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De 12 a 19 de novembro acontece em Sydney, na Australia, o maior congresso sobre parques naturais do mundo. O IPÊ estará presente apresentando um conteúdo sobre áreas protegidas privadas, mostrando como está a situação das RPPNs (Reservas Particulares do Patrimônio Natural) no Brasil e o papel do governo no incentivo à criação e gestão dessas áreas.

Durante o evento será lançada a publicação da IUCN "The Futures of Privately Protected Areas: developing capacity for a protected planet", na qual Angela Pellin, coordenadora de áreas protegidas do IPÊ, e Claudio Padua, vice-presidente do Instituto, são colabores e responsáveis pelo capítulo que fala do Brasil.

"Será uma grande oportunidade para ampliar a divulgação sobre as RPPNs e falar um pouco sobre as dificuldades e oportunidades associadas a conservação em terras privadas em nosso país", afirma Angela. A publicação da UICN, com o capítulo sobre o Brasil, pode ser acessada aqui: http://www.iucn.org/about/work/programmes/gpap_home/gpap_capacity2/gpap_techseries/?18399%2FThe-Futures-of-Privately-Protected-Areas

A Oficina de Manipulação e Segurança de Alimentos, realizada nos dias 4 e 5 de novembro, na comunidade São Sebastião, Baixo Rio Negro (AM),  apresentou as normas determinadas pela legislação referentes às boas práticas no manuseio de ingredientes e preparo de refeições. Participaram das aulas as mulheres dos empreendimentos de alimentação e merendeiras de várias escolas da região.

A atividade contou com a parceria da Consultora Técnica em Segurança Alimentar Ellen Silveira do Programa Alimento Seguro (PAS) do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), que é voltado para disseminar, orientar e apoiar a implantação das Boas Práticas e do Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) nas empresas de alimentos e de alimentação, em todo o país.

Ellen ministrou a oficina de forma dinâmica e interativa. As mulheres puderam tirar suas dúvidas sobre suas práticas e socializar algumas dificuldades que enfrentam em seus empreendimentos.

Para a merendeira Maria Brenda dos Santos, 42, o cursou foi importante porque mostrou alternativas  simples e baratas para a manipulação segura dos alimentos.       

“Achei muito bom , trouxe conhecimento e aperfeiçoamento. Aprendi coisas simples, mas que vão fazer toda a diferença.  Vou poder usar este aprendizado em casa e no trabalho”, disse.

(Com informações do Blog Ecopolos)

No dia 08 de novembro, foi realizada a sétima edição do Ecoswim, uma competição de natação beneficente organizada pela equipe de Natação da Escola Politécnica da USP, que reverte o dinheiro das inscrições para o projeto “Nascentes Verdes, Rios Vivos”, do IPÊ. A quantia arrecadada é utilizada para plantio de árvores em áreas localizadas na região do Sistema Cantareira e, como recompensa, os nadadores levam uma muda de árvore para a casa, doada pelo Instituto.

Neste ano, o evento aconteceu no Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia, em Santo André, e contou com a participação de mais de 300 pessoas de grupos, clubes e academias. Cada equipe de até 10 pessoas se revezou nadando durante 55 minutos e alcançaram, juntas, mais de 115 mil metros nadados. A maior metragem dentro desse tempo determina a classificação e a equipe vencedora.

RENAN SmallAluno do primeiro ano na Poli-USP, Renan Prandini, 18 (foto), participou como voluntário no evento e também nadou junto com uma equipe da atlética da Universidade. “Eu gosto de nadar e sou da equipe de natação. Mas estou aqui muito mais pela causa do meio ambiente do que pelo esporte. Vi o site do evento e o vídeo sobre o Ecoswim e me interessei muito, por isso vim ajudar na organização e também colaborar com o IPÊ”, conta ele, que pretende dar continuidade ao evento ao longo dos próximos anos.

A primeira edição do Ecoswim foi realizada em 2007. A ideia de organizar um evento beneficente que envolvesse a natação surgiu a partir de uma experiência positiva na organização da edição brasileira do "World Swim Against Malaria" por parte dos integrantes da equipe de natação da Poli-USP. Decidiu-se por abraçar a causa ambiental que sempre foi relevante e vem tomando proporções maiores a cada ano.

“Eu adoro o evento! Além de divertido e de poder chamar os amigos para um dia diferente, tem uma causa socioambiental que é super importante. É uma forma de poder colaborar”, diz Leon Boucher, 21, ex-atleticano da Poli-USP. A muda de pitangueira vai para o sítio de uma das amigas, em Cabreuva (SP).

O Ecoswim 2014 teve patrocínio da MPD e apoio da Pro Swim, Sol Sandálias, Bom Sinal e a Prefeitura de Santo André. O evento também aconteceu com a doação de pessoas físicas em sistema de crowdfunding, por meio do site O Pote.

O trabalho de análise de biodiversidade, desenvolvido pelo IPÊ em parceria com a DANONE, deu à empresa francesa no Brasil o prêmio de mais sustentável do ano na categoria Gestão da Biodiversidade, pelo Guia Exame de Sustentabilidade 2014 (Revista Exame/Editora Abril). A premiação  foi entregue dia 05 de novembro em cerimônia em São Paulo (foto).

O estudo é destaque na edição 2014 do Guia EXAME de Sustentabilidade, o maior levantamento de sustentabilidade corporativa do país, que reúne 61 empresas-modelo em 19 setores, com olhar especial para as companhias com as melhores práticas em cada um deles.

A iniciativa entre o Instituto e a empresa observou a relação dos negócios da companhia com os serviços ecossistêmicos providos pela biodiversidade. O objetivo foi compreender de que forma as alterações no meio ambiente impactam diretamente a produção da empresa e como as atividades da companhia impactam os serviços ecossistêmicos e a biodiversidade. Além disso, o estudo apresentou as formas com que a DANONE (que é líder nacional em produtos lácteos frescos) pode contribuir para beneficiar a biodiversidade e a manutenção desses serviços por meio de sua cadeia produtiva.

Iniciado em abril de 2012, o trabalho foi realizado com a metodologia Ecosystem Services Review (ESR), do World Resources Institute (WRI) – organização ambiental mundial que apoia os desenvolvedores de ações proativas nas estratégias de gestão de riscos e oportunidades decorrentes da dependência e impacto da empresa nos ecossistemas. Os esforços foram direcionados para a cadeia das matérias-primas necessárias para a produção de Danoninho, o segundo produto mais vendido da DANONE no Brasil.

Foram avaliados os riscos e as oportunidades socioambientais nos quais estão envolvidos seus principais componentes: Leite, Açúcar, Morango e a Fábrica. Além disso, o levantamento indicou como a produção de cada um desses componentes afeta solo, bacias hidrográficas, clima, fauna, flora, etc. Para isso, foram consultados os responsáveis dos principais setores da empresa, além de fornecedores (especialmente de São Paulo e Minas Gerais), produtores rurais e dados de agências governamentais. O levantamento também usou técnicas de coleta de amostras de água, solo e bioindicadores para verificar as relações entre meio ambiente e negócio.

“É um dos primeiros trabalhos no mundo em que se utiliza o "Biomonitoring 2.0" com novos sequenciadores de DNA (tecnologia inovadora) com o objetivo de integrá-los aos serviços ecossistêmicos. Assim, analisamos a biodiversidade de animais, não de fungos ou bactérias, o que gera um resultado com maior precisão”, afirma o pesquisador do IPÊ, Pedro Miguel Pedro, PhD em Genética pela Universidade Guelph, Canadá.

A ação “Árvore que Sente”, criada pela Y&R para o IPÊ, foi premiada com o Bronze no London International Awards 2014, na categoria Digital - Weird Wonderful Work.
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Como foi a ação

Se aumentavam os índices de ozônio (gás que piora a qualidade do ar especialmente no verão), ela ganhava um semblante de quem grita ou tosse. Se a qualidade do ar melhorava, sorria prazerosamente. Foi assim que a “Árvore que Sente”, ação criada pela agência Y&R para o IPÊ promoveu na cidade de ão Paulo a Semana Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, celebrada em março.

A ação aconteceu em três noites, duas na praça Charles Miller e uma no Minhocão, lugares ícones e de grande movimentação na cidade. Ali, as árvores dos locais ganharam vida. Sobre elas, foram projetados sete vídeos em 3D que revelam expressões faciais de acordo com os índices de poluição locais, fornecidos pela CETESB.

“Ao direcionar nosso olhar para entender como as árvores se sentem, alertamos não só para a qualidade do ar da cidade, mas para mudanças climáticas resultantes de um modelo de vida que está levando ao esgotamento dos recursos naturais e à escassez de serviços ambientais de grande importância. Nosso foco de atuação é na floresta, onde já plantamos 2 milhões de árvores que beneficiam também a vida das pessoas na cidade. É necessário que todos percebam essa conexão, e como as áreas verdes são fundamentais para uma melhor qualidade de vida”, comenta Andréa Peçanha, Gerente de Desenvolvimento Institucional do IPÊ.

Segundo Rui Branquinho, VP de Criação da Y&R, a ideia da campanha foi chamar atenção para as árvores da cidade e transformá-las em veículos de comunicação, mostrando para a população a real qualidade do ar de uma maneira inusitada e simpática.

O site oficial – www.arvorequesente.com.br – traz mais informações sobre a iniciativa.