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No intuito do aprimoramento dos serviços e produtos alimentícios das Comunidades do Baixo Rio Negro, o IPÊ organizou, em parceria com o Serviço Nacional da Aprendizagem Comercial (Senac), uma oficina para ensinar a técnica de amanhar (tratar, tirar espinha, preparar filé) peixe, que aconteceu no último dia 20 de novembro. Esta é a segunda oficina realizada pelo Centro de Turismo e Hospitalidade – CTH do Senac, a primeira oficina tratou sobre as boas práticas na manipulação de alimentos.

A atividade foi realizada na base da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé e contou também com o apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAS). Cerca de 30 pessoas que fornecem alimentação para visitantes do Roteiro Tucorin, das comunidades São Sebastião, Bela Vista do Jaraqui, Três Unidos, Nova Esperança, Julião, São João do Tupé e Colônia Central, participaram da oficina.

Os docentes dos cursos profissionalizantes do Senac, Williana da Silva e Michel Brito, foram os responsáveis por conduzir a oficina. Espécies como tambaqui, matrinxã, jaraqui e tucunaré, pescados pelos próprios comunitários, foram as peças utilizadas na oficina, que focou no ensino da técnica de retirar a espinha do peixe.

Segundo a pesquisadora do IPÊ, Nailza Pereira, a necessidade da oficina se manifestou durante visitas às comunidades. “Sempre que nós falávamos em melhorias na alimentação do visitante eles apresentavam essa vontade de aprender a tirar a espinha”, lembra.

Para Michel, ao aprender a técnica e aperfeiçoar em casa, os ribeirinhos podem inovar nos pratos e assim melhorar os serviços e produtos oferecidos pelos empreendimentos. “Pra quem vive aqui é fácil tirar a espinha, mas os turistas e visitantes não possuem a prática e precisam de auxílio muitas vezes. Servir pronto pra consumo a essas pessoas é uma atração e pode agregar valor ao produto”, destacou.

Saiba mais: http://ipe.org.br/blogecopolos/senac-realiza-oficina-de-amanhar-peixe-em-parceria-com-ipe/

tatu2Duas fotos de tatu-canastra do Projeto Tatu-Canastra, do Pantanal, foram selecionadas entre as melhores do ano pelo concurso da BBC Wildlife Camera-trap Photo of the Year 2014. A premiação é para fotografias tiradas por "cameras-trap", ou seja, "armadilhas fotográficas": câmeras colocadas em locais estratégicos em áreas naturais, para flagrar diversas espécies em seu dia a dia , suas atividades e seus comportamentos. Este ano, os prêmios principais ficaram para a imagem de um guepardo asiático (Iranian Cheetah), vencedor na categoria pesquisa e espécies raras, e um rinoceronte negro na Zâmbia, vencedor na categoria geral.

"Embora nós não tenhamos ganhado o prêmio principal, estamos muito felizes de estar entre os melhores, pois concorremos com quase 900 fotos. As imagens serão apresentadas na revista e esta é uma ótima maneira de promover e compartilhar a maravilha e a paixão que todos nós sentimos pelo o enigmático tatu-canastra", afirma Arnaud Desbiez, pesquisador.

Esta foi a segunda vez consecutiva que o projeto teve fotos selecionadas entre as melhores pelo concurso. As câmeras são fundamentais para analisar e conhecer o comportamento do tatu-canastra. A espécie rara ainda não tem todo o seu comportamento mapeado, que vem sendo desvendado pelos pesquisadores com o decorrer dos estudos. Em 2012, por exemplo, as câmeras flagaram pela primeira vez o nascimento de um filhote da espécie. Mais recentemente, também foram as câmeras que indicaram que o tatu-canastra tem um grande papel na natureza, o de engenheiro do ecossistema, já que as tocas cavadas por eles servem de abrigo e vários outros usos para outras espécies, de quatis a onças pardas.Tatu

As fotos são de Isabel e seu filhote Alex, que é pesquisado há mais de 17 meses, desde o seu nascimento, pela equipe do projeto Tatu Canastra no Pantanal. De acordo com Arnaud, até a semana passada, o tatu Alex continuou a compartilhar território de sua mãe e, muitas vezes, dormem juntos na mesma toca. Os pesquisadores vão continuar as análises comportamentais para comprovar as hipóteses sobre seu comportamento.

"Acreditava-se que sub-adultos de tatus canastra dispersam de suas mães com 6 semanas de idade. Esta é uma estimativa com base em pesquisas de outras espécies. Mas já se passaram 17 meses desde que Alex nasceu e ele continua interagindo e compartilhando território de sua mãe. Embora ele forrageie sozinho , ele utiliza tocas que ela cava e só recentemente começou a cavar algumas tocas", conta Arnaud.

Para o pesquisador, essa nova informação é extremamente importante e demonstra que os jovens tatus-canastra podem precisar de mais atenção para sobreviverem na natureza. "As fêmeas reproduzem muito pouco e cada animal é extremamente precioso. Isso explica por que os tatus gigantes foram extintos localmente em tantas áreas da sua distribuição . Nascem poucos filhotes e a remoção de qualquer indivíduo tem enormes consequências sobre a população", diz.

Para saber mais:
http://www.discoverwildlife.com/gallery/bbc-wildlife-camera-trap-photo-year-2014-winners

Sobre o Camera-trap BBC Wildlife Foto do Ano 2014

O concurso Camera-Trap da BBC Wildlife Magazine Photo acontece há cinco anos. Em 2014, o prêmio foi para a fotografia mais marcante e para a imagem que tinha feito o máximo para fazer avançar a compreensão de uma espécie. O
painel de especialistas recebeu 877 imagens e selecionaram as principais.

Os prêmios de primeiro lugar ficaram com a imagem de um guepardo asiático (Iranian Cheetah), vencedor na categoria pesquisa e espécies raras, e um rinoceronte negro na Zâmbia, vencedor na categoria geral.

Nos dias 24 e 25 de Novembro, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente promoverá o VI Encontro Paulista da Biodiversidade. Com o intuito de promover o debate em torno das questões mais relevantes a respeito da biodiversidade, em sua sexta edição, o Encontro abordará as iniciativas na Gestão da Biodiversidade, a Produção Sustentável e Alternativas Econômicas para áreas com restrições ambientais, a Conservação da Biodiversidade, a Restauração Ecológica e a Conservação de espécies da fauna ameaçadas de extinção.

Cristiana Saddy, coordenadora do Mestrado Profissional realizado pela ESCAS – Escola de Conservação Ambiental e Sustentabilidade e professora da disciplina Ecologia, propôs aos alunos dos formatos intensivo e modular a participação neste evento como experiência prática para os temas tratados em sala de aula. “Esta é uma das características do mestrado oferecido no IPÊ”, diz Cristiana. “Nós contribuímos para integrar saberes sem concentração disciplinar, manifestando grande sensibilidade social, cultural e tecnológica, além de mantermos estreita relação com a academia, sem excluir a sintonia com a demanda externa a ela”, afirma.

Para saber mais sobre a ESCAS e o processo seletivo do Mestrado, acesse o link http://www.ipe.org.br/mestrado/ e descubra outra forma de pensar e agir para sustentabilidade.

Com apoio do IPÊ e um convênio com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam) deu início ao projeto de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (ATES) no assentamento PDS Cuieiras Anavilhanas.

Entre os dias 27, 28 e 29 de outubro foram realizadas reuniões em três pólos do assentamento, envolvendo cerca de 200 famílias de 15 comunidades do Baixo Rio Negro. O principal objetivo dos encontros é apresentar aos moradores da região o projeto de extensão, e o próprio Instituto, que foi a ONG vencedora do edital. Além disso, os moradores puderam conhecer também a equipe técnica responsável pelas atividades que serão desenvolvidas no assentamento.

A equipe iniciou o diagnóstico das famílias para atualizar as informações referentes aos assentados no Incra e nortear as ações de ATES. Segundo o pesquisado do Ipê, Leonardo Kurihara, a previsão é de que sejam realizados 283 diagnósticos no total. Até agora mais de 80 famílias foram visitadas para realização do diagnóstico.

O projeto de extensão tem como objetivo diagnosticar e atualizar a situação socioeconômica das famílias residentes no assentamento, além de capacitar e realizar visitas técnicas as famílias assentadas. As capacitações serão definidas participativamente pelas comunidades dentro de temas gerais como Agroecologia, Extrativismo, Comercialização de produtos rurais, Adequação Ambiental, Organização Social, Saúde, Turismo e Artesanato.

Com informações do Blog Ecopolos

A quarta edição do Design da Mata começa dia 26 de novembro, em São Paulo. O evento comercializa produtos artesanais de comunidades da Amazônia, Mata Atlântica e outras regiões, somando 10 estados. São centenas de artigos com design único, que estão carregados de histórias de seus locais de origem. As peças misturam arte, design e artesanato sustentável, matérias-primas naturais e técnicas tradicionais de comunidades indígenas, caboclas e caiçaras, rurais e urbanas.

Entre os itens à venda, estão produtos das comunidades que participam dos projetos do IPÊ na Amazônia e Mata Atlântica. Do Baixo Rio Negro (AM), serão vendidas geleias, balas e biscoitos de frutos amazônicos do grupo de Mães Maria de Nazaré, além de peças artesanais em madeira e fibras, da comunidade indígena Baré. Da Mata Atlântica, cestarias e artigos da comunidade do Ariri (Cananeia/SP), bem como camisetas e acessórios do projeto Costurando o Futuro (Nazaré Paulista), e café agroflorestal e buchas ecológicas do Pontal do Paranapanema (SP).

O Design da Mata acontece na loja Tidelli, na Av. Pedroso de Morais, 1684, em Pinheiros, até dia 30 de novembro. Durante o período, o público também poderá participar de uma programação cultural que abordará diversos temas relacionados aos territórios e ao modo de vida das comunidades produtoras, tais como degustações gastronômicas, sessões de cinema, rodas de conversa com designers e artesãos, oficinas para crianças, vivências culturais, entre outros. Para dar ainda mais profundidade ao tema do evento, a exposição “Olhar da Mata” apresenta cliques da Amazônia flagrados pelas fotógrafas Mila Mayer, Anna Guilhermina e Fernanda Pinto Coelho, e a parceria com a Livraria Cultura e a ONG “Lê Comigo” incentiva a ação “Doe um livro e compre um”, com novos livros selecionados e relacionados ao tema à venda, ao mesmo tempo que livros usados serão arrecadados para as comunidades.

Sobre o Design da Mata

A iniciativa começou em 2011, a partir do Núcleo Oikos e do Instituto Geração, com a participação das ONGs IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, Instituto Socioambiental (ISA) e o Projeto Saúde & Alegria.

Em 2014, além dessas organizações, novos parceiros participam do evento: A Gente Transforma (iniciativa do designer Marcelo Rosenbaum) e a comunidade Várzea Queimada do Piauí; Rede Asta com grupos produtivos de artesãs de comunidades urbanas de baixa renda do Rio de Janeiro; Arte Ameríndia e os povos indígenas Wayana e Apalai residentes no norte do Pará e Amapá, e Huni Kuin (Kaxinawá) no Acre; A CASA museu do objeto brasileiro e os grupos de artesãos da Ilha do Ferro de Alagoas e Cerro Azul do Paraná; Fundação Almeirinda Malaquias e os artesãos da região do baixo Rio Negro; e na programação infantil, a ONG Vagalume com seu trabalho de mediação de leitura através de bibliotecas comunitárias por toda a Amazônia, além de vender o livro “Brasil Gigante”, fruto do intercâmbio cultural entre adolescentes da Amazônia e da cidade de São Paulo.

A ideia do Design da Mata surgiu de um grupo de jovens de São Paulo formado por empresários e executivos com vivência urbana e visão de mercado empreendedora. Depois de uma viagem de ecoturismo de base comunitária à Amazônia, realizada em outubro de 2011, seus integrantes decidiram colaborar com o desenvolvimento local e se engajaram rapidamente na iniciativa de promover a produção artesanal sustentável.

SERVIÇO:
4a edição do “DESIGN DA MATA” Mercado de Artesanato com Design Brasileiro
Local: Avenida Pedroso de Moraes, 1684 (Vila Madalena)
Data: De 26 a 30/11/2014
Horário: Dia 26/11, das 17h às 21h; dias 27, 28, 29 e 30, das 11h às 21h.
Preços dos produtos: De R$ 10,00 a R$ 500,00
Entrada franca