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O IPÊ prorrogou para até dia  09 de julho a campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) para as ações de Educação Ambiental do projeto "Nascentes Verdes, Rios Vivos" com objetivo de arrecadar R$ 28 mil para atender 700 alunos de escolas públicas de Nazaré Paulista (SP).

Ao “adotar” um aluno por uma contribuição única de R$ 40,00, você garante a participação desse estudante ao longo de 2014 em todas as atividades educativas do projeto, colaborando com a continuidade dos nossos trabalhos e para a formação de cidadãos mais preocupados com o meio ambiente e com a água.

Contribua AQUI: http://www.ecodobem.com.br/nascentesverdesriosvivos

Saiba mais sobre o projeto

Desde 2009, o projeto “Nascentes Verdes, Rios Vivos” realiza um trabalho que tem por objetivo proteger a água na região de Nazaré Paulista - área estratégica para os recursos hídricos que abastecem o Sistema Cantareira, fornecedor de água para mais de 10 milhões de pessoas. O projeto atua em dois componentes: Restauração de matas ciliares ao redor de nascentes, rios e represas para contribuir com a produção de água; e Educação Ambiental para estudantes e professores, contribuindo para formar futuras gerações mais sensibilizadas à conservação da Mata Atlântica e, consequentemente, da água.

Alunos de 5ª a 7ª série de escolas públicas passam por atividades práticas, experimentando trabalhos de campo, conhecendo o viveiro de mudas, plantando árvores nativas, fazendo trilhas e monitorando o crescimento das florestas restauradas. Tudo isso, reforçando os conceitos aprendidos em sala de aula nas diversas disciplinas como matemática, português, geografia, artes e até educação física. Para isso, o IPÊ ajuda a inserir o tema ambiental no calendário escolar, com apoio dos professores e diretores, que passam por palestras e cursos.

Em 2013, o projeto conseguiu beneficiar 520 alunos e 50 professores, com palestras, cursos e atividades práticas. Com o trabalho do Instituto, já foi possível também restaurar 150 hectares de floresta na região, o equivalente a 150 campos de futebol.

temtatuO projeto Tatu-Canastra, realizado pelo IPÊ e The Royal Zoological Society of Scotland promove ao longo de todo o próximo semestre de 2014 a campanha "Tem Tatu Aqui", em parceria com a SZB - Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil. O objetivo é chamar a atenção para os tatus brasileiros, ainda desconhecidos pela maioria da população. Para isso, diversos materiais com informações sobre ecologia e biologia dos tatus foram desenvolvidos principalmente para o público infanto-juvenil, professores de escolas e educadores ambientais de zoológicos: cartilha, website, pôsteres, carteirinha de sócio do “time do tatu”, entre outras ferramentas que ajudarão a disseminar a informação sobre os animais de forma leve e divertida.

Todas as informações podem ser encontradas no site: WWW.VIVATATU.COM.BR

Outro objetivo da campanha é estimular a divulgação de pesquisas com essas espécies como o Projeto Tatu-Canastra, realizado na Fazenda Baía das Pedras (Pantanal-MS), que se dedica ao estudo da espécie em seu hábitat natural, buscando resultados inéditos tanto para a conservação da fauna quanto para a proteção do bioma.

O tatu-canastra é o maior dentre os tatus (pode chegar a 1,5 m de comprimento e pesar mais de 50 quilos) e por isso foi o escolhido como representante da campanha, dentre as 10 espécies de tatus encontradas no Brasil. No País, os tatus estão distribuídos em praticamente todos os biomas. São animais em sua grande maioria de hábitos noturnos e principalmente crípticos, fatores que dificultam seu avistamento e conhecimento pela população, até mesmo em regiões de maior ocorrência.

Mais sobre a campanha

A campanha “Tem Tatu Aqui” é liderada pelo pesquisador do IPÊ Arnaud Desbiez e pela presidente da SZB Yara Barros. Para tornar a campanha uma realidade, contaram com a colaboração de uma diversos profissionais, jornalista, artistas, pesquisadores e a equipe da SZB, que pelo segundo ano consecutivo apoia uma campanha nacional por uma espécie. Em 2013, a SZB e diversos zoológicos brasileiros engajaram-se na campanha “Minha Amiga é uma Anta”, com grande repercussão com o público visitante.

Os zoológicos brasileiros, com seus 20 milhões de visitantes anuais, podem ser vistos como uma grande sala de aula que atinge pessoas de todas as idades e de diferentes níveis culturais e econômicos. Este ano, com a campanha “Tem Tatu Aqui”, a SZB pretende de maneira expressiva atingir este público numeroso e diverso, sendo mais um canal de disseminação de conhecimento.

Estudo publicado na Revista Science por professor visitante da ESCAS/IPÊ aborda o índice elevado de desaparecimento de espécies e fala como novas tecnologias podem tornar a conservação delas mais eficiente

As ações humanas estão levando a extinção de espécies a um índice alarmante. O desaparecimento de biodiversidade global é mil vezes mais veloz do que se ele acontecesse naturalmente, sem o impacto do homem. A taxa é muito maior do que a estimada anteriormente, em 1995, que era de 100 vezes (Pimm, Stuart L., et al. "The future of biodiversity." SCIENCE (1995): 347-347). Esta é uma das conclusões de um artigo recém-publicado pela Revista Science, que tem Clinton Jenkins como coautor. Jenkins é professor visitante da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade do IPÊ. Nove pesquisadores assinam o artigo, que também afirma que o mundo precisa encontrar nas novas tecnologias um meio de frear esse desaparecimento de espécies. Caso contrário, nesse ritmo, o planeta poderá passar por sua 6ª extinção em massa.

Segundo o artigo, as novas tecnologias podem ser usadas para traçar políticas e estratégias mais eficientes para conservação de espécies, porque ajudam a facilitar as tarefas de encontrar e monitorar a biodiversidade. As novas abordagens tecnológicas, segundo os autores, serão vitais para avaliar o progresso em direção às metas de conservação internacionais, como as metas de Aichi recentemente estabelecidos da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).

Um dos exemplos de tecnologia inovadora é o Biodiversity Mapping. Criado por Jenkins, o site reúne informações de diversos biomas e o estado de conservação das suas espécies, em uma única plataforma, alimentada com dados de diversas organizações e pesquisadores de todo o mundo. O mapa da biodiversidade já identificou, por exemplo, dados relevantes sobre a Mata Atlântica como uma área prioritária para conservação, em escala mundial. "Nossos mapas mostram claramente que a Mata Atlântica no Brasil é uma das grandes prioridades globais para a prevenção de extinções. É a combinação de uma enorme concentração de espécies intrinsecamente vulneráveis e uma grande quantidade de perda de habitat, com apenas cerca de 10% da floresta original remanescente", diz.

Os cientistas ainda reiteram no estudo suas preocupações com relação às espécies desconhecidas. Apesar dos progressos recentes em conservação de espécies, eles observam muitas incertezas quanto ao número de espécies existem, onde estão, e suas taxas de extinção, sendo que muitas delas ainda são desconhecidas pela ciência, podendo enfrentar grandes ameaças. As tecnologias como base de dados e mapas, por sua vez, estão permitindo que os cientistas expandam seu foco e identifiquem padrões e tendências importantes, por exemplo, entre as espécies aquáticas e marinhas, assim como as terrestres.

"Com a reunião de dados antigamente dispersos, sabemos agora que a maioria das espécies terrestres está espalhada em pequenas áreas geográficas - a maioria delas menor do que o estado do Rio de Janeiro. Espécies com essas pequenas faixas são desproporcionalmente vulneráveis a ameaças modernas que causam extinção. Novos conhecimentos oferecem a possibilidade de a sociedade concentrar os esforços de conservação em locais críticos ao redor do planeta", afirma Jenkins.

Nessa linha, o novo estudo também confirma que espécies de água doce são provavelmente mais ameaçadas do que espécies na terra, e o potencial de extinções de espécies nos oceanos tem sido severamente subestimado. Enquanto cerca de 13% da área terrestre do planeta está protegida, apenas 2% do seu oceano está sob proteção. Medidas de conservação tradicionais, como reservas naturais, estão aquém da necessidade de conferir proteção, especialmente para espécies de água doce, sendo que a ameaça às espécies aquáticas pode começar fora das áreas protegidas. Desta forma, concluem os especialistas, embora existam dados acessíveis sobre as espécies vulneráveis e um rápido progresso no desenvolvimento de áreas protegidas, tais esforços não têm sido ecologicamente representativos.

O artigo é assinado por Clinton Jenkins (IPÊ/ ESCAS), Stuart. L. Pimm (Duke University), R. Abell, Tom M. Brooks (International Union for Conservation of Nature, IUCN), John L. Gittleman (University of Georgia), Lucas Joppa (Microsoft Research), Peter H. Raven (Missouri Botanical Garden), Callum. M. Roberts (University of York), Joseph O. Sexton (University of Maryland).

Para acessar: www.sciencemag.org/lookup/doi/10.1126/science.1246752

O IPÊ, em parceria com a Fundação Almerinda Malaquias (FAM) e a Fundação Vitória Amazônica (FVA), disponibiliza para download a Cartilha Educativa do Peixe-Boi Amazônico. A cartilha, lançada em 2013, tem o objetivo de contar a história do peixe-boi para as crianças, utilizando desenhos produzidos por elas durante as atividades do IPÊ e dos parceiros, além de ser uma ferramenta educativa, com passatempos educativos.

Conheça esse trabalho e baixe a cartilha aqui: CARTILHA-PEIXE-BOI

junho 2014 bProjeto “Semeando Água” analisa espécies da Mata Atlântica e métodos que viabilizem a restauração em áreas prioritárias no Sistema Cantareira

Uma pesquisa realizada por especialistas do IPÊ vem testando e monitorando espécies nativas e métodos de baixo custo que servirão para restauração florestal. O estudo é realizado em um viveiro, em Nazaré Paulista (SP), construído pelo projeto “Semeando Água”, que é patrocinado pela Petrobras, e há oito meses desenvolve ações que permitam a conservação de corpos hídricos em propriedades rurais que compõe o Sistema Cantareira, por meio de capacitação, restauração e educação ambiental.

O projeto vem selecionando propriedades rurais que possuam áreas prioritárias para a restauração florestal como: entornos de rios, lagos e nascentes. E, junto com os proprietários os pesquisadores do “Semeando Água” escolhem o local mais apropriado para receber a intervenção.

Assim que a área a ser restaurada é definida, os pesquisadores adotam um dos modelos de baixo custo para a realização do trabalho. Os modelos utilizados envolvem a condução de: regeneração natural, nos casos em que fragmentos de florestas próximos contribuem com a dispersão de sementes, e assim a regeneração acontece; semeadura de espécies que melhor se adaptam ao local; e plantios de mudas.

Para apoiar as ações de restauração florestal pesquisadores utilizam o viveiro para estudar as mudas nativas quanto ao seu tempo de germinação e desenvolvimento para decidir quais espécies devem ser utilizadas em campo. “Estamos observando como as espécies se desenvolvem no viveiro, observamos os comportamentos de germinação e dessa forma conseguimos ter informação suficiente para a tomada de decisão”, explica a pesquisadora e coordenadora do projeto Patrícia Paranaguá.

Com a capacidade de produzir seis mil mudas, o viveiro fornecerá parte das mudas que o projeto precisará para restaurar os 15 hectares previstos. A pesquisadora explica que a função do viveiro vai além de prover mudas: “Nossa intenção com o viveiro é extrapolar a ideia de fornecimento de mudas. Ele é peça fundamental para a geração de conhecimento sobre a biologia reprodutiva de espécies para restauração florestal”, explica Patrícia.