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Todos os anos os estudantes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, reúnem-se para uma maratona de natação ambiental, na qual parte das inscrições são revertidas para o projeto do IPÊ, Nascentes Verdes Rios Vivos, em prol da conservação da água no Sistema Cantareira de abastecimento. É o chamado Ecoswim, que este ano acontece no dia 8 de novembro, na Piscina do Pacaembu, em São Paulo.

Este ano, o evento precisa de sua ajuda para acontecer! Parte do patrocínio para a realização da competição já foi conseguido, mas ainda faltam R$15.000,00 para alcançar todo o recurso necessário para a sua realização. Por essa razão, o Ecoswim lançou um financiamento coletivo no site O Pote. Ali, você pode escolher sua contribuição e recompensas a partir de 10 reais
Contribua!
Não seja um peixe fora d'água, ajude você também a fazer o Ecoswim 2014 acontecer!!

 

Parceria IPÊ e Ecoswim

Um dos objetivos da comissão organizadora é o despertar, entre as equipes, da importância da conservação da natureza e, sobretudo, fazer com que os participantes se tornem defensores e promotores da causa ambiental. Durante a competição são distribuídas cerca de 600 mudas de árvores nativas para os participantes que desejam plantar e parte do valor arrecadado com as inscrições vai para o reflorestamento da mata ciliar da região da Cantareira.

O evento une a prática esportiva à conscientização ambiental: várias equipes de natação se encontram para participar de uma divertida disputa por dois troféus - um para a equipe com a maior metragem nadada e o outro para a com o maior número de inscritos. Cada inscrito ganha uma muda de árvore nativa da Mata Atlântica, uma sacola ecológica e uma camiseta feita de pet.

A possibilidade de engajar pessoas adeptas de um esporte muito saudável, como a natação, em uma causa que tem grande relevância para a sociedade é o grande mote do evento

O IPÊ participa do evento distribuindo as mudas e expondo seus produtos, entre eles: camisetas bordadas, sandálias Havaianas, bucha, bonés, chapéus e geléias. E também oferece oficinas de máscaras ecológicas às crianças, gerando um total de 120 visitas em nossos estandes.

A ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, realiza Cursos de Curta Duração desde 1996. A maioria destes cursos reflete os conhecimentos adquiridos pelo IPÊ em seus projetos de pesquisa, transformando o conhecimento acadêmico em ferramentas aplicáveis em conservação socioambiental. Ainda no mês de Setembro teremos o curso de Ecologia Quantitativa aplicada à Biologia da Conservação e SIG.

Faça sua inscrição e confira a agenda completa aqui.

 

A expedição do projeto Tatu-Canastra, em agosto, teve participação especial de Gaia, um Pastor Belga Malinois fêmea, treinada pela bióloga Mariana Faria Corrêa, da Simbiota Consultoria Ambiental. A preparação do chamado "biocão" para a expedição começou em abril de 2013, com treinamentos que envolveram odores do tatu-canastra. "A experiência anterior de Gaia foi encontrar carcaças de aves e morcegos em parques eólicos, assim, o Pantanal foi um ambiente muito novo e diferente para ela. Devido ao calor, ela só pôde trabalhar algumas horas pela manhã e duas antes do anoitecer", afirmou Arnaud Desbiez, coordenador do projeto.

Gaia em ação 

Depois de alguns dias de treinamento no campo já no Pantanal, a treinadora Mariana, Arnaud e Rob Yordi (curador de operações no Zoológico Busch Gardens Tampa, que acompanhou a expedição) decidiram procurar Don, um tatu-canastra macho. No meio do caminho, encontraram uma toca de alimentação. “Mariana deixou Gaia ir e observou-a detectar um odor. Mas ela acabou andando na direção oposta à localização de Don. Mariana acreditava que era melhor para ela andar sozinha com Gaia. Rob e eu, portanto, as seguimos de uma distância segura”, contou Arnaud.

Como Gaia andou de uma ilha murundum para outra (ilhas de vegetação de cerrado com um cupinzeiro no meio), Rob e Arnaud seguiram pelo mesmo caminho. “Em um ponto, vimos uma toca e fomos checar. Para nossa surpresa logo atrás era um belo monte de areia fresca. Corremos para verificá-la e rapidamente percebi que estava recém cavada e ocupada! Apesar de Gaia não nos levar à toca, ela foi capaz de estabelecer uma direção e nos encorajou a investigar os arredores. Nós não teríamos procurado ali se não fosse por ela”.

Para o pesquisador, a experiência com Gaia foi promissora, embora ainda exija muito mais prática no campo para ser verdadeiramente eficaz. “O fato de os tatus gigantes serem tão raros também torna difícil encontrar odores. Outro desafio é o calor para Gaia. Toda essa experiência me deu uma visão totalmente nova para o uso de cães de trabalho. O relacionamento e a comunicação entre o treinador e o cão é fascinante. A devoção ao seu dono, o trabalho duro e concentração que tem quando se trabalha e, finalmente, a felicidade que ele mostra quando encontra o odor que procurava é surpreendente”, conclui.

 

Ficou interessado em saber mais sobre a expedição com o biocão? Clique aqui.

 

 

Em setembro, o Programa de Conservação do Mico-leão-preto continua as expedições no fragmento da Fazenda Santa Maria, de 467 hectares, na região do Pontal do Paranapanema. No local, há um grupo com 3 micos sendo monitorado mensalmente para obtenção de dados de área de vida e uso do espaço.

“Estamos iniciando um estudo aprofundado dos micos-leões da Santa Maria para entender a resposta dessa população à fragmentação, sua dinâmica populacional e as suas relações de parentesco. A ideia é expandir também para os outros 3 fragmentos com populações de mico no Pontal. Esses dados, juntamente a toda informação que temos levantada ao longo dos 30 anos de programa, servem de base para o manejo das populações."

A boa notícia é que neste mês foi registrado um terceiro grupo ocorrendo nesta mata. Até o momento, o censo indica a existência de aproximadamente 13 animais, mas a equipe acredita que ainda haja um quarto grupo no local. O novo grupo foi encontrado por acaso, próximo à trilha, quando a equipe já estava indo embora do fragmento após um longo dia de chuva no campo.

“Estávamos passando pela trilha quando escutamos uns ‘piados’. Olhamos pra cima e lá estavam seis micos. Ainda este mês começaríamos as buscas por novos grupos mas eles já estão aparecendo pra gente”, conta Gabriela Rezende, pesquisadora do projeto.

Já o segundo grupo foi registrado em junho deste ano durante um encontro de grupos presenciado pela equipe. “É uma emoção indescritível ver a reação dos micos-leões quando encontram outros usando seu território. É grito pra todo lado.”

O fragmento da Fazenda Santa Maria tem posição estratégica no corredor norte do "Mapa dos Sonhos do Pontal", pois está entre os dois fragmentos da Estação Ecológica Mico-leão-preto (ESEC MLP): Água Sumida, com 1.199 ha e Santa Maria, com 2.057 ha. Nesta área, ainda não foram registradas populações da espécie. De acordo com a pesquisadora, estabelecer uma conectividade entre esses dois fragmentos aumentará consideravelmente as possibilidades de expansão dessa população de micos-leões.

O índice de Felicidade Interna Bruta  (FIB) nasceu em um pequeno país da Ásia chamado Butão, em 1972, proposto pelo então rei Jigme Syngie Wangchuck com o intuito de organizar o desenvolvimento de seu país baseado em prioridades como paz, segurança, sustentabilidade e felicidade. Sendo assim, a FIB passou a ser um programa politico, que usa nove dimensões para avaliar o desenvolvimento da nação.

Baseada neste princípio, Fabiana Santos da Silva, aluna do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da ESCAS, decidiu avaliar a FIB de Serra Grande, uma vila do município de Uruçuca, sul da Bahia. O local foi escolhido pois abriga uma das maiores biodiversidades de espécies florestais do mundo, protegidas pelo Parque Estadual Serra do Conduru – PESC, além de possuir uma grande variedade cultural incitada pelos mais de 4.000 habitantes.

A pesquisa se iniciou pelas entrevistas orais com 60 moradores da vila, tanto mulheres como homens. Entre eles, estão nativos, pessoas vindas de outas cidades, estados e países, com idades que variaram entre 13 e acima de 60 anos. No questionário, perguntas nas dimensões como o bem-estar psicológico, uso do tempo, vitalidade comunitária, diversidade cultural, educação, saúde, resiliência ecológica, padrão de vida e boa governança.

Após meses de estudos, Fabiana concluiu que a Felicidade Interna Bruta da Vila Serra Grande supera em 0,18 o percentual médio de felicidade de outros locais, obtendo 0,68 como pontuação e indicando que a comunidade é "feliz". “Contudo, verificou-se que as dimensões possuem baixa correlação, e por isso cada uma deve ser analisada separadamente e cuidada individualmente para se entender quais ações devem ser implementadas para a melhoria da qualidade de vida dessa comunidade”, sugere Fabiana.

Diante do estudo elaborado também foi notada uma grande receptividade por parte da população em contribuir para conservar as características consideradas positivas e buscar melhorias para o pequeno povoado.