será lançada a publicação da IUCN "The Futures of Privately Protected Areas: developing capacity for a protected planet", na qual Angela Pellin, coordenadora de áreas protegidas do IPÊ, e Claudio Padua, vice-presidente do Instituto, são colabores e responsáveis pelo capítulo que fala do Brasil.

"Será uma grande oportunidade para ampliar a divulgação sobre as RPPNs e falar um pouco sobre as dificuldades e oportunidades associadas a conservação em terras privadas em nosso país", afirma Angela. A publicação da UICN, com o capítulo sobre o Brasil, pode ser acessada aqui: http://www.iucn.org/about/work/programmes/gpap_home/gpap_capacity2/gpap_techseries/?18399%2FThe-Futures-of-Privately-Protected-Areas

A Oficina de Manipulação e Segurança de Alimentos, realizada nos dias 4 e 5 de novembro, na comunidade São Sebastião, Baixo Rio Negro (AM),  apresentou as normas determinadas pela legislação referentes às boas práticas no manuseio de ingredientes e preparo de refeições. Participaram das aulas as mulheres dos empreendimentos de alimentação e merendeiras de várias escolas da região.

A atividade contou com a parceria da Consultora Técnica em Segurança Alimentar Ellen Silveira do Programa Alimento Seguro (PAS) do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), que é voltado para disseminar, orientar e apoiar a implantação das Boas Práticas e do Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) nas empresas de alimentos e de alimentação, em todo o país.

Ellen ministrou a oficina de forma dinâmica e interativa. As mulheres puderam tirar suas dúvidas sobre suas práticas e socializar algumas dificuldades que enfrentam em seus empreendimentos.

Para a merendeira Maria Brenda dos Santos, 42, o cursou foi importante porque mostrou alternativas  simples e baratas para a manipulação segura dos alimentos.       

“Achei muito bom , trouxe conhecimento e aperfeiçoamento. Aprendi coisas simples, mas que vão fazer toda a diferença.  Vou poder usar este aprendizado em casa e no trabalho”, disse.

(Com informações do Blog Ecopolos)