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A Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo apresentou no dia 14 de fevereiro, na Câmara Municipal de Teodoro Sampaio, o projeto de criação da ASPE Pontal do Paranapanema. As chamadas ASPEs - Áreas Sob Proteção Especial, servirão como áreas de proteção e de reconexão da Mata Atlântica do Interior do estado. A medida tem como meta contribuir para a restauração de uma área com um histórico de devastação florestal que resultou na fragmentação florestal e isolamento dos animais que habitam o bioma, elevando ainda mais o seu risco de extinção.

A necessidade da criação de áreas especiais no interior de Sâo Paulo, veio por meio de levantamentos sobre a biodiversidade local, que identificaram a importância de se conservar os remanescentes florestais da Mata Atlântica, marcando assim uma nova fase de mobilização para a integração de esforços para conectividade dos fragmentos florestais e conservação regional.

Unindo o conhecimento científico do IPÊ ao longo de mais de 21 anos de atuação na região, junto com dados de  Biota FAPESP, Comissão Paulista da Biodiversidade, Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Instituto Florestal, Fundação Florestal, MMA e Apoena, a secretaria estadual de meio ambiente estabeleceu um mapa que vai orientar onde será realizada a restauração florestal na ASPE, para reconectar os fragmentos florestais, restabelecendo a paisagem e a biodiversidade local. O mapa, inclusive, conta com dados do “Mapa dos Sonhos” do Pontal, criado pelo IPÊ, que aponta as áreas mais estratégicas a serem restauradas com o objetivo de proteger espécies da fauna ameaçadas de extinção, como é o caso do mico-leão-preto e da onça-pintada.

Com base no seu “Mapa dos Sonhos” o IPÊ já restaurou 700 hectares de Mata Atlântica, que formam hoje o maior corredor de biodiversidade já reflorestado no Brasil: são 1,4 milhões de árvores que ligam a Estação Ecológica Mico-Leão-Preto (ESEC) ao Parque Estadual Morro do Diabo (PEMD), as principais Unidades de Conservação do Pontal do Paranapanema.

Além da ASPE Pontal do Paranapanema, a secretaria já apresentou projeto para a criação das ASPES do Rio do Peixe e do Rio Aguapeí (SP).

Acesse o mapa da ASPE Pontal do Paranapanema: http://www.ambiente.sp.gov.br/biodiversidade/files/2014/02/PONTAL_ASPE_29.01.2014.pdf

O mês de Janeiro na ESCAS, escola do IPÊ, terminou com quatro cursos de curta duração realizados, com um total de 60 participantes. O último deles, Sistema de Informação de Geográfica (SIG) Aplicado à Biologia da Conservação, trouxe alunos de diversas áreas para a ESCAS, como a bióloga Tatiane Rech. Responsável pela gestão dos Programas de Monitoramento e Conservação da Fauna Terrestre e Manejo Arqueológico da empresa em que trabalha, Tartiane aproveitou o mês para fazer dois cursos de curta duração que foram complementares para o seu conhecimento.Após a conclusão do curso de verão, que aconteceu ainda no início de Janeiro, optou pelo curso de SIG.

"Conheço o IPÊ e sua competência desde a época da faculdade, no Rio Grande do Sul e há tempos gostaria de fazer um curso de curta duração. Somado a isso, estou a frente de um trabalho que me demanda a busca estratégica de manuseio de dados e informações para que se ponha em prática ações que sejam mais efetivas na conservação da biodiversidade", disse.

Os cursos de Verão e o de SIG, dos quais Tatiane participou são, respectivamente, introdução ao conhecimento de ferramentas, abordagens e estratégias direcionadas a enfrentar os atuais desafios de conservação; e técnicas para preparar e interpretar imagens de satélite e como utilizar SIG para integrar e analisar dados especializados. Os dois, tiveram duração de 7 e 5 dias, em Nazaré Paulista, cidade que fica a menos de 100 km de São Paulo.

Sobre a estrutura de imersão utilizada pela ESCAS, a aluna diz: "Além dos seminários e práticas intensivos, ainda há os intervalos fora da sala de aula que possibilitam a troca de conhecimento e experiência com pesquisadores e colegas. Posso dizer que o “pacote" oferecido pela Instituição - e a isso me refiro ao conteúdo dos cursos, ambiente em que acontece, contatos, etc, é o que faz da Escola uma referência."

Saiba mais sobre nossa grade de cursos: http://www.ipe.org.br/cursos/calendario-de-cursos

IPÊ identifica novas áreas para o projeto Semeando Água
Projeto que prevê a recuperação de corpos hídricos na região do Sistema Cantareira firma novas parcerias

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Ontem e hoje pesquisadores do projeto “Semeando Água” do IPÊ com patrocínio da Petrobras estão em campo demarcando pontos estratégicos para propor alternativas para a conservação do solo em propriedades rurais parcerias de Itapeva (SP) e Extrema (MG) que possuem nascentes e ou corpos hídricos.

Esta é uma importante etapa do projeto, onde a propriedade é avaliada e são levantadas as APPs - Áreas de Preservação Permanente, que posteriormente serão inseridas em um grande mapa do local e as possíveis medidas para conservação da água e solo serão apresentadas e validadas junto aos proprietários parceiros do projeto. “A ideia é que essas propriedades se tornem outras unidades demonstrativas, referência de conservação da água para vizinhos e comunidade. Por isso prospectamos áreas estratégicas para conservação, onde possuam nascentes ou mananciais a serem protegidos.”, explica o pesquisador Oscar Sarcinelli

O projeto já possui uma unidade demonstrativa no município de Joanópolis, lá a propriedade parceria recebeu instruções e proposta de manejo de pasto sustentável a fim de se conservar a nascente e corpos hídricos ali existentes. “Estou animado para ver os resultados, minha maior preocupação é a proteção das encostas, já que minha propriedade fica localizada em um vale, sofro constantes enxurradas, e isso além de me gerar gastos, compromete as nascentes que tenho aqui.” Afirma o produtor parceiros, José Bragion.

Ainda esse mês o “Semeando Água” iniciará suas atividades de educação ambiental com as escolas dos municípios que o projeto abrange.

Começou hoje, 03 de fevereiro,  na ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade - o curso "Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia", com a participação de 50 pessoas entre comunitários, gestores de Unidades de Conservação (UC) e potenciais parceiros. O curso faz parte do Projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade, desenvolvido pelo IPÊ em parceria com o ICMBio e apoio da Fundação MOORE.

Fabiana Prado, coordenadora da iniciativa, afirma que a estrutura e a organização resulta de uma construção coletiva que vem ocorrendo desde setembro de 2013 entre diferentes coordenações do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), equipe do IPÊ e GIZ (Deutsche Geseschaft für internarionale Zusammenarbeit GmbH) e tem como objetivo principal contribuir para a participação social no programa de monitoramento da conservação da biodiversidade in situ, visando o aprimoramento da gestão das UCs.

Durante os próximos quatro dias, dois assuntos principais serão bastante discutidos, como "Participação social e Instrumentos de Gestão Ambiental Pública na Conservação da Biodiversidade" e "Monitoramento complementar participativo da Biodiversidade."

No último domingo, 26 de janeiro, mais uma edição do curso Viveiros e Mudas foi encerrado na ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade. O curso é um dos mais procurados na escola e, só em 2013, 72 alunos foram capacitados.

Com um público bastante heterogêneo, o pesquisador Jefferson Lima, um dos professores e co-responsável pelo curso, fala sobre a grande procura por um curso com enfoque em criação de viveiros: "Eu e o Nivaldo (parceiro na construção das atividades), trazemos para o curso uma linguagem simples, com uma abordagem prática sem nos esquecermos de todo componente acadêmico e pesquisa aplicada."

Além da excelência na dinâmica de ensino , Jefferson salienta que é preciso desconstruir alguns velhos hábitos para que um novo olhar surja, trazendo consigo o saber coletivo e a experimentação como “carros-chefes” deste propósito. Para a estudante universitária Ana Giordani, essa troca de saberes é fundamental. "O contato com pessoas de vários lugares e de níveis de conhecimento diferentes, nos ajuda a considerar mais de uma possibilidade para fazer o mesmo trabalho. Isso é enriquecedor", disse.

De fato, a lista de espera para o "Viveiros e Mudas" é sempre longa, o que ratifica o trabalho dos professores no ensino de toda teoria e no incentivo à criação do próprio viveiro de cada participante. É o caso de Manoel Pereira, agricultor, que saiu entusiasmado das aulas. "É como eu disse aqui para o pessoal que trabalha comigo - Eu saí do curso com uma grande vontade de produzir mudas."

Fique atento às novas datas e saiba mais: http://www.ipe.org.br/curso-viveiros-mudas