Últimas Notícias

Entre os 40 trabalhos de artesanato selecionados para concorrer ao 4º Prêmio do Objeto Brasileiro, promovido pelo museu “A Casa”, encontra-se a peça "arraia em madeira", do artesão Célio Aragó Terêncio, da Comunidade Nova Esperança, no Baixo Rio Negro, onde atua o IPÊ por meio do Projeto Eco-Polos Amazônia XXI. Agora, o artesão concorre com profissionais de todo o Brasil pelo primeiro lugar na competição.

Veja mais no Blog Eco-Polos Amazônia XXI

 


Patrocinado pela Petrobras, projeto monitora variações climáticas que influenciam na quantidade de água que abastece o Cantareira


Placa Estação MeteorologicaNo início do mês de setembro a sede do IPÊ em Nazaré Paulista recebeu a primeira estação meteorológica, o município abrange o Sistema Cantareira de abastecimento de água.
Viabilizada pelo projeto “Semeando Água” que vem desenvolvendo ações sustentáveis de uso de solo, restauração florestal e educação ambiental, a estação meteorologica possibilitará o monitoramento das variações climáticas que influenciam na disponibilidade hídrica do Sistema Cantareira, como explica o coordenador do projeto, Alexandre Uezu: “Esse monitoramento é um avanço em nossas pesquisas, uma vez que teremos com maior precisão dados como quantidade de água da chuva inflitrada no solo. A proposta viabilizada pela Petrobras nos permitirá monitorar, inclusive, as seis unidades demonstrativas do projeto”, comenta.

A estação analisará também outros parâmetros meteorológicos:

 Pluviosidade
 Temperatura
 Umidade relativa do ar
 Direção do vento
 Velocidade do vento

Saiba mais sobre o Projeto e sobre o Programa Petrobras Socioambiental em www.ipe.org.br/semeandoagua 

Dois projetos criados pelos alunos do Mestrado Profissional da ESCAS são semifinalistas do Desafio "Reinventando a Aprendizagem", da Fundação LEGO em parceria com a Ashoka Changemakers. O edital tem o objetivo de buscar inovações na área educacional por meio de atividades mais lúdicas e criativas, considerando critérios como Inovação, Impacto Social e Sustentabilidade.

Os projetos surgiram a partir de uma disciplina do curso chamada Resolução de Desafios, que fornece aos alunos uma ponte real entre desafios da sociedade e o conhecimento acessado por eles no mestrado. Para cada turma um caso/desafio real da área socioambiental é proposto ao grupo de mestrandos para que eles elaborem uma solução ao desafio durante o semestre de aulas.

Um dos trabalhos semifinalistas foi realizado pela turma de 2014, de Nazaré Paulista. O desafio proposto pela ESCAS foi o de interagir com os professores da rede municipal de Nazaré Paulista e propor o uso interdisciplinar dos dados do projeto "Água Boa" no conteúdo escolar. O projeto do IPÊ, apoiado pelo Fehidro, tem como um dos objetivos levantar dados sobre água, resíduos sólidos, florestas urbanas e esgoto do município de Nazaré Paulista e transmitir isso aos professores da rede pública, para que tais temas ambientais sejam trabalhados com os alunos em sala de aula. Após diagnósticos e reuniões com os professores, os mestrandos decidiram inovar e produziram um material didático em forma de jogos, para ser usado pelos professores em diversas matérias e com os dados gerados pelo projeto.

O outro projeto semifinalista é o da mestranda da turma do Sul da Bahia, Deborah Pizzato. Professora de ensino médio na área de Ciências, Deborah decidiiu estruturar seu Trabalho de Conclusão do mestrado com suas experiências em sala de aula. Para isso, está desenhando um manual de atividades lúdicas e interdisciplinares para o Ensino Médio.

“Estes são alguns exemplos do que temos sonhado e conseguido realizar na ESCAS, unindo teoria e ações práticas para transformar nossa sociedade”, comemora Cristiana Saddy, coordenadora do Mestrado da ESCAS.

Pesquisadores do IPÊ, em parceria com o Grupo Natureza, Sociedade e Conservação (NSC), estiveram reunidos com moradores da RDS Puranga – Conquista, entre os dias 2 e 8 de setembro, com objetivo de aplicar o questionário do Sistema de Indicadores Socioambientais para Unidades de Conservação (SISUC). Essa foi a primeira vez que o trabalho foi realizado em comunidades que recebem o projeto Eco-Polos Amazônia XXI.

O SISUC é uma ferramenta pública e livre para utilização por organizações dos diferentes setores da sociedade, cujos principais objetivos são: apoiar o trabalho de conselhos gestores, fortalecer a gestão participativa, e ampliar o controle social nas Unidades de Conservação da Amazônia brasileira. O método é baseado em indicadores socioambientais que remetem à coleta sistemática de dados, os quais ganham desdobramento em um plano estratégico de ações que passam a ser monitoradas pelo próprio conselho gestor de cada UC.

Para a aplicação de 416 entrevistas em comunidades de cinco UCs do Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro, os indicadores foram reduzidos em seu número, de 27 para 21 e os questionários, e adaptados para aplicação a este público. As perguntas foram elaboradas para responder questões relacionadas a opinião dos moradores das UCs em relação aos seus conselheiros e também comparações entre as diferentes comunidades, entre outras questões. Esse total de entrevistados representa cerca de 70% das famílias das UCs estaduais e federais da área. Os entrevistados foram os responsáveis por cada casa: marido, esposa ou ambos.

De acordo com o Carlos Eduardo Marinelli, diretor da NSC, os resultados devem retornar às comunidades no primeiro trimestre de 2015. Marinelli destacou ainda que o SISUC ajuda também no diagnóstico socioambiental das comunidades, UCs e região; gera um planejamento participativo sobre as prioridades de cada UC; e estabelece procedimentos e rotinas de trabalho dentro dos conselhos gestores.

O grupo NSC, em parceria com o ISA, é o principal responsável pela aplicação e monitoramento da metodologia em seis UCs do Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro. A expedição realizada na RDS Puranga-Conquista contou com a presença de oito pesquisadores, no total foram visitadas 15 comunidades, sendo entrevistas 169 famílias. O IPÊ e NSC têm conversado no sentido de fortalecer essa parceria para monitoramento e avaliação dos indicadores socioambientas da região, a expedição conjunta foi um passo importante nesse processo. Durante a coleta de dados, foi possível aprofundar também alguns indicadores socioambientais trabalhado no âmbito do projeto Eco-polos XXI e espera-se que esses resultados possam subsidiar ações futuras para as cadeias produtivas da sociobiodiversidade na região.

(Com informações do Blog Eco-Polos Amazônia XXI)

IPÊ é uma das instituições organizadoras do evento e desenvolve projeto relacionado ao tema na Amazônia. Encontro em Manaus pretende elaborar documento com recomendações e orientações para o envolvimento comunitário na atividade

Entre os dias 22 e 26 de setembro, será realizado em Manaus (AM) o Seminário Internacional de Monitoramento Participativo para o Manejo da Biodiversidade e dos Recursos Naturais. O evento, do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), contará com a presença de representantes de iniciativas de monitoramento de diversos países.

O surgimento de iniciativas de monitoramento participativo tem sido frequente em todo o mundo, como uma tentativa de suprir a necessidade de levantamentos e manejo da biodiversidade e dos recursos naturais. Muitas delas se apoiam no envolvimento de pessoas que residem, usam esses recursos ou participam na gestão das áreas onde se desenvolvem os monitoramentos, geralmente provenientes de populações tradicionais. Este é o caso das comunidades da Reserva Extrativista do Rio Unini e do entorno do Parque Nacional do Jaú que atualmente monitoram quelônios aquáticos na Amazônia, via projeto do IPÊ, um dos apoiadores e organizadores do Seminário.

O envolvimento comunitário acontece por diversas motivações e por meio de mecanismos variados, alcançando resultados relacionados tanto à conservação da biodiversidade quanto ao empoderamento dos moradores locais. Apesar de variado, o protagonismo das populações vem se intensificando e gerando uma grande diversidade de iniciativas chamadas genericamente de monitoramento participativo. Por compreender o enorme potencial de contribuição para conservação da biodiversidade e para o desenvolvimento local, organizações de pesquisa, organizações não-governamentais e governos buscam formas de aprimorar e difundir as iniciativas monitoramento participativo no mundo todo.

Sobre os dias de seminário


O Seminário será realizado no Hotel Intercity Premium Manaus, composto de duas partes. Nos dois primeiros dias (22 e 23 de setembro) será realizado o 1o Encontro da Rede Internacional de Monitoramento e Manejo Participativo (Participatory Monitoring and Management Partnership - PMMP) com iniciativas identificadas. Nos três dias seguintes (24, 25 e 26 de setembro), acadêmicos reconhecidos internacionalmente, extensionistas, comunitários e representantes de governo envolvidos com iniciativas de monitoramento se reunirão para debater um tema emergente sobre o envolvimento local por dia e buscar o alinhamento técnico e político para promover o monitoramento participativo. A partir dos trabalhos dos participantes do Seminário, pretende-se elaborar um documento com recomendações e orientações para o envolvimento comunitário no monitoramento da biodiversidade e dos recursos naturais.

O Seminário tem suporte da Cooperação Alemã de Desenvolvimento Sustentável (GIZ) por encargo do Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza, Construção e Segurança Nuclear da Alemanha (BMUB), Programa ARPA, Projeto Manguezais do Brasil, the Gordon and Betty Moore Foundation, Wildlife Conservation Society (WCS), IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS) e Nordisk Fond for Miljø og Udvikling, com apoio do Secretariado da Convenção da Diversidade Biológica (CDB). Mais informações:
Endereço: Rua Professor Marciano Armond, 544 - Adrianópolis. Manaus. http://www.simpar2014.eco.br/