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O IPÊ é uma das organizações idealizadoras e participantes do Consórcio Águas do Cerrado, uma plataforma colaborativa entre organizações da sociedade civil, empresas e governos que tem como objetivo central conservar a água do bioma a partir de ações que promovam o desenvolvimento de paisagens sustentáveis, benefícios socioeconômicos e ambientais.

A ideia da plataforma nasceu após trabalho em parceria entre a Unidade de Negócios do IPÊ, a UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e a empresa Nespresso, em 2013, que identificou os impactos ecológicos e as dependências da cadeia produtiva de café da empresa, no Cerrado de Minas Gerais. Ainda naquele ano, em reunião com agricultores, empresas, uma agência do governo e ONGs, foram apresentadas as ameaças comuns à água e aos serviços ecossistêmicos do solo no bioma. Assim, para tentar solucionar os desafios de restauração da paisagem e manutenção desses serviços ambientais, foi criada a plataforma colaborativa, com o objetivo de fortalecer as ações individuais e realizar atividades conjuntas.

Uma das ações iniciais da plataforma foi a realização do "Workshop de Capacitação de Proprietários Rurais e Implementação do Produto Técnico", dias 3 e 4 de dezembro, em Uberlândia, Indianópolis e Monte Carmelo (MG). O encontro capacitou produtores rurais cooperados à COOXUPÉ (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé Ltda) sobre o preenchimento do Cadastro Ambiental Rural (CAR) com a perspectiva de paisagens sustentáveis e seus benefícios sociais, ambientais e econômicos de longo prazo. A ideia central foi proporcionar troca de informações e experiências entre esses proprietários, que passarão a atuar como agentes multiplicadores de boas práticas com vistas à conservação dos serviços ecossistêmicos na região.

Para o encontro, foi formulada uma cartilha direcionada aos proprietários rurais, com explicações sobre "Paisagens produtivas e Sustentáveis na região de Indianópolis e Uberlândia", em que são explicados temas como o Novo Código Florestal, sua importância, e as oportunidades que existem para o proprietário no cumprimento desta lei ambiental. A cartilha estará disponível para download em breve, aqui no site do IPÊ. Outro produto em conjunto do Consórcio é o calendário 2015, com informações sobre produção sustentável a cada mês, que já está sendo distribuido entre os produtores da região.

Além das organizações já citadas, participam do Consórcio Águas do Cerrado: COOXUPÉ, Tribanco, Imaflora, OPA! (Organização para Proteção Ambiental) e Associação dos Cafeicultores do Cerrado.

Entre os dias 09 e 12 de dezembro será realizado o I Fórum Baiano de Negócios Socioambientais no Parque Unidunas, em Salvador-BA. O evento tem como objetivo abrir um espaço de diálogo sobre um novo setor socioeconômico que busca a melhoria da qualidade de vida por meio de serviços e produtos de impacto social.

Entre os temas de palestras, mini-cursos e outras atividades, estão Facilitação Gráfica, Mobilização Social e Negócios Socioambientais. Este último será ministrado pela consultora Karin Rettl, por Andrea Peçanha, coordenadora da Unidade de Negócios do IPÊ e Graziella Comini, coordenadora do MBA em Gestão de Negócios Socioambientais da ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, escola que atua no extremo sul da Bahia desde 2009 por meio do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, do qual um dos organizadores do Fórum, Juca Cunha, fez parte em 2011.

Para saber mais: http://forum.negociosocioambiental.com/

As atividades de Educação Ambiental do projeto "Nascentes Verdes, Rios Vivos", entram na sua fase final de 2014. Na primeira semana de dezembro a equipe do IPÊ vem promovendo o plantio de mudas nos mananciais que abastecem o Sistema Cantareira, com todos os alunos do 6o ano das escolas Estaduais de Nazaré Paulista. Para plantarem, todos eles e alguns de seus professores passaram antes pela experiência de conhecer como funciona um viveiro de mudas, como elas são produzidas, seu tempo de crescimento e como são finalmente preparadas para irem a campo cumprirem seu papel como floresta e mata ciliar. Tudo isso, no viveiro escola do Instituto.

Ainda em outubro, 260 alunos do 7o ano, que já passaram pelas atividades de plantio no ano passado, tiveram a oportunidade de fazer o monitoramento de florestas em crescimento. Junto com professores de matemática e geometria, conceitos como área, diâmetro e medidas em geral, foram trabalhados primeiramente em sala de aula e, posteriormente, na prática de campo. No monitoramento, os estudantes analisam a qualidade das mudas em desenvolvimento, ajudando inclusive o próprio projeto na tarefa de acompanhamento dos reflorestamentos.

Todas as atividades contaram com a contribuição do financiamento coletivo, promovido pelo projeto no meio deste ano.

Festas de encerramento: Os resultados de todo o projeto junto aos 6o, 7o e 8o ano culminam em festas de encerramento com o tema ambiental, em todas as escolas estaduais de Nazaré Paulista. Nas festas, pais, parentes, amigos e professores são convidados a visitarem a exposição dos trabalhos de diversas disciplinas que, dentro de seu projeto de aulas, colocam como um dos principais temas o meio ambiente local, seus desafios e importância. Assim, peças de teatro, poesias, paródias, trabalhos artísticos, redações, entre outros trabalhos de final de ano, abordam temas como água, florestas, animais, lixo, poluição do ar, em um grande encontro que celebra o projeto e a participação das escolas.

diadedoarNo Dia de Doar (2 de dezembro), o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas convida os cidadãos a doarem árvores para a natureza. Por meio da rede social Facebook do Instituto, é possível fazer doações que irão se transformar em árvores nas áreas de mananciais do Sistema Cantareira, um dos maiores sistemas de abastecimento de água do mundo e que vive a pior seca da sua história.

Com sede localizada em Nazaré Paulista (SP), um área de Mata Atlântica estratégica em produção de água, o IPÊ já plantou 300 mil árvores nas áreas de abrangência do Sistema Cantareira e pretende somar 700 mil com essa campanha - que começa no Dia de Doar e segue ao longo dos próximos meses. Assim, a meta é chegar a 1 milhão de árvores, com o objetivo de proteger rios, represas e córregos que fazem parte desse sistema que abastece 14 milhões de pessoas em São Paulo, sua região metropolitana, e cidades do interior.

"A recomposição de matas ciliares é de extrema importância para a conservação dos recursos hídricos porque elas ajudam a absorver água das chuvas de maneira adequada, infiltrando-se no solo e alimentando o lençol freático. Com a vegetação também reduzimos o risco de assoreamento desses rios e represas, um impacto extremamente grave para o armazenamento dessas águas", conta Andrea Peçanha gerente de desenvolvimento institucional do IPÊ.

O reflorestamento da região do Sistema Cantareira é apontado por pesquisadores do Instituto como uma das medidas principais para a recuperação da capacidade de produção de água na região. Estudos indicam que 45% das Áreas de Preservação Permanente (APPs) que, por lei, deveriam ser coberta de árvores nativas, estão ocupadas por pastagem ou monoculturas como o eucalipto. Desta forma, as áreas não estão cumprindo com suas funções ecológicas.

Cada pessoa pode doar quantas árvores quiser. O valor inicial da doação é de R$20,00 para 1 árvore e chega a R$100,00 para 5 árvores. Para doar mais, basta dobrar ou triplicar o valor doado, no momento da operação, realizada via Moip. O IPÊ fica responsável pelo plantio das mudas nativas da Mata Atlântica e seu acompanhamento até que cresçam e formem uma floresta.

Para doar, clique aqui.

Monitoramento queloniosAs comunidades da Reserva Extrativista (RESEX) do Rio Unini, na Amazônia, aproveitam a chegada da estação seca para monitorar e estudar a ecologia reprodutiva de quatro espécies de quelônios aquáticos na região do Baixo Rio Negro: a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), o tracajá (Podocnemis unifilis), a irapuca (Podocnemis erythrocephala) e o cabeçudo (Peltocephalus dumerilianus). A ação faz parte do projeto “Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia”, desenvolvido pelo IPÊ e ICMBio/Ministério do Meio Ambiente (MMA), que capacita os moradores da Unidade de Conservação como monitores da biodiversidade.

Desde setembro, os monitores comunitários percorrem as praias durante dia e a noite a procura de ninhos e fêmeas. Quando os ninhos são encontrados, são marcados com as informações de data da desova e espécie. Em alguns, os monitores medem ainda a largura e a profundidade, e contam o número de ovos dentro deles. As fêmeas encontradas, passam por medição, pesagem e marcação dos seus cascos, e, em seguida, são liberadas.

A cada dia aumenta o número de ninhos nas praias e esses são acompanhados durante toda a temporada reprodutiva, até o nascimento dos filhotes.

Esforços conjuntos

No período de 27 de outubro a 04 de novembro de 2014, ICMBio e IPÊ com participação da pesquisadora Camila Ferrara da WCS-Brasil, realizaram o acompanhamento do monitoramento de quelônios aquáticos em cinco praias protegidas e a primeira amostragem em lagos ao longo do rio Unini. Orientados pela pesquisadora, os monitores comunitários fizeram medição, pesagem, marcação e liberação dos animais capturados. Medidas do ambiente e informações adicionais sobre as espécies também foram tomadas.

"A amostragem foi um sucesso e os monitores estão bastante organizados e animados com as ações realizadas. Os jovens destacam-se como lideranças e multiplicadores de conhecimento, atuando desde o planejamento até a execução do monitoramento em campo", conta Pollyana Figueira Lemos, do IPÊ.

O projeto tem apoio da Cooperação Técnica Alemã – Deutschen Gesellschaft Für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), Gordon and Betty Moore Foundation, e também conta com a colaboração de importantes parceiros institucionais: Associação Conservação da Vida Silvestre (WCS-Brasil), Projeto Pé-de-Pincha e a Fundação Vitória Amazônica (FVA), fundamentais para o sucesso do monitoramento em campo e geração de conhecimento acerca da biodiversidade local.